Abortar não faz de você uma pessoa ruim, diz Emily Letts

A norte-americana de 25 anos postou na internet um vídeo do seu próprio aborto. "Minha esperança é que alguém, em algum lugar, veja isso e encontre um pouco de orientação, força, apoio"

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A norte-americana de 25 anos postou na internet um vídeo do seu próprio aborto. “Minha esperança é que alguém, em algum lugar, veja isso e encontre um pouco de orientação, força, apoio”

Por Redação

O vídeo já tem mais de 588 mil visualizações no Youtube. Ao apertar o play, o que se vê é uma sequência de cenas protagonizadas por uma jovem loira, de pele branca e olhos azuis. Olhando para a câmera, ela aparece vezes descontraída, vezes tensa. “Oi, meu nome é Emily Letts. Descobri que estou grávida. Não estou pronta para ter um filho. Abortarei amanhã de manhã”, diz, logo nas primeiras imagens.

Emily, de 25 anos, ficou conhecida nos Estados Unidos depois de postar na internet, em março, um vídeo de seu próprio aborto. Ela mora no estado de Nova Jersey, onde a interrupção da gravidez é legalizada. Trabalha, inclusive, em uma clínica especializada em abortos.

Sua atitude gerou polêmica na rede. Houve mensagens de apoio. “Eu acho que Emily Letts é incrivelmente corajosa por ter compartilhado pela internet sua trajetória para fazer um aborto”, disse uma garota no Twitter. Na mesma rede social, chegaram também manifestações de repúdio. “Estou com nojo dessa mulher” e “Emily Letts festeja seu aborto. Sou a favor do direito de decidir, mas a forma como ela abordou isso foi revoltante” foram apenas algumas delas.

Frente ao debate provocado pelo vídeo, a revista Cosmopolitan deu a Emily um espaço para que explicasse porque resolveu filmar o seu aborto. Em um longo texto, ela fala sobre sua decisão. Mas há uma frase que resume bem a sua intenção: “Eu queria mostrar que [abortar] não foi assustador – e que existem histórias positivas sobre aborto. Existe a minha história.”

A experiência de Emily tem o respaldo de um estudo, divulgado em 2012, pela Universidade de Columbia. Segundo a pesquisa, a probabilidade de morte durante um aborto realizado de forma segura é 14 vezes menor do que as chances de morte durante o parto.

“Trabalhando em uma clínica de abortos, você sempre pensa que está grávida.” Por isso, Emily diz que frequentemente faz testes de gravidez. “Certa vez, fiz um teste, e apareceram duas linhas cor-de-rosa. No momento que uma mulher vê essas duas linhas cor-de-rosa, mas não está esperando vê-las, é como se o tempo implodisse e explodisse simultaneamente. Você é levada por um tornado que suga todo o ar de seus pulmões”, descreve.

“Quando recuperei meu fôlego, soube imediatamente que abortaria. Sabia que não estava pronta para cuidar de uma criança”, continua. A gestação estava no começo, com apenas duas ou três semanas. Ela conta que tinha consciência da má repercussão que as imagens poderiam gerar. Mesmo assim, escolheu ir em frente. “Sei que é estranho, mas, para mim, foi muito parecido com um parto. Sempre será uma memória especial. Ainda tenho meu ultrassom, e se um dia meu apartamento pegasse fogo, seria a primeira coisa que eu salvaria.”

Algumas mulheres a procuraram. Uma delas disse que havia abortado naquela mesma semana e se sentia culpada, mas que, por causa do vídeo, sua recuperação estava sendo mais fácil. Foram casos como esse, presenciados por Emily diariamente em seu trabalho, que a motivaram a registrar seu procedimento. “Até mulheres que vêm à clínica decididas dizem sentir culpa por não sentir culpa. Mesmo sabendo que é a melhor decisão para elas, pressionam a si mesmas a se sentir mal”, revela.

