Preconceito ou proteção?

Há anos, portarias do Ministério da Saúde tratam como "inaptos temporários" à doação de sangue homens que tiveram relações sexuais com outros homens. Para ativistas e defensores da causa LGBT, normas são discriminatórias; para representantes do governo, visam à proteção dos receptores

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Há anos, portarias do Ministério da Saúde tratam como “inaptos temporários” à doação de sangue homens que tiveram relações sexuais com outros homens. Para ativistas e defensores da causa LGBT, normas são discriminatórias; para representantes do governo, visam à proteção dos receptores

Por Anna Beatriz Anjos, na Fórum Semanal

(Foto: Reprodução/Facebook)
“Veja bem, se você estiver internado, vai querer um sangue ruim, de gente promíscua, no seu corpo?”, perguntou a médica do Hospital 9 de Julho, em São Paulo, ao estudante de jornalismo Leonardo Uller, de 19 anos. Uller tentava doar sangue para ajudar seu tio, que estava internado no mesmo hospital (Foto: Reprodução/Facebook)

No dia 26 de março, o estudante de jornalismo Leonardo Uller, de 19 anos, foi ao Hospital 9 de Julho, na centro de São Paulo, com uma intenção: doar sangue. Seu tio, internado na unidade, havia passado por uma cirurgia e precisava de transfusões. À pedido dos médicos, a família se mobilizou.

Leonardo conhecia a situação. Havia estado na posição de doador mais de 10 vezes em outro hospital da cidade, da rede pública. Achou que o procedimento seguiria o padrão a que estava acostumado. E, por alguns minutos, seguiu. “Mediram minha pressão, fizeram teste de anemia, tudo normal”, conta. Foi no momento da entrevista com a médica que o quadro mudou.

Após as perguntas de praxe – “se já tive malária, se tinha passado por cirurgia nos últimos meses, se havia viajado para o exterior”, relata –, a médica questionou se Leonardo havia mantido relações sexuais com homens nos últimos 12 meses. “Disse que sim. Ela me falou, então, que eu não poderia doar sangue. Quis saber por que, expliquei que estava em um relacionamento estável há mais de um ano, usava camisinha, e, por isso, meu comportamento não era de risco”, relembra. Mas a médica prosseguiu:

– Veja bem, se você estiver internado, vai querer um sangue ruim, de gente promíscua, no seu corpo?

– Você está insinuando que meu sangue é promíscuo? – rebateu o estudante.

– Não, de jeito nenhum – retrucou a médica.

– Então está insinuando que os gays são promíscuos? – perguntou o rapaz.

– Não é isso. Mas concorda que você é uma raridade, uma exceção entre os gays? – indagou a funcionária do hospital.

Depois de muita insistência e discussão, Leonardo conseguiu realizar o procedimento. “Ela veio falar comigo depois e me disse que tinha ‘me expressado bem’. Se eu fosse gay e analfabeto, ou então mais tímido, não teria conseguido doar?”, contesta.

“Foi péssimo. A primeira coisa em que pensei foi ‘que loucura, como uma pessoa que tem diploma de médico, estudou tantos anos para cuidar de gente pensa uma coisa dessas, que não faz o menor sentido?’ Me senti humilhado, muito injustiçado”, confessa o estudante. Por meio de nota, a assessoria de imprensa do hospital afirmou que “as doações de sangue realizadas no banco de sangue que atende a instituição seguem a legislação vigente – Portaria 2712, de 12/11/2013 do Ministério da Saúde”.

Contraditória e inconstitucional

A portaria a que se refere o hospital define o regulamento técnico de procedimentos hemoterápicos. Ela traz, realmente, uma determinação restritiva que, mesmo não abordando diretamente questões de orientação sexual e identidade de gênero, enquadra os homossexuais masculinos:

“Art. 64. Considerar-se-á inapto temporário por 12 (doze) meses o candidato que tenha sido exposto a qualquer uma das situações abaixo:

IV – homens que tiveram relações sexuais com outros homens e/ou as parceiras sexuais destes”.

