Jean Wyllys propõe anistia aos “pequenos assalariados do tráfico”

Parlamentar explica que o seu Projeto de Lei vai muito além de legalizar e regulamentar e que o se propõe é uma profunda reforma de Estado

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Parlamentar explica que o seu Projeto de Lei vai muito além de legalizar e regulamentar o uso da maconha e que o que se propõe é uma profunda reforma de Estado

Por Redação 

Em artigo publicado no UOL, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) explica alguns pontos do seu Projeto de Lei 7270/2014, que visa regulamentar o uso da cannabis, conhecida popularmente como maconha. Porém, em seu texto, Wyllys atenta ao fato de que o PL prevê muito mais do que a legalização e regulamentação.

De acordo com o deputado, “legalizar a cannabis e acabar com a guerra às drogas não é somente uma questão de liberdades individuais. É também uma questão de segurança pública e de direitos humanos”. Para o autor do projeto, “a guerra às drogas está dizimando a juventude mais pobre das periferia, que morre vítima das lutas de facções, da repressão ao tráfico, da violência policial e das milícias”.

Wyllys também afirma que “dependendo da cor e da classe social, a mesma quantidade de substância pode ser considerada para uso ou para tráfico, e a pessoa pode ir parar em presídios superlotados, que são verdadeiros infernos e escolas do crime”.

Em seu texto, o deputado traz dados interessantes, tais como: “o uso de drogas matou 40.692 pessoas entre 2006 e 2010. Desse total, 34.573 (84,9%), morreram em decorrência do abuso (não confundir com o uso) do álcool, e 4625 (11,3%), do tabaco”. E que, portanto, “96,2% das mortes diretamente relacionadas ao uso de drogas foram causadas por duas substâncias (álcool e tabaco) que, na atualidade, são lícitas”.

Posteriormente, Jean Wyllys menciona que a maconha nem é citada no relatório, pois, “é raro alguém morrer de overdose de cannabis, que, no entanto, é ilegal (…) E como a maconha, segundo a ONU, é a droga consumida por 80% dos usuários de drogas ilícitas, podemos dizer que a proibição da maconha é o que mais mata”.

Outra questão presente no Projeto de Lei de Jean Wyllys é a anistia aos envolvidos com o tráfico. “Proponho uma anistia geral para todas as pessoas presas, processadas ou indiciadas por tráfico de maconha. Isso não inclui aqueles que tenham praticado outros crimes (por exemplo, quem tiver matado), e nem os policiais e outros agentes públicos envolvidos no tráfico”.

De acordo com o parlamentar, o objetivo da primeira anistia é “liberar aqueles que tenham sido presos ou acusados por vender maconha”, pois, para Wyllys, a maioria é composta por “aviões, pequenos assalariados do tráfico, jovens e adolescentes que moram nas periferias e nas favelas e que entraram no ‘movimento’ porque era o que o país lhes oferecia para ser alguém na vida”.



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13 comments

  1. Luiz henrique Responder

    Jean Wyllys vem fazendo um excelente trabalho, nao so no caso da maconha, mas tb no marco Civil da Internet, PNE, entre outros. Coloco entre os melhores parlamentares dessa legislatura. E nao fica so no trelele dos xingamentos, nas agressoes, ele so trabalha a favor do povao! Ta de parabens Jean Wyllys. E no projeto da maconha o importante é acabar com o valor comercial, permitindo q as pessoas plantem. Quem nao quiser plantar poderá comprar por um modico valor, baratinho. Segundo reportagem da rede bandeirantes 80% do lucro do crime organizado vem da comercializacao da maconha. Será um duro golpe no crime organizado, retirar 80% do seu lucro. Vai valer mais a pena pro bandido arrumar um trabalho honesto c carteira assinada!!!!

    1. zumbialexandre Responder

      Vcsó pode estar brincando ou está louco. Realmente acredita que um bandido vai deixar o crime simplesmente porque não é mais lucrativo e arrumar um emprego de empacotador no mercado. Essa foi uma pérola da esquerda kkk.

    2. Alichanrid Responder

      Cara, em que mundo vc vive? nossa, mas acho que da pra adivinha o motivo desse “apoio”..rsrs VLW.

    3. Alichanrid Responder

      Cara, em que mundo vc vive? ah mas acho que sei pq esse “apoio” todo..kkk e outra:
      – “Vai valer mais a pena pro bandido arrumar um trabalho honesto c carteira assinada!!!!” – EU NÃO LI ISSO..kkkk!

      1. Eric Responder

        Você não acredita que é possível mudar as pessoas porque na concepção da direita, bandido nasce bandido e pronto, acabou. Acontece da maioria dos traficantes menores não ter tido outra saída na vida por ser pobre e excluída, condição na qual foi mantida por inúmeras gerações exatamente pela mesma ideologia direitista que coloca as pessoas “em seu devido lugar”. Achar que o brasileiro vai sempre procurar o caminho errado, etc, é o típico pensamento torto de quem gosta da ordem policial, da caça às bruxas e da destituição de liberdades constitucionais, como o direito à dignidade. Agora, acreditar que a legalização da maconha vai trazer malefícios à sociedade é apenas ignorância, pois nem aliada à ideia de lucro a qualquer custo do direitismo está. E onde está alguma opinião além de “eu não li isso, kkk”…?

