A Guerra Fria nunca terminou

O grande objetivo dos EUA em mais de 40 anos de Guerra Fria não chegou a ser alcançado: a derrota da Rússia de forma indubitável. É a isso que se...

3462 3

O grande objetivo dos EUA em mais de 40 anos de Guerra Fria não chegou a ser alcançado: a derrota da Rússia de forma indubitável. É a isso que se resume o atual caos na Ucrânia… e claro, à dominação global também

Por Vinicius Gomes, da Fórum Semanal

“Até mesmo uma guerra vitoriosa é uma calamidade que deve ser evitada pela sabedoria do povo” – Otto Von Bismarck, chanceler alemão do 2° Reich

Outubro de 1962. O momento em que o mundo esteve mais próximo àquele que teria sido  o início da Terceira Guerra Mundial, quando os EUA e a União Soviética por pouco não deflagraram um conflito nuclear graças à instalação de mísseis soviéticos na ilha de Cuba. O principal fator que venceu a fala grossa e a retórica de guerra foi o princípio da Aniquilação Mútua Garantida, segundo o qual os dois lados usariam o máximo possível de seus arsenais nucleares para assegurar a destruição do outro – levando, como bônus, o resto do planeta ao colapso.

Passados mais de 50 anos, o mundo assiste a uma espécie de “Parte II” da Crise dos Mísseis de Cuba, tendo como cenário agora não mais a ilha caribenha, e sim a Ucrânia. Classificar a atual crise no país como um episódio de uma “Nova Guerra Fria”, por novamente contrapor Washington e Moscou, é de certa maneira um equívoco – simplesmente pelo fato de que, para os EUA, o grande objetivo ainda não foi alcançado: colocar a Rússia de joelhos de uma maneira indubitável, para que ela nunca mais se apresente como um desafiante à hegemonia estadunidense.

O ex-secretário de Defesa norte-americano Robert Gates escreveu em sua recente biografia: “Quando a União Soviética estava entrando em colapso no final de 1991, Dick Cheney queria ver o desmembramento não apenas da União Soviética e do Império Russo, mas da própria Rússia, para que ela nunca mais fosse uma ameaça para o resto do mundo”. Dick Cheney, no caso, era o então Secretário de Defesa, sendo posteriormente vice-presidente de George W. Bush.

Autor do livro “A Segunda Guerra Fria: Geopolítica e Dimensão Estratégica dos Estados Unidos”, Luiz Alberto Moniz Bandeira, também cientista político, historiador e professor aposentado de política externa brasileira, disse que “os EUA não deixaram de perceber a Rússia como seu principal adversário […]. O que lá ocorreu foi a implosão de um regime socialista autárquico, inserido em uma economia internacional de mercado capitalista, da qual dependia e não podia desprender-se”.

Em 1962, o presidente norte-americano John F. Kennedy e o premiê soviético Nikita Kruschev usaram a imprensa, a retórica e a ONU para resolver a Crise dos Mísseis de Cuba. No final, foi a diplomacia que evitou um conflito nuclear
Em 1962, o presidente norte-americano John F. Kennedy e o premiê soviético Nikita Kruschev usaram a imprensa, a retórica e a ONU para resolver a Crise dos Mísseis de Cuba. No final, foi a diplomacia que evitou um conflito nuclear (teachinghistory.org)

Nas entrelinhas, é possível perceber a importância geopolítica  da crise ucraniana, definida pelo assessor de segurança nacional Zbigniew Brzezinski durante a administração de Jimmy Carter. Em seu livro “O grande tabuleiro de xadrez: a primazia americana e seus imperativos geoestratégicos”, Brzezinski discorre sobre a importância dos EUA assegurarem o controle da região chamada de Eurásia, contendo assim a ascensão de qualquer outro país rival e garantindo aos norte-americanos a posição de única superpotência mundial. E isso, como escreveu Noam Chomsky, é ao que se resumem as mortes, o caos e a destruição na Ucrânia: o medo dos EUA de perder sua hegemonia.