No entanto, logo em seu segundo artigo, apresenta parágrafo que estabelece o oposto:

“Art. 2º, § 3º Os serviços de hemoterapia promoverão a melhoria da atenção e acolhimento aos candidatos à doação, realizando a triagem clínica com vistas à segurança do receptor, porém com isenção de manifestações de juízo de valor, preconceito e discriminação por orientação sexual, identidade de gênero, hábitos de vida, atividade profissional, condição socioeconômica, cor ou etnia, dentre outras, sem prejuízo à segurança do receptor.”

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Em rede social, Leonardo Uller contou sobre o episódio que viveu no Hospital 9 de Julho. “Estou tão, tão, mas tão triste que não tenho nem como descrever”, desabafou. O relato foi compartilhado pela rede e o caso repercutiu em diversos meios de comunicação (Foto: Reprodução/Facebook)

O inciso IV do artigo 64 é herança de regulamentações anteriores do Ministério da Saúde. A resolução RDC nº153, de 14 de junho de 2004, trazia, no artigo 6,  exatamente o mesmo texto. Criada em 13 de junho 2011, a portaria de número 1.353 reproduziu novamente a determinação, no artigo 34. Seu artigo primeiro também continha o veto ao uso da orientação sexual como critério de seleção para doadores. Era, portanto, igualmente contraditória.

Maria Berenice Dias, advogada especialista em Direito Homoafetivo e presidente da Comissão Especial da Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), confirma a dicotomia da portaria. “Há duas resoluções que entram em conflito”, diz.

Além de paradoxal, Maria Berenice a considera inconstitucional, por ferir o artigo 5º da Constituição Federal, segundo o qual “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. “Ela é absolutamente discriminatória, por que qual é o motivo de essas pessoas não poderem doar? Não é por conta da orientação sexual, mas pelo fato de manterem relações anais. Não é a orientação sexual da pessoa que determina a prática do sexo anal, heterossexuais também praticam e deveriam ser incluídos”, explica.

Respaldada por esses dois argumentos, a Comissão requereu ao Ministério da Saúde, no fim de 2013, a mudança do texto, mas, de acordo com advogada, nenhuma medida foi tomada nesse sentido até o momento.

A sugestão dada ao Ministério foi a mudança da determinação do inciso: em vez de citar apenas homens que fizeram sexo com outros homens, estendê-la a qualquer pessoa que tenha praticado sexo anal (abrangendo heterossexuais também). “Dessa forma que está redigida, a portaria ainda deixa pessoas que têm comportamentos de risco doarem, aquelas que fazem sexo anal sem serem homens, nem homossexuais”, explica.

O Ministério da Saúde, questionado sobre o teor discriminatório de suas portarias, comunicou apenas que elas definem critérios para doadores de sangue visando “assegurar a qualidade do sangue coletado”.

O médico Dante Langhi, coordenador da Hemorrede do Estado de São Paulo e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, concorda com a posição do Ministério e contesta o argumento de que a norma é preconceituosa. “A portaria não discute, de maneira nenhuma, a questão da orientação sexual. Ela é absolutamente específica e visa proteger tanto o doador de sangue, como o receptor. No artigo 64 não está escrito que tem de ser descartado o indivíduo que é homossexual ou heterossexual, só fala em relação ao tipo de atitude”.

Base científica

Segundo a pesquisa “Comportamento, atitudes, práticas e prevalência de HIV e sífilis entre homens que fazem sexo com homens (HSH) em 10 cidades brasileiras”, de 2010, coordenada pela médica Lígia Kerr e financiada pelo Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais (D-DST-AIDS-HV) do Ministério da Saúde, a prevalência do vírus HIV é de 10,5% entre a população de gays, HSH (homens que não se definem homossexuais, mas mantêm relações com outros homens, sem laço afetivo) e travestis. Na população geral, a proporção, significativamente menor, é de 0,42%, sendo de 0,32% entre as mulheres e de 0,52% entre os homens.

Há algumas razões para que tais populações estejam mais suscetíveis à infecção e ao adoecimento pelo vírus HIV. José Ricardo Ayres, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e livre-docente em Medicina Preventiva, define o conceito de vulnerabilidade como um “conjunto de aspectos individuais e coletivos relacionados ao grau e modo de exposição a uma dada situação e, de modo indissociável, ao maior ou menor acesso a recursos adequados para se proteger das consequências indesejáveis daquela situação”.