  2. Danilo Rodrigues Responder

    Concordo com as premissas citadas acima. Realmente, falar em extermínio das drogas, teria de ser diretamente a todas elas. E é claro que o álcool tá no topo delas. Mas o problema das drogas não são as drogas, são as pessoas que a usam. Ou seja, o caso acaba sendo social e educacional, e porque não de saúde pública, como já foi dito por aí. É preciso investigar o contexto, do porque se usa droga e para que se usa. Casos assim tem de serem resolvidos na raiz, na causa e não nos efeitos, e a raiz são as pessoas, é elas que devemos considerar, temos que fazer com que as pessoas não tenham motivo para usar drogas, ou abusar no álcool. No fim o problema é educação. Porém dizer que os assalariados do tráficos são inocentes porque foi o que o pais lhes ofereceram para serem alguém na vida é uma completa estupidez. Concordo que os caminhos para alguém de classe menos privilegiada é mais dificultoso do que o os demais classes acima. Entretanto não quer dizer que não temos opção, porque temos e hoje muito mais do que antigamente, hoje se vive numa situação boa, onde se tem emprego e bons salários (o pessoal está consumindo a beça não está), se o sujeito vai para o caminho das drogas e o crime, é porque quer dinheiro fácil, ganhando com a desgraça dos outros. O que acontece é que você tem todo um problema estrutural e educacional, que começa dentro de casa, no ambiente familiar.

  3. Elias Responder

    Traficantes são bandidos, eles não trabalham porque não querem, matam, sequestram, assaltam se o trafico acabar não vão estudar e ir na igreja, simplesmente irão cometer outro crimes, “pequenos traficantes” geralmente são os que matam para os grandes.

    Agora realmente uma mudança na postura mundial em relação as drogas deveria ocorrer, o controle do estado de todo mercado das drogas é uma opção mas isso não anula o combate ao trafico que deve ocorrer juntamente com o controle estatal, penas mais severas para traficantes que não apenas traficam drogas misturadas com todo tipo de substancia podre mas também geram outras drogas.

    Fico impressionado da ingenuidade desse deputado e do risco que uma unica pessoa pode colocar em toda sociedade brasileira.

    1. Eruvisu Responder

      Grande ingenuidade é a sua, que acredita no conceito de “maldade intrínseca”. uma pessoa não faz o que faz porque quer. Ela é moldada por suas afecções externas. Livre arbítrio é uma grande ingenuidade. Você é uma máquina química que responde à estímulo.

    2. Andy Responder

      Vejo tantas pessoas preocupadas com a sociedade e a sua juventude dizendo serem contra a liberdade das pessoas, tantos argumentos sobre proteger e nunca mencionam as milhares de mortes resultantes desta guerra idiota, se alguém quer fumar azar dele, não se deve atirar na cara de ninguém por isso

  4. jorge luiz Responder

    Este pederasta quer que o Brasil acabem em sexo, droga e rock’nroll. A maconha pura ou associadas a outras drogas causa uma série de disturbios fisicos e mentais que degradam e incapacitam as pessoas. Este homossexual ignorante que que mais um assistencialismo seja concedido, a custa do povo brasileiro, aqueles que mais causam danos a mente e ao corpo das pessoas, principalmente dos mais pobres, criando um problemas social de enormes proporções, que são os traficantes de droga. Sob sua ótica doentia, estes animais deveria ser perdoados e ganharem subsidios do governo. SÓ UM LOUCO, DROGADO E HOMOSSEXUAL poderia ser autor de tamanha barbaridade!

    1. Carlos Responder

      Quanta raiva hein Jorge! O pior é que você deve se imaginar ao lado do justo.

  5. paulo buzios Responder

    Se a maconha for regularizada, em breve o PT vai instituir uma “Bolsa maconha” para o dependente químico com a desculpa de que recebendo este “benefício” o maconheiro poderá comprar o seu baseado nas lojas e não na mão dos traficantes. Dessa maneira gerará receita para o combalido Tesouro Nacional. O s traficantes serão elevados a categoria de “Empresários da Indústria Cannabiana”. Assim viveremos felizes para sempre……E viva a Copa.

  6. Eric Responder

    Legalizar a maconha não acabará com o tráfico de drogas, o cocaína, heroína e crack continuarão à venda pelo crime organizado. Legalizar a droga implica em uma regulamentação de seu uso, produção e distribuição dela, o que o projeto dele determina é uma liberação do uso e anistia ao tráfico apenas. A alegação de que as cadeias são escolas do crime é baseado em argumentos puramente ideológicos, as pessoas estão mais expostas a todas as formas de crimes e possibilidades de praticá-las aqui fora é não lá dentro, nem por isso a maioria trilha um caminho de crimes, é o mesmo que falar que quem vive na favela é tudo bandido. Tudo isso não passa de falácia…


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