A ideia de levar a público algo que a maioria das pessoas quer esconder foi a maneira que Emily encontrou de mostrar ao mundo que interromper uma gestação não desejada é um direito da mulher sobre seu próprio corpo. Uma decisão que pertence só a ela. “Minha esperança é que alguém, em algum lugar, veja isso e encontre um pouco de orientação, força, apoio, ou qualquer coisa de que precise nesse momento. Quero dizer para essa pessoa que ela não está sozinha. Abortar não faz de você uma pessoa ruim, uma mulher ruim, uma mãe ruim. É simplesmente uma etapa da sua história reprodutiva”, conclui a jovem.

Foto de capa: Reprodução/Youtube



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50 comments

  1. Rodrigo Xavier Responder

    Ter liberdade não é ter controle sobre as consequências de seus atos. Apenas controle sobre os atos. Existem meios seguros para impedir gravidez. Até pílula do dia seguinte. O exemplo que sempre dou é o seguinte: Pegarei meu carro, entrarei em uma rodovia, acelerarei a 200km/h (tenho essa liberdade), sei que posso ou não morrer, ou ter algum tipo de sequela, mas mesmo assim vou e faço. Digamos que essa atitude gere um efeito possível, mas inesperado, de ter uma lesão na medula e nunca mais poder andar. Ah!!! Mas eu tenho a liberdade. Vou anular as consequências do meu ato. Vou voltar a andar tomando um remedinho. Não, não vai!!!!
    Você tem liberdade para decidir o que fazer mas deve aguentar as consequências dos seus atos realizados de livre e espontânea vontade, ou seja, utilizando de sua liberdade. Outro exemplo é querer misturar faísca e combustível e querer que não pegue fogo. Vai se queimar.
    Já os casos em que a gravidez é indesejada, pois não houve a liberdade no consentimento na relação sexual (estupro), eu entendo a interrupção da gestação.
    Mas, de uma relação consensual, nunca será o exercício de uma liberdade, será acabar com a vida que a própria pessoa criou sob o manto da sua liberdade. Lamentável!

    1. Leandro Responder

      Rodrigo, tenho amigos próximos que tomam anitconcepcional, outros que usam camisinha e mesmo assim chegaram a engravidar. Não abortara, mas passam uma dificuldade tremenda. A Emily Letts abortou com 3 semanas, não tinha cerebro nem coração ainda, quer queira quer não, nem vida tinha! A gnt não pode misturar dogmas cristãos com questões de saúde. Tomar pilula do dia seguinte pode tornar a mulher infértil, coisa que a moça do vídeo não quer, apenas não está pronta para ser mãe no momento. Eu e minha noiva estamos juntos a 8 anos, nos cuidamos para evitar isso, porem caso ocorra, eu cogitarei a possibilidade. Acho que só pode ser chamado de assassinato quando já se tem 5,7 meses que realmente a criança já ta quase toda formada.

      1. Rodrigo Xavier Responder

        Caro, Leandro, nunca misturei dogmas cristãos. Apenas indiquei que relação sexual tem como efeito natural a gravidez, é a consequência. Você mesmo rebate o argumento de serem ineficazes os métodos anticoncepcionais. Pois se, em 8 anos não ocorreu a gravidez é porque são eficazes. Eu já estou a 7 e também nunca aconteceu. Esse argumento, não condiz com os fatos.
        Nunca nos sentiremos preparados para sermos pais. Até quando acharmos estar, sentiremos medo. A vida nos ensina como cuidar de outra vida. Nos apegamos muito aos bens materiais e com o estilo de vida atual. Então tememos perder essas coisas por termos gastos a mais. Só entendemos o sentido da vida quando temos outra em nossas mãos!
        Eu, com 13 anos, tive que começar a cuidar do meu irmão como se pai fosse. Com certeza não estava preparado. Parecia que era a pior coisa pra mim na época. Mas, hoje, percebo que a vida dele nas minhas mãos foi a melhor coisa que já me aconteceu.
        E outra, se você não percebeu, essa mulher trabalha na clínica de aborto. Ou seja, é possível que essa ação tenha como motivo passar essa imagem para que essa clínica seja vista como uma boa saída para se fazer um aborto. Indiretamente, consegue fazer uma propagandinha.
        Não é incentivando o aborto que se preservará a vida daquelas que buscam o aborto clandestino. É com conhecimento que impediremos a gravidez indesejada e as consequências que ela traz.