Ainda de acordo com Ayres, “[o conceito de vulnerabilidade] substitui as noções de grupos de risco – associada a ideias rotuladoras e, portanto, geradoras e reprodutoras de preconceito e estigmatização – e sua sucedânea, as de comportamento de risco”. “Os comportamentos associados à maior vulnerabilidade não podem ser entendidos como uma decorrência imediata da vontade pessoal. Estão relacionados às condições objetivas nas quais acontecem e ao efetivo poder que as pessoas e grupos sociais podem exercer para transformá-las”, analisa Beto de Jesus, diretor da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) e membro da Associação Espaço de Prevenção e Atenção Humanizada (EPAH), organização não governamental que atua na promoção da saúde, prevenção e cuidados para o HIV/aids.

O ativista cita alguns fatores como determinantes para a maior vulnerabilidade de gays, homens que fazem sexo com homens e travestis. A prática do sexo anal é uma delas. Pesquisa publicada em 2010 na versão online do International Journal of Epidemiology indica que o risco de transmissão do vírus HIV durante uma relação sexual anal pode ser 18 vezes superior ao de uma relação sexual vaginal. “Este tipo de ato pode aumentar o número de lesões na mucosa da região, e esse aumento de lesões fragiliza a proteção. Pior ainda quando há o contato do sangue com o sêmen contaminado”, explica o Langhi.

"Avalio que nosso maior problema está na forma desastrada, pouco sensível e preconceituosa com que alguns captadores e triagistas dos hemocentros tratam a população homossexual", explica Beto de Jesus, diretor da ABGLT (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
“Avalio que nosso maior problema está na forma desastrada, pouco sensível e preconceituosa com que alguns captadores e triagistas dos hemocentros tratam a população homossexual”, explica Beto de Jesus, diretor da ABGLT (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Outro elemento diretamente relacionado à vulnerabilidade desses grupos é o preconceito.  O Plano Nacional de Enfrentamento da Epidemia de AIDS e das DST entre Gays, HSH e Travestis, elaborado em 2007 pelo Ministério da Saúde com o intuito de estabelecer metas para prevenir e controlar as DST/aids entre esses grupos, aborda a questão. O texto aponta que a homofobia e a transfobia impactam negativamente a autoestima e que, somadas às dificuldades de sociabilidade e à hostilidade no ambiente escolar, “resultam, normalmente, na exclusão do convívio familiar e na descontinuidade da educação formal, projetando, entre outras, grandes dificuldades para a qualificação e entrada no mercado de trabalho”. Isso acarreta, por sua vez, a marginalização dessas pessoas, que se tornam alvo das mais diversas formas de violência, tanto simbólica, quanto física.

Carlos Magno, atual presidente da ABGLT, dá exemplos de como o preconceito reflete, em termos práticos, na questão da vulnerabilidade. “Se essas pessoas pudessem namorar dentro de casa, pudessem namorar normalmente em espaços públicos, possivelmente não fariam sexo de forma escondida, clandestina e, muitas vezes, desprotegida”.

A conclusão a que se chega é que, de fato, a taxa de prevalência do vírus HIV entre a população de homossexuais, HSH e travestis é maior. Esse quadro, entretanto, não deve ser entendido única e exclusivamente como consequência da vontade direta de cada um desses indivíduos, pois eles estão inseridos em um contexto social que lhes coloca em posição de maior suscetibilidade à infecção – por isso o uso do conceito de “vulnerabilidade” em substituição ao de “grupos e comportamentos de risco”.

Alternativas

A última portaria aprovada pelo Ministério da Saúde, em novembro de 2013, traz uma novidade: torna obrigatória a realização do chamado teste de ácido nucleico (NAT) em todas as bolsas de sangue colhidas nos bancos públicos e privados do Brasil.

O teste NAT agiliza a identificação dos vírus HIV e HCV, causador da Hepatite tipo C. As janelas imunológicas (período compreendido entre a contaminação do organismo por um agente infeccioso e a produção de anticorpos, em que tais agentes permanecem indetectáveis) são reduzidas, em média, de 22 para 8 dias, no caso do HIV, e de 70 para 10 dias, no caso do HCV. Isso porque o NAT possibilita a detecção do material genético do vírus, em vez de buscar os anticorpos que o organismo produz contra eles, como fazem os testes tradicionais.

