Pussy Riot recebe prêmio por dissidência criativa

Premiação também foi oferecida por organização de direitos humanos a outros dois artistas

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Premiação também foi oferecida por organização de direitos humanos a outros dois artistas

Por Opera Mundi

A banda punk russa Pussy Riot foi uma das ganhadoras do Prêmio Václav Havel de Dissidência Criativa, oferecido pela ONG Human Rights Foundation, segundo foi anunciado nesta sexta-feira (02/05). Além do grupo, o artista turco Erdem Gunduz e o diretor tibetano Dhondup Wangchen também receberam a premiação.

Segundo informe da Human Rights Foundation, o prêmio é destinado àqueles que, “com bravura e criatividade, desmascaram a mentira da ditadura ao viver na verdade”. A banda russa foi agraciada por “sua música e concertos espontâneos”, que “são uma forma de arte dissidente criada para apoiar liberdades individuais frente a um Estado russo crescentemente autoritário”.

O prêmio será entregue no próximo dia 14, em Oslo, na Noruega, durante o Fórum de Liberdade de Oslo. Na ocasião, a Pussy Riot será representada por Maria Alyokhina, que ficou presa durante 21 meses por cantar uma música de protesto em uma catedral ortodoxa de Moscou. Tanto Alyokhina quanto sua companheira de banda Nadezhda Tolokonnikova foram soltas em dezembro de 2013, quando a Rússia anistiou mais de 20 mil presos políticos.

As duas chegaram a ser presas novamente em fevereiro deste ano, por suspeita de roubo, na cidade de Socchi, mas foram soltas logo após terem sido interrogadas pela polícia. 

A Pussy Riot, autodenominada coletivo feminista separatista, tornou-se conhecida no mundo por seus protestos chamativos em defesa de uma Rússia sem o presidente Vladimir Putin, o que, para elas, seria sinônimo de liberdade.

O Prêmio Václav Havel foi criado em 2012 e já foi oferecido a personagens como o artista chinês Ai Weiwei, o cartunista sírio Ali Ferzat, o grupo cubano Damas de Branco, o ativista norte-coreano Park Sang-Hak, a ativista de direitos das mulheres saudita Manal al-Sharif e a líder de oposição birmanesa Daw Aung San Suu Kyi.



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