        1. Leandro Responder

          Sim, em 8 anos nunca levei um susto do tipo, mas existe gnt que engravida sim, infelizmente há a probabilidade de erro como quase em qualquer coisa. Mas por mais que vc seja contra o aborto, vc acha justo uma pessoa que decida isso, não ter o auxilio do estado?

          1. Rodrigo Xavier

            Eu não acho justo o estado não ter empenho em dar uma educação de qualidade, inclusive sexual. Parar de usar a mídia para fazer propaganda eleitoral e buscar tentar tirar as pessoas da ignorância. E caso engravide precocemente dê auxílio psicológico e educacional pra mãe e filho. Não, simplesmente, elimine o feto.
            Pra mim essa história de pessoas instruídas que engravidaram tomando precauções é história da carochinha!!! Eu tenho uma estatística quanto as pessoas que conheço: 0%. Nenhuma que engravidou tomou precauções. Isso é história pra mamãe e papai: “Não sei como isso foi acontecer”.

      2. LUCAS Responder

        Até 3 meses não tem vida ? quer dizer que a relação entre um homem e uma mulher cria um ser morto, que ganha vida depois dos 3 meses e que depois encontrará novamente a morte no futuro. Mas que tolice!

      3. lilianne Responder

        Filho nao é obra do acaso… ja imaginou o tanto de mulheres que desejam ser mães e não podem.igual ao que eu falo ja imaginou se a sua mae tivesse abortado

      4. Campos Responder

        3 semanas nao tem coração???? De onde vc tirou isso???? Sabe de nada e fica falando merda!

    2. Laura Molinari Responder

      Rodrigo, é importante lembrar que abortar não é como trocar de roupa e que, com a legalização, há inúmeros procedimentos legais e médicos que garantem não só o aborto seguro, mas também a conscientização e o acesso à informação para a mulher que deseja realizar o procedimento- independente do motivo.
      Meu caro, com o aborto legalizado as mulheres não vão negligenciar os métodos contraceptivos e abortar sempre que engravidarem. Sejamos sensatos, o aborto é um processo cirúrgico e que requer o mínimo de reflexão por parte das mulheres. Mesmo as que não sentem culpa, por exemplo, não são “assassinas sem coração” que “matam crianças” sem pensar duas vezes. Uma mulher precisa refletir sobre a decisão e, na grande maioria dos casos, isso não é fácil (com a legalização, as mulheres vão precisar refletir ainda mais e vão ter acesso a muito mais informação).
      Além disso, o seu raciocínio chega a ser cruel, e não só com a mãe: “olha, você sabia que poderia engravidar e mesmo assim não tomou cuidado, agora bem feito, cria esse bebê aí”. Uma criança deve ser uma espécie de “punição”? Porque foi isso que o seu raciocínio deu a entender, já que uma mulher que resolveu abortar – apesar das consequências físicas, psicológicas, emocionais e até legais (no caso dos países em que o aborto é crime)- claramente não quer ter um filho – mais uma vez, o motivo não importa. Uma criança não deve ser fruto de uma imposição biológica; uma gestação deve ser pensada, planejada e consentida SEMPRE.

    3. lilianne Responder

      No momento ela nao pensou .. ja imaginou se a mae dela tivesse abortado!!!