(Ilustração: Mario Wagner)
“Ela [a portaria] é absolutamente discriminatória, porque qual é a causa dessas pessoas não poderem doar? Não é por conta da opção sexual, mas pelo fato de manterem relações anais. Não é a orientação sexual da pessoa que determina a prática do sexo anal. Mulheres também praticam e deveriam ser inclusas”, defende Maria Berenice Dias, presidente da Comissão Especial da Diversidade Sexual da OAB (Ilustração: Mario Wagner)
“A detecção do material genético desses vírus é mais precoce do que a detecção de anticorpos contra esses vírus. Obviamente, o teste NAT garante maior segurança à transfusão do ponto de vista de diminuir a possibilidade de transmissão desses agentes”, aponta o Dante Langhi.

Para Beto de Jesus, otimizar o método de exame do sangue pós-coleta é uma forma de acabar com a questão da seletividade de doadores. “Utilizando-se essa tecnologia de forma adequada, respeitando o período da janela imunológica, não existe motivo para negar doações de sangue de qualquer pessoa, sejam elas homossexuais ou não”, declara.

Embora fundamental, o âmbito científico não é o único a ser repensado. Grande parte do problema, como fica claro no caso do estudante Leonardo Uller, está no momento do atendimento. Para o diretor da ABGLT, o preconceito demonstrado por alguns captadores e triagistas dos hemocentros brasileiros é ponto central. “Capacitar essas pessoas é de extrema urgência, pois os estoques de sangue no país não estão jorrando pelo ladrão, muito pelo contrário, sempre estão em situações criticas e não se pode perder a oportunidade de aumentar o volume de sangue doado repetindo um erro e reforçando a discriminação. Isso viola os direitos humanos”, explica.

Foto de capa: Carol Garcia/Governo da Bahia



No artigo

43 comments

  1. Everson Responder

    É o resultado destes deputadinhos que querem fazer leis específicas para homossexuais. Agora eles acham ato discriminatório em qualquer situação não favorável a eles ou elas, sei lá!!!

    1. Dr. Eduardo Rappers Responder

      Sr. Cidadão, a culpa não é “desses deputadinhos” (escrever “destes” é errado),mas de pessoa preconceituosas como você. Muito vergonhosa sua opinião.

  2. Mario Responder

    Essa é uma questão muito delicada, agora conheço muitos gays que doam sangue e mentem sobre suas práticas sexuais. E, neste caso, como saber quem diz ou não a verdade? O problema não está na prática sexual e como ela é feita. O ideal é testar todos os sangues com seriedade. Ao meu ver ,parece que a triagem é suficiente?. Quando doou sangue recebo retorno dos exames, e é isto que importa. Creio se os gays pararem de doar sangue corremos o risco de não termos doadores.

  3. dd Responder

    O homossexual é grupo de risco, assim como o portador de hepatite b. São medidas preventivas. Isso também não quer dizer que todo gay é portador da doença. A prevenção ainda é o melhor remédio.

    1. andré ruhling Responder

      homossexual grupo de risco? qualquer pessoa é um risco.

    2. Marcel Responder

      Fala sério, quer dizer que Heterossexual não pega HIV? Proteção divina? Hahaha! Desculpe, mas só se “hétero” significar ter uma vida sexual irrisória, só lamento. Mas é até bom que pensem assim, sobra mais medicação para quem precisa. Os dados estatísticos que eu conheço dizem que 1 em cada 4 homossexuais já tem HIV e não sabe; para heterossexuais a proporção é de 1 em cada 10 (estão alcançando e rápido!), claro que para pessoas que têm vida sexual ativa (quem não faz sexo não pega HIV, fato! Atualmente, o sexo sem proteção é a principal via de transmissão). VLW

    3. Marcos Responder

      Grupo de risco, quanta ignorância, gays e heteros podem ser promíscuos, portanto, doenças sexualmente transmissíveis não escolhem gênero.

  4. monica silva Responder

    é complexo,díficil de discutir,mas infelizmente há muitos homossexuais masculinos com cmportamentos de risco,não que héteros não o tenham, mas infelizmente no meu dia a dia ,trabalhando com grupos diversos,ao abordar os homossexuais masculinos,percebo que tanto eles ,como os heteros da faixa de adultos jovens têm negligenciado com a prevenção das DSTs.Infelizmente há medidas que necessitam ser tomadas,de forma a proteger os que necessitam frequente ou ocasionalmente de sangue ou hemoderivados.

