Produtoras de cerveja negam a utilização de milho transgênico

Abaixo-assinado lançado na rede pede para que as produtoras de cerveja revelem se usam ou não o ingrediente em seus produtos

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Abaixo-assinado lançado na rede pede para que as produtoras de cerveja revelem se usam ou não o ingrediente em seus produtos

Por Marcelo Hailer

Foi lançado um abaixo assinado no Change questionando a Ambev se há milho transgênico em suas cervejas, sendo que, em caso positivo, a empresa coloque tal informação no rótulo das cervejas.

De acordo com o texto, a legislação brasileira permite que até 45% da cevada utilizada na produção de cerveja seja substituída por fontes de carboidratos mais baratas, como o milho. Há também a informação de que 90% do milho plantado no Brasil é transgênico. Frente a isso, o documento pede que a cerveja não contenha o grão modificado geneticamente. A ação pede que as fabricantes de cerveja cumpram a lei que torna obrigatória a informação no rótulo de produtos que utilizam mais de 1% de ingredientes transgênicos em sua composição.

À Fórum, a Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil) declarou “que nenhuma das cervejas de suas associadas apresenta qualquer traço de transgenia no produto final e todas seguem exemplarmente as determinações legais.” A Heineken foi objetiva e declarou que a utilização de produtos transgênicos “não ocorre em sua produção”. A Ambev, responsável pelas cervejas Skol, Brahma, Antarctica, Bohemia, Original, Polar, Serramalte, skol 360º, Antarctica SubZero, Budweiser, Stella Artois, Quilmes, Leffe e Hoegaarden, disse que não utiliza milho transgênicos em seus produtos.

O Grupo Petrópolis, responsável pelas marcas Itaipava, Cristal, Lokal, Black Princess Gold, Petra e Weltenburger Kloster respondeu que as suas cervejas “são formuladas em perfeita consonância com o que determina a legislação dos órgãos reguladores nacionais para a produção e comercialização de bebidas. Nenhuma delas utiliza o milho in natura como fonte de carboidrato, mesmo que isso seja permitido pela legislação. As cervejas são analisadas em laboratórios próprios, em suas instalações fabris e em laboratórios especializados, credenciados pelos órgãos reguladores – e não existe nos produtos qualquer traço de transgenia. Toda informação legal e de relevância consta nos rótulos dos produtos da empresa”.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que o único aspecto que lhe diz respeito na produção de cervejas é a adição de aditivos e que o controle sobre a utilização de milho transgênico é de responsabilidade do Ministério da Agricultura que, por sua vez, não respondeu às perguntas encaminhadas até o fechamento desta matéria.

A reportagem tentou contato com uma das organizadoras do abaixo-assinado, mas até o encerramento não houve retorno.



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27 comments

  1. Fernando Responder

    Brigando contra a transgenia do milho da cerveja quando deveriam brigar contra o absurdo de fazerem “cerveja” com milho.

    1. Stelarock Responder

      Exatamente Fernando, só no Brasil mesmo. Altos preços, pra tomar cerveja de milho, é pra acabar mesmo.

    2. Victor Responder

      São preocupações diferentes e uma não invalida a outra. A mesma campanha briga para q as cervejarias passem a informar no rótulo o q de fato estão usando na produção e não simplesmente “cereal maltado”. Elas podem produzir “cervejas de milho”, mas sendo informado, cabe ao consumidor consumir ou não o produto.

    3. Guiluz Responder

      Milho na cerveja não é exatamente um problema. Entre outros sites, este aqui lista o milho como uma das boas opções utilizadas tradicionalmente para o preparo de cervejas. Acho que a discussão é mesmo o uso que se faz do milho e que tipo de milho está sendo usado.

      1. Pablo Responder

        Milho na cerveja não é um problema? Que paladar em fera.

  2. ivo Responder

    Fernando….falou tudo…a cerveja que desce redondo só é boa para o bolso dos acionistas…um marketing bobo pra explicar a mudança da fórmula. Ao invés de cevada…usam cereais maltados, ou seja, qualquer coisa que fermente…a pessoa que quer beber cerveja leve devia tomar agua com gás, é o mesmo gosto…

    1. Jão Responder

      Ahh, e vocês por acaso só tomam cerveja importada né? Deixem de hipocrisia !

  3. MARIO CRUZ Responder

    CERVEJA É TÓXICO PERMITIDO POR LEI. CONTÉM ÁLCOOL, VICIA E CRIA DEPENDÊNCIA.ALÉM DO MILHO UTILIZADO, QUE PODE SER TRANSGÊNICO, QUAL A QUALIDADE E PROCEDÊNCIA DA ÁGUA UTILIZADA?

    1. Artur Responder

      Aí eu te pergunto também vai saber!!?

    2. Roberto Responder

      Nenhum, digo NENHUM produto industrializado é de boa qualidade, e inclui a água engarrafada e qualquer coisa que necessita de processamento.
      Quem dirá a cerveja….