    4. Cora Responder

      interromper uma gestação não é ter controle sobre as consequências de seus atos. é ter controle apenas sobre seus atos. decidir interromper uma gestação é uma escolha. as consequências dessa escolha não estão no pleno controle da pessoa. sim, existem meios seguros para evitar a gestação. e ainda assim garantir atendimento médico à mulher que precisa interromper uma gestação é necessário. não sabemos os motivos, que são pessoais e dizem respeito apenas à mulher ou ao casal. a mulher sempre lidou com a interrupção da gestação. não é uma questão moderna. por inúmeras razões mulheres decidem (e decidiram ao longo dos milênios) não levar adiante uma gestação. o que se discute hoje é se a sociedade brasileira vai ou não oferecer atendimento médico adequado a essas mulheres. se vamos oferecer orientação e apoio ou abandono. é só isso que está em discussão.

  2. le Responder

    matar um bebe por nascer é o mesmo que matar uma pessoa adulta .a culpa ainda é maior por que o feto não tem como se defender .vai ter um julgamento sim não dos homens mas de Deus pode esperar pense nisso e durma em paz. Emily se conseguir

    1. Leandro Responder

      Como disso la em cima, não vale envolver religião com politica e/ou especificadamente saúde.

      1. Marcus Gomes Responder

        Não utilize essa lorota moderna. A moral e a ética são a base da política e mais especificamente da legislação e da liberdade. E a moral e a ética tem justamente a religião e as crenças individuais como raiz. Religião se mistura SIM com política, e mais precisamente A POLÍTICA é uma derivação da religião.

        Mas em muitos casos nem precisamos apelar para uma filosofia mais pesada para concluir que tal ato é nocivo, anti ético/moral e contra empático, e esse caso é o aborto, seja lá em quais circunstâncias. Mesmo nos casos de estupro, fazer a vida de terceiros ser influenciada pelo crime de alguém é algo deplorável e totalmente anti libertário.

        1. lili Responder

          Me explica liberdade de quem … do adulto e a liberdade da futura criança! !!!! Ao invés de abortar .. politicamente seria melhor melhorar a parte de adoção .. nos estados unidoa quando o bebe nasce .. ele ja vai direto para uma família … eles acompanham a gestação inteira…. frieza e futilidade!

  3. Cleber Responder

    Realmente essa revistinha me espanta..Fazendo apologia ao aborto. Vocês são podres!

    1. Leandro Responder

      Apologia? É uma matéria seria, um assunto que merece ser debatido sim! Fechar os olhos não vai evitar que façam aborto, pelo contrario! Só irá piorar a situação, com as mães sendo obrigadas a usar métodos caseiros perigosos ou pagando em clinica clandestina, pondo em risco suas vidas.

      1. Cleber Responder

        Leandro, vc sabe qual a diferença entre a Graciele Ugolini (Madrasta que ASSASSINOU o menino Bernado) e uma mulher que faz um aborto?? Te respondo, NENHUMA. A diferença tá na vítima assassinada. O Bernardo tinha a idade de 11 anos, e um FETO tem sua idade contada em dias, semanas e meses. As ASSASSINAS são iguais, frias, desumanas e abomináveis. Os crimes são os mesmo: HOMICÍDIO DOLOSO, por MOTIVO TORPE, contra INDEFESO, com REQUINTES DE CRUELDADE e OCULTAÇÃO DE CADÁVER (pois quem aborta não sepulta, mas joga no LIXO, enterra num terreno baldio, joga no VASO SANITÁRIO…) Quem comete um aborto, junto com os cúmplices, tem q ir à JÚRI POPULAR !!

        1. josé Responder

          blá blá … sou homem, blá blá blá sou homem…. blá blá blá sou homem BLÁ BLÁ BLÁ sou homem blá blá! sou homem!
          que tal levar a júri popular os homens que abandonam suas companheiras ou parceiras grávidas? (ah, mas abandonei, não matei….) blá blá blá, sou homem. – é a única coisa que reverbera no seu comentário.