Enquanto isso, Putin continua a ser sistematicamente atraído para uma “ratoeira” orquestrada por Washington e Kiev. O aumento da violência por parte dos nacionalistas neonazistas radicais chegou ao ponto de 42 pessoas serem mortas em um incêndio na Casa dos Sindicalistas em Odessa – a maioria queimada até a morte ou sufocada pela fumaça – , com os sobreviventes sendo espancados na saída. Na última quinta-feira (8), a Rússia anunciou que seus militares postados na fronteira com a Ucrânia foram retirados. O motivo: a suspeita de que o serviço secreto ucraniano estivesse planejando uma ação de “bandeira falsa” – que no jargão militar significa forjar um ataque no leste da Ucrânia, jogando a culpa para a Rússia. Não seria a primeira vez.

Na região da Eurásia, os EUA promoveram as "revoluções coloridas" na Geórgia (2003), Ucrânia (2004) e Quirguistão (2005)
Na região da Eurásia, os EUA promoveram as “revoluções coloridas” na Geórgia (2003), Ucrânia (2004) e Quirguistão (2005) (Perry-Castaneda Library Map)

Outro ponto a ser considerado refere-se à poderosa influência que grupos de interesse têm na adoção desse tipo de política externa pela administração Obama – que enquanto segura o Prêmio Nobel da Paz, carrega nas costas 4,7 mil mortes por ataques de drones, majoritariamente de civis inocentes.  Em abril, o presidente norte-americano chegou a fazer até uma espécie de provocação pública, ao dizer que a Rússia não queria entrar em guerra com os EUA pelo fato de as “forças convencionais norte-americanas serem significantemente superiores às dos russos”, apenas se esquecendo de mencionar que a o país é a segunda maior potência nuclear do mundo, o que torna irrelevante qualquer “superioridade de força convencional”.

Geralmente, parte-se da presunção de que os que trabalham na Casa Branca automaticamente viram detentores de uma sabedoria incontestável quando, na realidade, na maioria das vezes acontece exatamente o oposto. Essa é, provavelmente, uma das administrações mais despreparadas no campo da política externa que os EUA já tiveram – definida pelo jornalista Pepe Escobar como uma “escola de delinquentes juvenis”. Prova disso foi a decisão – em meio à necessidade de conversas diplomáticas se intensificarem para o bem do povo ucraniano – de simplesmente “isolar” a Rússia, como se o campo da política internacional fosse uma sala de aula do ensino médio.

“A principal coisa a se entender sobre a política externa norte-americana é que ela é basicamente gerenciada por pessoas que não têm nem experiência e nem entendimento do que é diplomacia e seus propósitos”, escreveu recentemente o The Saker. Toda a retórica dessas pessoas “brincando” de política internacional pouco impressiona o Kremlim, afinal, é um país que se orgulha de ter vencido o implacável Império francês no século 18; que ao custo de 20 milhões de vidas sobreviveu à Segunda Guerra Mundial; e um povo que resistiu por décadas até mesmo a seus próprios líderes maníacos –  e é exatamente aí onde reside o perigo. Os russos, assim como o resto do mundo, de fato deveriam temer mais a atual Casa Branca do que temeram Napoleão, Hitler ou Stalin, pois, nesse caso, a inaptidão diplomática dos norte-americanos só tende a piorar uma situação que já está chegando ao seu limite.

Por trás das cortinas e nos bastidores da Casa Branca

Segundo o jornalista Mike Whitney, para alcançar tal objetivo, os EUA há anos vêm se estabelecendo ao longo da fronteira russa – ficando sua bandeira, ou a da Otan – nas ex-repúblicas soviéticas; tanto para frear uma maior integração econômica entre Ásia e Europa quanto para conter qualquer pretensão de crescimento que seu outro grande rival, a China, venha a ter. As bases militares norte-americanas na Ásia Central também servem para controlar os principais corredores de oleoduto da região, ameaçando assim a principal arma de Vladimir Putin: a “chantagem” energética com a Europa.

