Levante Popular da Juventude reúne cerca de 3 mil jovens e protesta por reforma política

Ao término do encontro foi redigida uma carta com uma série de compromissos políticos, entre eles, a realização de uma Constituinte exclusiva para a reforma política

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Ao término do encontro foi redigida uma carta com uma série de compromissos políticos, entre eles, a realização de uma Constituinte exclusiva para a reforma política 

Por Marcelo Hailer 

Entre os dias 17 e 21 de abril cerca de 3 mil jovens de 25 estados se reuniram no acampamento do Levante Popular da Juventude, que aconteceu em um parque na divisa entre São Paulo e Cotia. No encontro, foram realizadas atividades de formação política, oficinas e apresentações culturais. O acampamento ainda contou com a apresentação do rapper Gog, o grupo Apafunk e a roda de samba Madeira da Lei.

Cerca de 3 mil jovens se reuniram no acampamento do Levante Popular (Foto: Levante Popular da Juventude)
Cerca de 3 mil jovens se reuniram no acampamento do Levante Popular (Foto: Levante Popular da Juventude)

Na última segunda-feira (21), um ato político foi realizado pelo Levante Popular, que ocupou a Avenida Paulista, em São Paulo. A manifestação reuniu representantes das juventudes do PT, PCdoB, PSOL, CUT, CTB, UNE, Reju e também contou com a participação do coordenador de Politica para Juventude da prefeitura de São Paulo, Gabriel Medina. A secretária de juventude, da Presidência da República, Severine Macedo, também esteve presente.

Movimento autônomo

O Levante Popular da Juventude se organiza desde 2012 e reúne uma gama de jovens, sejam independentes ou ligados a partidos políticos que vão desde PT ao PSTU.  “O Levante, como um movimento político de jovens, se coloca em momentos eleitorais para discussão de projeto político com todos os candidatos em nível federal, estadual ou municipal, a fim de que possamos tratar dos assuntos referentes ao sujeito que organizamos, porém de forma autônoma sem vincular diretamente um apoio formal do nosso movimento a nenhum candidato de nenhum partido”, explica Carla Bueno,  porta-voz do Levante.

Porém, Bueno ainda comentou que “a conjuntura, em alguns momentos exige um posicionamento para não deixar o conservadorismo avançar na política do nosso país, nesses momentos de exceção nosso posicionamento é publicizado de acordo com a nossa análise da conjuntura”.

Por uma Constituinte exclusiva para a reforma política

A manifestação realizada na avenida Paulista, na última segunda-feira (21), tinha como mote político a realização de uma Constituinte exclusiva para a reforma do sistema político. Os manifestantes fizeram intervenções políticas na porta da Assembleia Legislativa, onde estenderam uma faixa com a expressão “Poder para o Povo” e no chão picharam “Levante-se pela Constituinte”. Outro órgão que foi alvo de uma intervenção foi o Banco Itaú, onde os manifestantes protestaram contra o financiamento privado de campanhas.

A bandeira da Constituinte exclusiva e o financiamento público são bandeiras defendidas por alguns partidos de esquerda, mas também por movimentos autonomistas, como é o caso do Levante Popular, que também agrega atores de partidos políticos. Segundo Bueno, os ativistas do Levante podem, individualmente, participar de partidos políticos.

“Os militantes do Levante e mesmo a base do movimento podem optar por se organizar em qualquer partido, sendo essa uma opção individual, desde que sigam as definições coletivas do próprio movimento e suas instâncias. No nosso movimento, quem assume as instâncias é quem é indicado pela base”, explica a porta-voz do Levante Popular da Juventude que complementa e diz que o Levante é “um movimento com orientação de esquerda, porém, sem vínculo partidário com nenhum partido do governo, de forma que a autonomia pra nós se coloca como um princípio inalienável”.

manifestantes realizaram intervenção política na porta da ALESP (Foto: Levante Popular da Juventude)
manifestantes realizaram intervenção política na porta da ALESP (Foto: Levante Popular da Juventude)

“Hoje ,existe de um lado uma desconstrução da política e das formas coletivas de organização e, do outro, existe um certo oportunismo eleitoral/partidário que a ampla maioria da juventude rechaça, nos colocamos como uma saída organizativa autônoma disposta a construir um projeto que represente a juventude da classe trabalhadora por um projeto de sociedade mais justo. Essa é a importância do Levante”, aponta Bueno, a respeito do surgimento de inúmeros coletivos políticos constituídos em sua maioria por jovens. 

Ao término do encontro ,uma Carta Compromisso do II Acampamento Nacional estabeleceu uma série de diretrizes políticas, entre elas: “a luta por memória, verdade e justiça. Pela revisão da Lei de Anistia e punição aos torturadores; a democratização dos meios de comunicação e contra o monopólio da mídia; a construção de um projeto popular pra educação. Com 10% do PIB pra educação pública, por acesso e permanência na educação infantil, fundamental e superior; por cotas raciais e sociais, entre outros pontos.

 

O encontro contou com a participação de representantes da prefeitura de São Paulo e do governo Federal (Foto: Levante Popular da Juventude)
O encontro contou com a participação de representantes da prefeitura de São Paulo e do governo Federal (Foto: Levante Popular da Juventude)

 



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2 comments

  1. Miro Responder

    PARABÉNS garotada ! … só com a participação intensa de vcs. algo pode mudar.

  2. Miro Responder

    PARABÉNS garotada !


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