          1. Cleber

            josé, seu comentário é ridículo, dele não se aproveita absolutamente nada. Nossa, me esforço pra postar algo improdutivo assim e não consigo!

          2. Marcus Gomes

            José, se não vai postar algo construtivo, para que comenta?

            Isso não é ‘guerra de classes’, não é ‘homem versus mulher’. Estamos falando de vidas.

          3. camila

            o melhor comentário até então.

          4. camila

            o melhor comentário até então. resume a maioria dos comentários.

      2. Caleb Responder

        Muito fácil falar em aborto sendo homem, pois a mulher é quem carrega a culpa e os traumas.
        Emily Letts deve ser entrevistada daqui a alguns anos, quando repensar sobre o que fez, veremos se manterá a mesma frieza e alegria. Pq será que mídia esconde sobre os traumas e culpa que essas mulheres carregam? Há uma indústia milionária por trás do aborto, a mesma que financia o ativismo pró-aborto.

        1. Cora Responder

          não existe ativismo pró-aborto. o que existe é a defesa de que haja atendimento médico adequado às mulheres que precisam interromper uma gestação. a decisão sobre isso é pessoal e diz respeito apenas à mulher ou ao casal envolvidos.

  4. Cleber Responder

    Leandro, vc sabe qual a diferença entre a Graciele Ugolini (Madrasta que ASSASSINOU o menino Bernado) e uma mulher que faz um aborto?? Te respondo, NENHUMA. A diferença tá na vítima assassinada. O Bernardo tinha a idade de 11 anos, e um FETO tem sua idade contada em dias, semanas e meses. As ASSASSINAS são iguais, frias, desumanas e abomináveis. Os crimes são os mesmo: HOMICÍDIO DOLOSO, por MOTIVO TORPE, contra INDEFESO, com REQUINTES DE CRUELDADE e OCULTAÇÃO DE CADÁVER (pois quem aborta não sepulta, mas joga no LIXO, enterra num terreno baldio, joga no VASO SANITÁRIO…) Quem comete um aborto, junto com os cúmplices, tem q ir à JÚRI POPULAR !!

    1. Cora Responder

      não existe qualquer vislumbre de similaridade entre as duas situações. a interrupção de uma gestação diz respeito apenas à mulher que gesta ou ao casal que gesta. a decisão de ter ou não filhos é completamente pessoal. assassinar uma pessoa é um ato completamente diferente. a gestação é algo que ocorre com a mulher, em seu corpo, em sua mais profunda intimidade e nem o estado e nem terceiros podem ter mais autoridade sobre este ato do que a própria mulher gestante. o que ocorre é que há sempre o desejo de se apropriarem deste ato, transformando a mulher em mera reprodutora, sem agência e sem controle sobre o que ocorre consigo mesma.

  5. Rodrigo Xavier Responder

    Sinceramente, esse vídeo não parece real. Parece apenas propaganda. Não consigo imaginar uma pessoa fazer um aborto e sair rindo.

  6. josemarciotelam@facebook.com Responder

    Um vídeo claramente Feito a kusta de Ezecração, FAKE mesmo! montagem, a pessoa com cultura de morte. Não vi nenhum feto ou coisa assim, é muito lindo, não corresponde com a verdade, mas não me ponham mais mentiras nesse espaço, vamos falar um pouco a sério, já dizia Charles Degol!

  7. Rodrigo Responder

    Concordo com o Rodrigo Xavier.
    Não consigo entender este tipo de aborto. Por qual motivo não utilizar métodos contraceptivos? Estou casado há 7 anos e funciona muito bem.
    A sociedade precisa de leis e campanhas para o planejamento familiar eficiente.
    Aborto não faz sentido algum.