A política atual de Obama baseia-se em muito na teoria de Zbigniew Brzezinski, que foi quem primeiramente visualizou na região da Eurásia o "grande tabuleiro de xadrez"
A política atual de Obama baseia-se em muito na teoria de Zbigniew Brzezinski, que foi quem primeiramente visualizou na região da Eurásia o “grande tabuleiro de xadrez” (WikiSpooks)

“Como um todo”, continua Whitney, “o ‘tabuleiro de xadrez’ de Brzezinski é uma estratégia clara de dominação global. Tudo o que se precisa fazer é controlar áreas críticas de controle energético e linhas de trânsito, destruir potenciais rivais e impedir coalizões regionais”. Mesmo que tal plano envolva riscos, afinal a Rússia é uma potência nuclear, estes são diminutos frente à possibilidade de uma dominação global inquestionável.

Um plano de supremacia planetária desenvolvido pelos EUA pode parecer roteiro de filme ou texto de blogueiro sobre teorias da conspiração; infelizmente – para todos nós – não é. Exemplos que sugerem isso são Victoria Nuland e Robert Kagan.

Victoria Nuland, assistente-secretária do Departamento de Estado para Assuntos da Europa e Eurásia, é uma das principais personagens em tudo o que envolve a crise/caos/golpe/quase-guerra-civil da Ucrânia. Boa parte do mundo só conheceu seu nome após a gravação de uma conversa telefônica entre ela e o embaixador dos EUA em Kiev ter sido vazada na internet – mais especificamente pela famosa frase: “F*** -se a UE”.

Em 2012, o presidente Barack Obama teria preparado seu Discurso da União de 2012 baseando-se na publicação “O Mito do Declínio Americano”, do historiador Robert Kagan e, além disso, debatendo-o, parágrafo por parágrafo com âncoras de redes televisivas em uma reunião na Casa Branca. De acordo com o colunista Nicolas Davies, “A publicação erra completamente em não considerar um ponto de vista de qualquer um fora da América, mas, é claro, isso não é necessário em um produto de propaganda para uma audiência americana”. Uma frase de Kagan, citada integralmente por Obama, é a maior prova disso: “Qualquer um que te diga que a América está em declínio, e que nossa influência tenha diminuído, não sabe do que está falando”.

Robert Kagan é casado com Victoria Nuland e foi um dos fundadores do think tank “Projeto para um Novo Século Americano” (PNAC, sigla em inglês), junto a William Kristol, editor da publicação Weekly Standard, financiada pelo magnata da mídia Rupert Murdoch e que tem como membros outras estrelas da constelação neoconservadora dos EUA: Donald Rumsfeld, Paul Wolfowitz, Scooter Libby, além de Dick Cheney. Todos estes estiveram presentes na Casa Branca de Bush e traçaram o plano para a invasão do Iraque em 2003.

Victoria Nuland é a principal personagem do envolvimento dos EUA com o golpe de Estado na Ucrânia que instalou extremistas neonazistas no poder em Kiev
Victoria Nuland é a principal personagem do envolvimento dos EUA com o golpe de Estado na Ucrânia que instalou extremistas neonazistas no poder em Kiev (The SleuthJournal)

Em um contexto maior, a política externa dos EUA na era pós-Guerra Fria, primeiramente delineada em 1992 – como a biografia de Robert Gates apontou, no começo do texto – estabelecia que a ideia era ter, também, os EUA determinando a nova ordem mundial. Nela, seu poderio militar seria tão dominante e poderoso que qualquer rival em potencial, ou até mesmo aliados, seriam desencorajados a agir – de maneira regional ou global – de forma independente dos EUA. O próprio New York Times apontou na época que “os documentos do Pentágono articulam uma clara rejeição a qualquer ideia de internacionalismo”. Muito dessa filosofia em política externa tem em sua raiz conceitos que hoje podem ser resumidos nos discursos dos neocons (neoconservadores), relacionados principalmente ao Partido Republicano nos EUA.

No entanto, essa política chegou a ser também introduzida na presidência de Bill Clinton, do Partido Democrata e, como sugeriu Davies, “o papel de Nuland como a líder da equipe do Departamento de Estado/CIA que organizou o golpe na Ucrânia mostrou que mesmo na era pós-Bush, os neocons ainda possuem posições de poder e influência em Washington”.