  5. monica silva Responder

    meu comentário não foi publicado não!é preconceito falar o que se pensa?só se deve concordar com os gays?que respeito a liberdade é esse que os gays tanto alardeiam?pensou diferente é ser homofóbico?então se é assim,que seja!danem-se!

    1. Incognita Responder

      Você aceitaria transfusão de um HÉTERO, promiscuo?!
      …. ou seja, pense antes de falar besteira.

  6. monica silva Responder

    publicou meu protestoé ig herofobico?

  7. monica silva Responder

    concordo plenamente com o governo!

    1. andré ruhling Responder

      Vai pra lá ajudar a Dilma e o PT a fazerem mais merdas querida.

  8. Eduardo Responder

    Antes de qualquer coisa, tenho vários amigos, amigas e familiares que são homoafetivos, porém, a realidade é uma só: o risco de transmissão de HIV e outras DSTs é mais de dez vezes maior entre gays. Não é preconceito, é a própria natureza do corpo humano. Acho, infelizmente, que o governo está certo! É pura ignorância levar somente pelo lado da promiscuidade, realmente, o sexo anal é muito mais arriscado desde o ponto de vista de transmissão de doenças do que o sexo heterossexual vaginal convencional. É uma pena, mas é a verdade.

    1. Marcel Responder

      Duvido muito que o sexo vaginal “convencional” não seja tão perigoso quanto o sexo anal. A picadinha de uma agulha contaminada é capaz de infectar uma pessoa, quanto mais no sexo. É muita ingenuidade acreditar nisso. E eu sei de heterossexuais que pegaram HIV, e aí???

    2. Marcos Responder

      Eduardo tenho várias amigas heteros que praticam sexo anal, o que vc tem a dizer disso, o CU delas é diferente dos gays? Tenha paciência.

  9. INDIGNADO Responder

    http://www.criasaude.com.br/N4356/doencas/aids/estatisticas-aids.html

    Vejam esse site e deixem de falar besteira, a saúde das pessoas é algo importante que deve estar acima de discussões idiotas sobre defesa deste ou daquele grupinho pertencente a ditaduras de minorias.
    Só pra adiantar: na Suiça e França 1 de cada 5 homossexuais masculinos é portador de HIV enquanto na comunidade masculina de heterossexuais esse valor é de apenas 1%. Só lembrando aos homossexuais: vcs próprios ou seus parentes podem um dia necessitar de transfusões de sangue.

  10. JUSTO FAVARETTO NETO Responder

    É OBVIO QUE HÁ PRECONCEITO. A PERGUNTA NÃO DEVE ESTAR RELACIONADA À SEXUALIDADE DO DOADOR, MOAS SE O MESMO PRATICOU SEXO COM PROTEÇÃO OU NÃO, ATÉ PORQUE UM SEXO HETEROSSEXUAL SEM PROTEÇÃO TAMBÉM COLOCA O DOADOR COMO GRUPO DE RISCO.

  11. Luiz Antonio Gomes Responder

    Não é preconceito não. É precaução. Depois do surgimento da AIDS ficou muito complicado a necessidade de transfusão de sangue. O ministério tem mesmo que ter esta precaução. É o mínimo que se espera deste ministério.

  12. CRP Responder

    Os bancos de sangue não estão com um saldo tão positivo a ponto de descartarmos ajuda de todos os irmãos, quando temos um parente que amamos a beira da morte, precisando de uma transfusão, não perguntamos se o sangue veio de um Homo ou Hetero-sexual, precisamos sim garantir a qualidade do sangue, penso eu, através de exames e outros procedimentos cientificos.

  13. emerson Responder

    Não obstante querer induzir toda a sociedade à aceitar essas práticas, estão querendo constranger médicos a tomar atitudes protetivas em relação a pacientes. Constrangeram os psicólogos e agora querem intimidar os profissionais da saúde. Ao invés dos homossexuais tentarem ensinar os outros a prática deles, devem ensinar aos mesmos os riscos inerentes a essas práticas. Querem a conscientização dos outros, mas eles mesmos não querem ter consciência!

  14. Fabiano Paré Responder

    PRECONCEITO, É OBVIO!