    1. Cora Responder

      métodos contraceptivos serão sempre adequados. ter ciência de que o casal é o responsável pela gestação e portanto por evitá-la, é fundamental. ter acesso à informação e aos métodos contraceptivos, também é fundamental. ter programas de planejamento familiar, então, é imprescindível, ainda mais considerando-se os atuais índices de fecundidade no braisl, já abaixo das taxas de reposição populacional. ainda assim, garantir atendimento adequado às mulheres que precisam interromper uma gestação é necessário e também fundamental. faz parte do pacote. não controlamos tudo e todos. o que podemos fazer, enquanto sociedade, é acordarmos regras para que um evento que ocorre com muito mais frequência do que gostaríamos saia das sombras e possa ser compreendido, estudado e diminuído. deixar o aborto relegado ao submundo, às sombras, aos guetos, não contribui em nada com a sua diminuição e o seu controle. é preciso entender que defender a descriminalização do aborto é muito diferente de defender ou promover o aborto. podemos ser contra o aborto e ainda assim defender que mulheres que precisem interromper uma gestação o façam em condições médicas adequadas, recebendo tratamento e orientação.

  8. Fernanda Responder

    Espera nascer, quando o bebê tiver uns dois ou três meses, da um tiro na cabeça dele, ou então envenena… É a mesma coisa!!

    1. Cora Responder

      se você considera o aborto de um embrião ou feto de até 12 semanas equivalente ao assassinato com veneno ou tiro, quem tem sérios problemas é você. não há qualquer similaridade entre as situações. embaralhar isso não acrescenta nada ao debate. só mostra o quanto as pessoas que defendem a criminalização do aborto são insensíveis e perigosas.

  9. Caleb Responder

    O problema deve ser resolvido na raiz, se uma mulher não tem condições de criar um bebê, o governo deve prover laqueadura. Assim milhares de assassinatos serão evitados. Muito fácil falar em aborto sendo homem ou espectador, pois a mulher é quem carrega a culpa e os traumas.
    Emily Letts deve ser entrevistada daqui a alguns anos, quando repensar sobre o que fez, pois veremos se manterá a mesma frieza e alegria com algo tão atroz. Pq será que mídia esconde sobre os traumas e culpa que essas mulheres carregam? Há uma indústia milionária por trás do aborto, a mesma que financia o ativismo pró-aborto.

    1. Cora Responder

      são duas situações diferentes. a esterilização e a interrupção da gestação são dois eventos independentes. as razões que levam uma mulher a interromper uma gestação são tantas quantas são as mulheres que interrompem uma gestação. nem sempre essa mulher não deseja ter filhos. ela apenas não pode fazê-lo naquele momento ou naquelas circunstâncias. por isso deve ter atendimento adequado. a depender das razões para a ivg, o serviço de saúde pode orientá-la a mudar o método contraceptivo (ou adotá-lo) ou encaminhá-la para algum outro serviço específico, incluindo a esterilização. essa questão é complexa, por isso acredito ser fundamental a descriminalização do aborto. só assim poderemos ter algum controle sobre quanto e em que circunstâncias ocorre, e a melhor forma de orientar a população no planejamento familiar, diminuindo, inclusive, sua ocorrência. é impossível agir sobre algo a respeito do qual não se pode falar abertamente.

  10. pedro Responder

    canalhas, estão incentivando assassinato! imundos!

  11. Juliana Souza Silva Responder

    No momento em que o óvulo é fecundado, há vida. Isso é incontestável. Se a gestação não for interrompida, o que o zigoto forma? Um bebê, um organismo completo. abortar é matar.Não sejamos evasivos, com justificativas do tipo ” a criança não merece vir ao mundo sem ser desejada”. Ninguém aborta pensando no bem-estar da criança, mas unicamente em si próprio. Há formas de se evitar uma gestação, e , no dela ocorrer, existe a adoção. Acima de tudo, nos ensinam que somos responsáveis pelo que fazemos, acho que isso inclui uma vida…

    1. Lu Responder

      “No momento em que o óvulo é fecundado, há vida. Isso é incontestável.”