Há outros neocons com grande influência na Casa Branca de Obama. Frederick Kagan, irmão de Robert. Ele é um acadêmico da American Enterprise Institute e sua mulher, Kimberly, é presidente do Instituto para o Estudo da Guerra. Segundo Davies, seu relacionamento próximo com o ex-Secretário Gates e os generais David Petraeus e Stanley McChrystal fizeram com que suas vozes fossem algumas das mais ouvidas para a decisão de Obama em aumentar e prolongar a guerra no Afeganistão. O ex-diretor do PNAC, Bruce Jackson, é o atual presidente do “Projeto em Democracias Transnacionais”, dedicada à integração do Leste Europeu com a União Europeia e a Otan; Reull Marc Gerecht, da Fundação para a Defesa das Democracias e ex-agente da CIA no Irã, foi uma da pessoas que mais imploraram para uma ação militar contra a Síria e o Irã – trabalhando por canais paralelos para torpedear as soluções diplomáticas para ambas as crises.

Considerando tudo isso, não é apenas a independência energética da Europa em relação ao gás russo; a luta contra a corrupção em prol da democracia; ou até mesmo a justa autodeterminação dos ucranianos – seja pró-Ocidente ou pró-Rússia – que está em jogo na Ucrânia, e sim um passo adiante na estratégia dos EUA para um “novo século americano”, ao mesmo tempo em que é um retrocesso para uma verdadeira comunidade global.

Apesar de falharem em aplicar seus planos ao mundo real, eles não desistem – o que os torna ainda mais perigosos, pois os EUA possuem uma tendência histórica em avançar cada vez mais a fundo em seus piores erros, tendo Vietnã, Afeganistão e Iraque como alguns rápidos exemplos. Além de tudo, a única maneira de o governo sustentar suas ações ilegais é por meio de elaboradas campanhas de propaganda, tanto doméstica, quanto internacionalmente. Um dos modos mais fáceis, preguiçosos e eficientes que a política externa norte-americana tem de converter alguém em inimigo perante a opinião pública é a comparação a Hitler.

Hillary Clinton comparou Putin a Hitler; como se o episódio da Crimeia fosse parte de um plano maligno do presidente russo em reconstruir a União Soviética e a glória do Império Russo Czarista. Apesar do absurdo de tal comparação – considerando que os soviéticos foram os que mais sofreram contra os nazistas, com mais de 20 milhões de mortos – a demonização é altamente eficaz. John Kerry também o fez com Assad, na Síria; John McCain com Raúl Castro, de Cuba; George W. Bush com Saddam Hussein, no Iraque; e Donald Rumsfeld com o presidente Hugo Chávez, da Venezuela.

Outro ponto levantado por um texto da revista norte-americana The Nation, começa seu texto com: “Futuros historiadores irão notar que, em abril de 2014, houve uma grave falha da democracia representativa”, quando a política da Casa Branca para com a situação na Ucrânia “não encontrou oposição – tanto dos políticos norte-americanos, quanto da imprensa do país”. E ainda sugere que “não existir um precedente da cumplicidade da elite midiática e política dos EUA”, e que até mesmo durante as guerras do Vietnã, do Iraque e mais recentemente, a quase-guerra na Síria, houve questionamentos, tanto no Congresso, quanto na imprensa.

Se não é trabalho dos jornalistas dar respostas prontas ao público, é o dever da imprensa levá-lo a questionar o governo – especialmente quando este, há anos, faz de tudo para provocar a Rússia.

A relação Obama e Putin

Uma sequência de eventos durante 14 anos fez com que o relacionamento da Casa Branca com Putin chegasse ao atual impasse no território ucraniano. Na esteira do 11 de Setembro, a relação começou bem pelas razões erradas: o presidente russo apoiou a invasão iminente do Afeganistão por Washington, aceitou que aviões norte-americanos sobrevoassem o espaço aéreo russo e que os EUA usassem suas bases militares nas ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central, além de ordenar aos militares que compartilhassem sua experiência no Afeganistão.

