Hitler: o principal “aliado” dos EUA

Desde a Segunda Guerra Mundial, os EUA usam da mesma tática de demonização de seus "inimigos da vez", comparando-os com líder nazista

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Desde a Segunda Guerra Mundial, os EUA usam da mesma tática de demonização de seus “inimigos da vez”, comparando-os com líder nazista

Por Redação

Se existe uma fórmula que é praticamente infalível para os sucessivos governos norte-americanos na formação da opinião pública mundial, para o lado dos EUA, é chamar o inimigo da vez de “novo Hitler”.

Se Hillary Clinton comparou Putin com Hitler; John Kerry também o fez com Assad; John McCain com Raúl Castro; George W. Bush com Saddam Hussein e Donald Rumsfeld com o presidente Hugo Chávez, da Venezuela.

O professor norueguês Floyd Rudmin seguiu com a lista de “Hitlers” na visão dos EUA: Allende (Chile), Noriega (Panamá), Ortega (Nicarágua), Milosevic (Sérvia), Arafat (Palestina), Qaddafi (Libia), Ahmadinejad (Irã), and Kim (Coreia do Norte). O que torna Putin apenas o “Hitler do momento”.

No entanto, como o escritor Vicenç Navarro bem apontou, “classificar o presidente da Rússia como Hitler já alcança nível recorde, mostrando o grau de ignorância e de insensibilidade dos EUA, pois foram a Rússia e as outras repúblicas da União Soviética que derrotaram Hitler. Ao contrário do que Hollywood mostrou, as tropas nazistas foram derrotadas predominantemente pelas tropas da União Soviética e não pelas dos Estados Unidos”.

A campanha de desinformação e propaganda dos EUA e seus aliados no entanto não se limita apenas à “hitlerização” de Putin – ela tem tem alcançado níveis extremos de falta de comprometimento com a verdade e omissão dos fatos . O renomado jornalista Robert Parry, por exemplo, acusou o The New York Times de “deturpar sistematicamente a informação sobre os acontecimentos na Ucrânia” e cita a tragédia desse final de semana em Odessa,  que tirou a vida de mais de 40 pessoas em um incêndio criminoso após manifestantes contra o governo de Kiev terem se refugiado no prédio da Casa dos Sindicatos, tentando escapar de uma armadilha promovida pelos ultra-nacionalistas do Setor Direita. O jornal sequer mencionou isso no seu artigo, deixando sem explicação quem foi queimado vivo dentro do prédio e quem fez os partidários da federalização ficar por trás.

No vídeo abaixo ainda é possível ver que os sobreviventes ainda foram agredidos pelos grupos de extrema direita. Todavia, essa parte da notícia falhou em alcançar as manchetes na mídia ocidental, da mesma maneira que a comparação de Putin com Hitler deixa para trás – convenientemente – o fato dos rivais ucranianos do líder russo, serem assumidamente neonazistas.

 



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6 comments

  1. Elias Responder

    Quanta bobagem, Israel é o maior aliado dos USA, historicamente comunistas foram muito piores que os nazistas. Ambos são uma merda.

    1. R Silva Responder

      quanta bobagem Elias, na real os eua que são os maiores aliados de israel, por questões de estratégia, sem israel, não tem como os eua agir no oriente médio (petróleo)

    2. Guilherme Responder

      Bobagem é esse comentário cheio de “falácias históricas.”

      Israel nem existia ainda quando Prescott Bush, o avô de George W. Bush, financiava Hitler e o nazismo.

      Historicamente quase todos os profissionais sérios refutam os números de O Livro Negro do Comunismo, “fonte” daonde vem essa estimativa de que comunistas mataram mais que nazistas.

      Os caras misturam mortos da Segunda Guerra pra aumentar os números soviéticos e recorrem ao chutômetro descarado pra falar dos números chineses, já que até hoje não se tem acesso aos dados oficiais.

  2. Norberto Responder

    Não se tem uma prova de que Hitler foi morto, tudo foi forjado, meu avô (Coronel) viu a caravana de Hitler escapando de Berlim juntamente com vários Generais e Coronel. Você acha que eles deixariam o Fürer para traz?

  3. Norbert Responder

    Alias, quem derrotou os alemães foi o inverno russo.

  4. Caca Responder

    Que derrotou a Alemanha na segunda guerra, foi o inverno Russo.


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