      Isso é perfeitamente contestável. Aliás é o x da questão…a lei protege a vida ou a vida de um ser humano é por uma vida ou por um ser humano? Um óvulo fecundado pode ser vida, mas ainda não é uma pessoa. E até alguns meses de gravidez não tem nada que o possa definir assim, fora o fato de possuir DNA…. é por isso que aborto não é assassinato. Nâo é perante a ciência, não deve ser perante a lei. Se você é contra, não faça. Mas saiba que sua opinião é baseadaem crenças pessoais e não na ciência.
      Mas o fim do seu discurso é bem claro, o que todo mundo aqui fala de uma forma ou de outra: transou, engravidou? agora aguenta. Afinal, o absurdo mesmo é a mulher fazer o que quiser da sua vida…

  12. Hudson Responder

    A mulher q faz um aborto é um ser humano evoluído.

  13. Elias Responder

    Aborto é resultado da falência moral da sociedade ocidental, a esquerda contribui para essa falência gera uma sociedade promiscua amoral, esse contexto dentro da sociedade capitalista que também é imoral gera o que temos hoje em dia de maneira catalisada. Condenar milhares ou milhões de crianças a morte é um absurdo, o estado deveria prender os médicos ilegais e a pratica do aborto, existe um limite moral que a humanidade não pode ultrapassar. Em uma ideologia onde paredões de fuzilamento são permitidos não se pode esperar muita coisa.

  14. lilianne Responder

    Sou mae .. e quando fiquei sabendo eu nao estava esperando….. tinha planejado um monte de coisas na minha vida e isso nao incluia um filho… mas vi a seguinte mensagem no dia …

    Nao estmos preparadas para ser mae …. fato … sepre estamos esperando ter dinheiro o marido certo a hora certa…
    Mas voce ja imaginou se a Maria (mae de jesus) mae do einstein , Picasso … se a mae da entrevistada Emily tivesse abortado …. Não e fácil ser mãe nao é facil ser pai e não e facil ser filho… mas se nao quer ter filho nao faça sexo.!!! Seria uma maneira mais prudente não. .. ja que remedios e metodos contraceptivos nao funcionam na sociedade. ..

  15. Bia Oliveira Responder

    É contra o aborto? Simples, não aborte!

    Agora, não queiram decidir sobre o corpo e as vontades da mulher.

    1. Elias Responder

      O corpo não é seu, a criança se pudesse sairia correndo da “mãe” que tem, o difusão do aborto pelo mundo é uma demonstração clara da decadência humana, a humanidade parece que melhorou com o tempo só parece. O mais bizarro que a mesma esquerda que defende assassinatos de crianças ou do futuro delas pelo menos, protegem e passam a mão na cabeça de assassinos frios e sanguinários, o demônio existe só pode ser isso.

    2. CLARA Responder

      Vc simplesmente não sabe o que diz o nosso corpo é templo do Espírito Santo e por mais que vc queira vc nunca vai mudar isso, que deus tenha piedade de sua pobre alma e que um dia vc tenha um encontro pessoal com Jesus o Deus da vida o aborto é um crime e quem aborta vai para o inferno se não se arrepender e se converter quem decide sobre o nosso corpo é Deus que nos criou, se liga

  16. CLARA Responder

    A vida é vida desde da concepção e Deus é quem dá a vida e só ele pode tirar, quem faz aborto pode não ser uma pessoa ruim mas pode ser uma forte candidata ao inferno e não se trata de religião ou de saúde e sim de um crime contra alguém totalmente indefeso VIDA SIM ABORTO NUNCA!!!!!

  17. Arthurmfig Responder

    sou a favor ao aborto, mas ficar postando o seu aborto por ai é um pouco ofensivo. marca o inicio da banalização de uma situação polemica. O normal deveria ser a prevenção e em último caso ter a opção de escolher ter ou não o filho.