Nas palavras de Bush, “[Putin] tem um novo estilo de líder, um reformador… Um homem que irá fazer uma grande diferença em tornar o mundo um lugar mais seguro, ao trabalhar junto com os EUA”. Todavia, a dinâmica do relacionamento logo iria mudar, tendo por base as ambições norte-americanas na cooptação dos países vizinhos da Rússia através da Otan.

A expansão da OTAN chegou cada vez mais próximo às fronteiras da Rússia
A expansão da OTAN na Europa chegou cada vez mais próximo às fronteiras da Rússia (Divulgação)

Em 2004, se uniram à aliança militar ocidental sete países do antigo bloco socialista da Europa (Bulgária, Romênia, Eslováquia, Eslovênia e os países bálticos: Lituânia, Estônia e Letônia – às portas da Rússia). Em um movimento que, de acordo com uma recente entrevista de Putin, divergia do que havia sido acordado anos atrás na reunificação da Alemanha: “Nos prometeram em Munique que, após a unificação da Alemanha, não ocorreria nenhuma expansão da Otan para o Leste”. O suposto acordo já havia sido quebrado em 1999, quando a República Tcheca, Hungria e Polônia haviam sido incorporadas.

Ao mesmo tempo em que os EUA se valiam de Bruxelas (capital de Bélgica e sede da Otan e da União Europeia) para abocanhar os antigos países satélites de Moscou, eles utilizavam, segundo Moniz Bandeira, de organizações não-governamentais financiadas pelo Ocidente para derrubar governos de outros países vizinhos da Rússia, as chamadas “Revoluções Coloridas”.

Em 2003, na Geórgia, aconteceu a  Revolução Rosa, que levou Mikhail Saakashvili, um pró-ocidental, ao poder. Quatro meses depois, na Ucrânia, a Revolução Laranja empoderou outro presidente pró-ocidental, Viktor Yushcenko, e em 2005, ocorreu a Revolução das Tulipas, no Qurguistão.

Todos essas três mudanças de regime, aliadas à incorporação de 10 países satélites de Moscou à Otan – além das mal-sucedidas tentativas de cooptação da Geórgia e Ucrânia à Bruxelas, em 2008 –, enviavam um sinal para Moscou: o Ocidente caminha a passos largos para o Leste. Na época, tanto a França quanto a Alemanha bloquearam a expansão da Otan, sabiamente alegando que tal ação apenas irritaria e tornaria a Rússia mais agressiva.

Outros momentos de antagonismo de Putin com Bush, e em seguida com Obama, foram a invasão do Iraque (a Rússia não apoiou); a declaração de independência de Kosovo (a Rússia e boa parte do mundo a consideraram ilegal) e, mais recentemente, o bombardeio à Síria e o asilo político russo para Edward Snowden. Mas a gota d’água definitivamente foi a Ucrânia.

Jack F. Matlock, embaixador dos EUA em Moscou de 1987 a 1991 disse: “A verdadeira linha vermelha sempre foi a Ucrânia. Quando você começa a cutucá-los desnecessariamente em sua área mais sensível de segurança, você terá uma reação que os tornará muito menos cooperativos”. Recentemente, implorou à administração Obama que pare de fazer discursos públicos agressivos e inicie conversas diplomáticas civilizadas para resolver a crise, antes que a situação piore para o povo da Ucrânia, para as relações Washington-Moscou e, invariavelmente, o resto do planeta.



No artigo

3 comments

  1. Elias Responder

    Texto imparcial, a esquerda expandiu nos últimos anos muito mais que a OTAN, a própria ONU tende para a esquerda, o risco de dominação global segue as linhas “progressistas” contaminado o ocidente não contrário, na guerra frias as coisas estavam niveladas hoje não mais.

  2. Maria da Piedade Sousa Responder

    EUA Precisa mesmo de conversas de entendimento com políticas diplomáticas Civilizadas.

  3. Danilo Rodrigues Responder

    EUA nunca soube o que é ser diplomática, quer ganhar na força e não no argumento.


x