    Esse governo é uma piada, no discurso todos são iguais e repudia a discriminação, porém na prática a coisa muda de figura. Entram e saem governantes e nenhum, até hoje soube ter coragem a tratar temas como este, muito menos a outros que também urgem em nossa sociedade!

    Tem é que processar mesmo, para sentirem no bolso e passar a tratar todos, independente de etnia, crença, cor, orientação sexual, de forma IGUAIS!!!

    E as eleições vem aí, estejamos de olhos bem abertos em quem vamos eleger, porque depois chorar pelo leite derramado, não adianta!

  15. mariana ferreira Responder

    Monica Silva no ig é assim se você não é favor dos gays então sua opinião não é importante eu não sei porque eles colocam uma caixa para comentários se só é publicado quando se fala a favor dos gays e falam que é um jornalismo imparcial.Há muito tempo que este seite deixou de ser imparcial,acho engraçado se uma revista começar publicar somente assuntos para brancos ou para negros imediatamente vão falar que a revista é racista e logo tomam providências para que se retratem mas me explica como uma revista se posiciona a favor somente do homosexualismo e ninguém toma nenhuma providência será que isto é mesmo liberdade de imprensa?

  16. mariana ferreira Responder

    não querem publicar meu comentário?

  17. mariana ferreira Responder

    brincadeira!

  18. joausan Responder

    Talvez a pessoa que representava o hospital naquele momento não tenha sabido se expressar adequadamente… talvez, até mesmo o regulamento para doadores não esteja adequado ao momento em que estamos… entretanto, ninguem em sã consciência aceitaria receber sangue de um homossexual, não pela escolha, não por homofobia, mas, por estar em um grupo de risco e pelos históricos recentes de contaminação pelo HIV. Quanto ao ato da promiscuidade, quantos de nós já não estivemos inseridos, não apenas por atos sexuais? Para zerar esse conflito, que tal um EXAME 100% EFICAZ PARA O SANGUE DE TODOS OIS DOADORES? Em havendo constatação de alguma alteração no sangue doado, dascarta-se, e ninguem se sentirá preterido ou ofendido.

  19. desiree Responder

    Puro preconceito. A incidência de aids, por exemplo, é muito maior entre os heterossexuais há anos.
    http://oglobo.globo.com/pais/virus-hiv-infecta-mais-grupo-dos-heterossexuais-diz-estudo-11785561

    1. andré ruhling Responder

      concordo plenamente, só os ”heteros” acreditam que o grupo de risco maior seriam os gays, sendo que na realidade já foi provado cientificamente que a incidencia de soros positivos são heterossexuais.

  20. Fabiana Ghaname Responder

    Existe um intervalo de tempo chamado de janela imunológica, aonde até mesmo testes moleculares com altíssima sensibilidade (que são realizados no Hospital 9 de Julho), podem não detectar infecção. O tempo em média é de 7 dias para o teste NAT dar reagente, qdo a carga viral é detectada no sangue. Assim, é mandatória a triagem de doadores através de questionário. pq mesmo um sangue com a melhor triagem laboratorial (realizada no Hospital 9 de Julho, que sempre utiliza e utilizou a melhor tecnologia para detecção de doenças infecciosas transmitidas pelo sangue). A legislação é baseada em estudos estatísticos e o hospital está CORRETO em todos os procedimentos realizados. A médica citada não falou nada disso que este doador está mencionando. Creio que está na hora dele provar o que ela disse, ao invés de sujar a imagem de uma médica com 20 anos de experiência, competente e que JAMAIS falaria o q ele disse que ela mencionou. Falta respeito pra essa pessoa.

  21. Val Responder

    Não se trata de preconceito, existe uma janela que pode haver falha na detecção do vírus. Acredito que se trata de cuidados. Na minha opinião ter relação sem camisinha e ir doar sangue em período de janela é maldade, poderia ser considerado tentativa de assassinato, como a médica disse o rapaz que faz o relato é raridade entre os homossexuais, pois a maior parte que conheço não tem parceiro fixo e é muito raro terem uma relação longa e assim que acreditam estar em uma relação abandonam o uso do preservativo. Os números dizem tudo é uma discussão insana.