    1. k Responder

      Não é ofensivo, é necessário. Muitas mulheres abortam por não se sentirem preparadas pra ter um filho (o que é absolutamente normal porque as mulheres não são objetos de reprodução, são pessoas que tem vontades ou não e cada uma tem seu tempo) e sentem-se culpadas – não porque sentem, de fato, a culpa, mas porque a sociedade diz que é errado, que são assassinas, etc. Até os 3 meses o feto não tem vida, ele não tem sistema nervoso formado então literalmente não tá vivo, não vai sentir dor, não vai sentir nada.
      Esse vídeo serve pra tranquilizar mulheres que já fizeram abortos ou pretendem fazer devido a N situações. Não é jogada de marketing, não é abusivo.
      Abusivo é quem tenta regrar o corpo alheio, controlar a vida alheia. Quem vai criar a criança depois de nascido não são os que julgam.

  18. Rodrigo Xavier Responder

    Se perdermos a noção de que todos somos responsáveis pelos mais vulneráveis estaremos fadados a retornar a um estado de natureza.
    Pela forma em que se vê o mundo hoje, as pessoas fazem de tudo por vaidade. Até aborto.
    A vida é o melhor remédio. A insegurança do homem o faz ter cautela e é por isso que a mulher se sente insegura quanto está gestando um filho. Biologicamente, quimicamente, esse tipo de mecanismo faz com que aprendamos como lidar com a situação.
    Acontece, que a cultura do consumismo prega, única e exclusivamente, a parte difícil de se criar um filho e todos os gastos que se terá com eles.
    Lamentável. E lembrando que ela era funcionária da clínica, o que torna o ato um pouco obscuro até.
    É a industria do aborto. Estão ganhando dinheiro com isso. Capitalismo selvagem!!!!

  19. k Responder

    Se informem antes de dizer que um aborto até a 12ª semana da gravidez é a mesma coisa que um assassinato. Vocês não são humanos quando dizem isso, são cruéis. O feto até a 12ª semana não tem sistema nervoso formado, portanto, não tem vida. Mas a mulher tá viva ali, a mulher sente, o feto não.
    Muitas vezes a mulher não tá preparada pra ser mãe, tanto financeira quanto psicologicamente. A mulher não é só um corpo que procria, a mulher é um ser humano como todos os outros e que às vezes não está preparada pra isso, cada pessoa tem seu tempo pras coisas. A mulher tem o direito de ter autonomia sobre o seu próprio corpo, ela sabe sobre os seus limites, você não.
    Os métodos contraceptivos nem sempre funcionam 100%, mesmo que você utilize todos juntos sempre. E se a mulher não quiser utilizar, ela também tem esse direito. Tem organismos que não se adaptam à pílula anticoncepcional. Também existe pílula anticoncepcional para homens, afinal, o feto não é feito sozinho.
    E pra quem acha que é melhor esperar o filho nascer e colocar à doação, sinto muito, mas as condições de um orfanato não são como nos filmes ou na novela Chiquititas. Os orfanatos no Brasil, especialmente, são de condições abaixo de precárias. A fila pra adoção é enorme mas anda devagar e por que será? Os orfanatos ganham dinheiro do governo dependendo do número de crianças que está lá dentro. Quanto mais criança, mais dinheiro. Infelizmente nós vivemos num mundo de interesses, e essa situação não está de fora disso. Muitas vezes as crianças não recebem comida, apanham, são assediadas. Só abram os olhos de vocês pro mundo que vocês vão entender o que eu tô falando. Não se tranquem no mundinho idealizado de vocês porque isso não existe.

    1. Cleber Ferreira Responder

      Um feto de 12 semana , não irá se tornar outra coisa a não ser um ser humano. A VIDA COMEÇA NA CONCEPÇÃO.
      É ASSASSINATO SIM!


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