Em São Paulo, áreas de estacionamento poderão receber parklets

Plataformas instaladas em espaços antes ocupados por carros transformam-se em áreas de convivência

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Plataformas instaladas em espaços antes ocupados por carros transformam-se em áreas de convivência

A cidade de São Paulo terá áreas que hoje são destinadas a estacionamentos de carros transformadas em espaços de convivência. É uma tentativa de tornar ruas e bairros mais humanos e devolver as vias públicas aos pedestres.

Nesta quarta (16), o prefeito da capital paulista, Fernando Haddad, assinou o decreto que regulamenta a criação dos ‘parklets’ em São Paulo. O termo foi criado em São Francisco (EUA) e hoje é utilizado em várias cidades norte-americanas.

Os parklets ocupam espaço de dois ou três carros e, com o novo uso, de acordo com a prefeitura, podem receber bancos, floreiras, mesas, cadeiras, guarda-sóis, aparelhos de exercícios físicos, paraciclos ou outros elementos de mobiliário, sempre com a função de recreação ou de manifestações artísticas.

Os espaços ocupam lugar de dois carros
Os espaços ocupam lugar de dois carros

A assinatura da regulamentação, em São Paulo, ocorreu no primeiro parklet instalado na cidade, na rua Padre João Manuel, nos Jardins. Segundo Haddad, a ideia é que os parklets se multipliquem. “Qualquer calçada que respeite os termos do decreto pode ser estendida. A pessoa pode ser comerciante, um lojista, pode ter um restaurante e eventualmente a própria comunidade pode ter interesse em manter o parklet”, disse Haddad. “A manutenção é privada e a fruição é pública, ou seja, você não pode privatizar o espaço, você não pode reservar o espaço para o seu uso pessoal. Ele é um espaço público, é uma extensão do calçamento”, afirmou.

Para instalar um parklet, a solicitação deverá ser feita à subprefeitura competente, junto a um termo de compromisso de instalação, manutenção e remoção do parklet. Isso vale para pessoas físicas ou jurídicas. “Caberá também à subprefeitura averiguar a conveniência do pedido e publicar edital destinado a dar conhecimento público do mesmo”, informa a subprefeitura.

A ideia foi trazida pelo Instituto Mobilidade Verde, que tinha como objetivo criar as Zonas Verdes como um contraponto às Zonas Azuis, que são pagas e destinadas a estacionamento de veículos.

Foto capa: Parklet instalado na Rua Padre João Manuel, em São Paulo  (Crédito: Fábio Arantes / Secom)



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4 comments

  1. Claudia Responder

    Maravilha, toda ideia é bem vinda, para que a nossa cidade fique mais bonita,

  2. WILSON ELIAS Responder

    Isso é mais um motivo para a realização de eventos de perturbação sonora aos vizinhos, aglomeração de todos os tipos de delinquentes e meliantes… Tomem cuidado, pois São Paulo não é nos Estados Unidos. O que dá certo lá aqui se torna Congresso do Perigo!

  3. Tereza Prado Neto Responder

    acho uma ótima ideia, porém fica aqui a minha pergunta se não temos segurança dentro de nossas casas, como será a segurança nesses espaços ou será mais um espaço criado para juntar lixo, rato, barata, etc. já que temos teatros, cinemas, shop, parques lindíssimos e não podemos usa-los por falta de segurança?

  4. Olimpio Responder

    Associado a essa genial medida de humanização da cidade defendida por Lincoln Paiva (Green Mobility), quando e onde houver a instalação desses parklets a Prefeitura deve necessariamente, como medida complementar essencial à proteção da integridade e da saúde dos usuários desses espaços (muitos deles crianças e idosos), fazer alterações na sinalização de trânsito nesses trechos, instalando placas enormes, muito visíveis, reduzindo a velocidade para o limite de segurança de 30 km/h e colocando radares de velocidade (lombadas eletrônicas) onde for possível, para garantir que o limite seja mesmo respeitado. Além disso, ali deve ser uma área onde o silêncio (ou o baixo nível de ruído) deve ser preservado, como na frente de hospitais – então, deve ser proibido o uso da buzina nesses trechos, com efetiva punição dos infratores. Se puder instalar um painel grosso transparente de acrílico ou vidro, fazendo a interface com o leito carroçável, melhor ainda, ficaria bem mais silencioso dentro do espaço de convivência. A Prefeitura vai ter trabalho, mas tem que caprichar para transformar isso num benchmark nacional e até internacional. E evitar fazê-lo em ruas onde passem ônibus e haja tráfego pesado, porque o risco de acidentes e o ruído excessivo dos motores são incompatíveis com esse espaço de convivência. Outra questão, é não deixar os moradores de rua tomarem conta e transformarem em suas moradias. Se isso ocorrer, pode haver acúmulo de detritos, cheiro de urina etc, e vai espantar os moradores e usuários em geral.


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