  4. Gutinho Responder

    A cerveja da ambev é de milho e transgênico sim porque já mandei milho transgênico a eles, o milho é preparado na Corn de mogi guaçu e enviado a ambev.

    1. Artur Responder

      Que beleza hein!! tamos lascados!!!

  5. Mauricio Responder

    A AMBEV solicitou o aumento da quantidade permitida de “cereais NÃO maltados”, no caso= milho e arroz, de 45% para 50%. A Campanha deve visar tambem que as fábricas especifiquem no rótulo a quantia de milho e de arroz. Por enquanto o jeito é tomar Heinneken, a única sem arroz/milho com preços razoáveis.(as demais são caras)

    1. Gnim Responder

      A Bavaria Premium também não tem.
      Temos que garantir a rotulagem dessas cervejas que utilizam ou cereais, assim como os Transgênicos. Isso é direito do consumidor em todos os produtos.

      1. Marco Antonio Paes Responder

        Em vista disso tudo só vou beber agora CERVEJA IMPORTADA e que seja de países que não utilizem outras substâncias que não a cevada na sua composição.

  6. Artur Responder

    Um absurdo usar milho transgênico nas cervejas!! não sabemos ainda se a transgenia faz mau ou bem a saúde dos seres humanos, já sabemos que é péssimo para o meio ambiente! foi péssimo o governo brasileiro liberar alimentos transgênicos em território nacional!! como fez erradamente a Argentina também!!! tem que fazer abaixo assinados e cair em cima desses empresários!!!

  7. vamil campos Responder

    Parabens, somos todos uma engrenagem

  8. Julimari Responder

    Todo e qualquer produto e suas especificações utilizadas para o processo produtivo deve ser esclarecida para os reguladores e para o consumidor final em rótulos. Trata-se de cumprimento legal.

  9. Sidorf Responder

    Gosto muito de cerveja más saber que tomo produtos transgênicos ; Isto é péssimo para a nossa saúde.

  10. DR DERLI LEMOS Responder

    QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS DOS PRODUTOS TRANSGÊNICOS NA COZINHA?
    GOSTARIA DE PARTICIPAR DE UMA CAMPANHA CONTRA OS PRODUTOS TRANSGÊNICOS, CONSUMIDOS EM LARGA ESCALA NA COZINHA BRASILEIRA, SEM NENHUM ESTUDO SOBRE AS CONSEQUÊNCIAS DESTES NA SAUDE DOS CONSUMIDORES. SER CONTRA O USO DE TRANSGÊNICOS NA CERVEJA É UM PASSO, MAS PENSO QUE SERIA MAIS PROVEITOSO, TOMAR POSIÇÃO CONTRA O USO DE TRANSGÊNICOS NOS ÓLEOS E PRODUTOS COMESTÍVEIS.

    1. DR DERLI LEMOS Responder

      A CERVEJA É UMA OPÇÃO DE ALGUNS…
      A ALIMENTAÇÃO NECESSIDADE DE TODOS.
      ENTÃO VAMOS LÁ…
      UMA NOVA CAMPANHA.

  11. Marco Antonio Paes Responder

    É imprescindível que haja mudança na legislação e as cervejarias fiquem obrigadas a publicar nos rótulos das garrafas a composição da cerveja que você está bebendo.
    Até lá, só bebo agora CERVEJA IMPORTADA.

  12. Luis Responder

    Frente aos danos causados pelo álcool às pessoas e ao país, a discussão acerca do uso ou não de milho transgênico na cerveja parece piada. O álcool é a maior causa de adoecimento e morte no país. Um dia lhe daremos o mesmo tratamento que hoje é dado ao cigarro. Pelo fim da propaganda de bebida alcoólica, este sim é um tema de relevância ímpar para o nosso país.

  13. MARIO CRUZ Responder

    CERVEJA CONTÉM ÁLCOOL.É PRODUTO TÓXICO, VICIA E CRIA DEPENDÊNCIA, NO ENTANTO, O MINISTÉRIO DA SAÚDE É INCAPAZ DE REDIGIR UMA LINHA NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO INFORMANDO A POPULAÇÃO DO MAL QUE REPRESENTA ESSE PRODUTO.

  14. Roberto Responder

    ANVISA inútil, sócia do governo e da Monsanto!

  15. Roberto Responder

    ATENÇÃO!!!! – O deputado Luis Carlos Heinze criou o PL 4.148 que torna não obrigatória a identificação dos alimentos como transgênicos nas embalagens. Ele está tentando colocar este PL em pauta novamente. Tenho pesquisado sobre sementes geneticamente modificadas e eu acho isso gravíssimo!

    Mais detalhes aqui:
    http://www.cartacapital.com.br/blogs/outras-palavras/deputados-agem-para-nos-empurrar-transgenicos-7449.html

  16. ademirjunior Responder

    eu acho isso maneiro


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