  22. Luiz Carlos Responder

    Não é o governo brasileiro apenas é um caso de saúde previsto pela Organização Mundia de Saúde. Os gays mais uma vez estão querendo deturpar as coisas.

  23. Luiz Carlos Responder

    cadê o meu comentário?

  24. Incognita Responder

    Será que está escrito na cara da pessoa, se ela é promiscua ou não?! Será que dá pra saber em uma simples entrevista se ela é hétero ou homossexual?! SOU A FAVOR DA SERIEDADE NOS EXAMES DE DETECÇÃO AO VÍRUS HIV, INDEPENDENTE DE CONDIÇÃO SEXUAL, RAÇA OU COR.

  25. marco Responder

    Já doei sangue várias vezes, nunca me perguntaram se tive relações com homens ou mesmo se sou gay. Mas sempre me perguntaram se tive relações suspeitas ou não seguras. Numa destas disse que sim e doei do mesmo jeito, Interessante este posicionamento deste hospital. Pois são feitos teste com a finalidade de saber se o sangue é saudável ou não…mas voltado a pergunta…claro que é para a prevenção os gays são melhores que os héteros logo não devem correr riscos em doações…

  26. andré ruhling Responder

    Sou gay e já me deparei com a mesma situação. O que fiz? Nunca mais doei sangue a ninguém. HIV , muito obrigado eu NÃO tenho NÃO, eu me cuido e muito bem. Agora que tem muita mulher heteros e homens heteros que fazem sexo oral desprotegidos por aí que que já são soros positivos há anos e não se deram por conta disso ainda é incrível. Tem gente burra que acha que só sexo oral ou anal é a prática contaminante do vírus… doce engano. Dica: vamos parar de chupar rolas por aí sem proteção. Façam testes de hiv regularmente e sempre desconfiem, geralmente nos contaminamos das pessoas as quais nem imaginaríamos.

    1. Reinaldo Responder

      Você deve ser daquele que chupa picolé sem tirar a embalagem.
      Pois é gracinha… A promiscuidade existe desde os tempos bíblicos, lá não usavam camisinha e todos sofreram com DSTs que nem conheciam.
      Mesmo assim a família hetero sobreviveu, provavelmente seus pais e avós heteros também. Infelizmente você fugiu a essa regra e agora tem que comer pipoca de micro ondas saboreando o saco plástico. É uma pena, seu prazer deve ser bem virtual.

  27. sebastiao Responder

    sim , somos promiscuos, no ultimo ano o numero de viados que foram contminados foi imenso, o MS omitiu tal fato, principalmente no sul do país. vamos criar vergonha na cara e admitir que nos ” viados” a temos um descompromisso social neste aspecto , e sou saudável.

  28. ary Responder

    Vergonhoso ninguém ter comentado as leis do criador…todos somos filhos de Deus. porém…procurem a palavra escrita na bíblia sagrada…busquem a verdade e a verdade vos libertarar.

  29. Reinaldo Responder

    Pena não Eduardo, é uma realidade que a própria comunidade LGBT não quer enxergar. Pouco se fala, as vezes nada se diz, mas este detalhe anal é apenas mais um detalhe que faz toda a diferença. É curioso que quando o tema é orientação sexual, os defensores são árduos em dizer que cada um tem direito de fazer o que quiser da sua vida, ok!! Até se jogar debaixo de um caminhão em movimento…

    Quando a discussão é sobre comportamento sexual que afeta diretamente não uma pessoa, mas toda uma coletividade, o discurso do governo, da medicina e das mídias muda. Neste caso, a penetração anal é colocada em xeque-mate!

    Oras bolas… (sem querer fazer trocadilho) a penetração anal não é um ato de relação sexual normalíssimo entre os homos? Se é de risco, então não é natural!

  30. Altair Responder

    Concordo plenamente com o governo. Os gays sao um alto grupo de risco com suas praticas erradas.

  31. mauro Responder

    falem ou pensem como quiserem.só sei que eu não consentiria em receber sangue de homossexual.e não é preconceito não…é CONCEITO DEFINIDO.

  32. edilson c souza Responder

    Pela controvérsia em homossexualismo ser ou não ser doença (a princípio não é normal), creio correta a proibição por uma questão preventiva. E se for doença e transmissível pelo sangue, a atual EPIDEMIA vai explodir, multiplicar-se. É melhor não arriscar.


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