Banda Putinhas Aborteiras recebe notificação do Partido Progressista

Vereadores de Porto Alegre protocolaram um requerimento de moção de repúdio à TVE-RS por ter apresentado o grupo e divulgado uma música com palavrões no programa Radar

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Vereadores de Porto Alegre protocolaram um requerimento de moção de repúdio à TVE-RS por ter apresentado o grupo e divulgado uma música com palavrões no programa Radar

Por Redação

A bancada do Partido Progressista (PP) na Câmara de Vereadores de Porto Alegre enviou uma notificação à banda Putinhas Aborteiras. No dia 14, os vereadores protocolaram um requerimento de moção de repúdio à Televisão Educativa do Estado (TVE) do Rio Grande do Sul por ter apresentado o grupo e divulgado uma música com palavrões no programa Radar. O requerimento é assinado por Mônica Leal e Guilherme Socias Villela.

O canal educativo é criticado pela bancada por divulgar um vídeo “atentatório à moral e aos bons costumes e ofensivo à figura do Papa Francisco”. Segundo os vereadores, a banda traz “linguajar chulo, de baixo nível” e por isso possui caráter “antieducativo”. Sendo assim, a emissora estatal deixou de cumprir seu papel.

Coincidentemente ou não, os dois funcionários responsáveis por divulgar o vídeo da apresentação no Youtube foram demitidos da TVE. Ambos trabalhavam na área de marketing e redes sociais e já estavam sob avaliação devido a erros anteriores. Ademais, o vídeo das Putinhas Aborteiras já foi tirado do ar.

Na página oficial do Facebook, as integrantes do grupo se manifestaram a respeito do assédio que estão sofrendo após divulgação do vídeo. “Como feministas, como mulheres que se recusam a seguir padrões opressores de beleza, não nos espanta que nos chamem de feias ou indesejáveis para os homens, que apontem para nossa possível gordura ou ausência de depilação. Seguimos afirmando nosso direito à livre gestão de nossos corpos, a partir de nossas próprias vontades”, publicaram.

O grupo ressaltou que a exibição da apresentação foi feita durante a madrugada – e não em horário nobre -, devido ao conteúdo das letras. “Ainda é um tabu falar sobre aborto, embora a letra que cantamos no Radar seja uma reivindicação do movimento feminista há décadas”, afirmaram, em referência ao desejo de direito ao corpo.

(Foto de capa: Reprodução/Facebook)



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33 comments

  1. Konrad Scorciapino Responder

    Elas podem fazer o que quiser, mas devem aceitar a consequência de seus atos. Podem agir como vadias, mas não reclamem de serem chamadas de vadias.

    1. Pedro Responder

      Konrad, o que é ser “vadia” é uma construção pessoal sua. Não observei em momento algum elas “reclamando” de absolutamente nada. No mais, como alguém (não estou dizendo que é seu caso) pode argumentar que elas atentam contra a moral e os bons costumes diante da cultura de massa vigente??? É ridículo e risível. Quer saber? Basta gerarem lucro pro “sistemão” e rapidamente estarão em programas populares de TV em horário nobre.. rsrsrsrs..Muita hipocrisia!

    2. Radkon Responder

      Konrad, voce tem direito a ser babaca, mas nao reclame se te chamarem de babaca

    3. Marcelo Responder

      Você, agindo como um escroto, não pode reclamar de ser chamado de escroto.

    4. Vinicius Responder

      Que comentário simplesmente babaca!

    5. Eduardo Responder

      Você pode agir como misógino, mas não reclame de ser chamado de misógino.

    6. Cris Spiegel Responder

      Konradinho, já terminou as atividades que seus professores passaram para fazer durante a greve? Ou tá no computador escrevendo besteira? Como vocês crianças chamam isso? Trollar, né? O menino se enfia em tudo quanto é site pra ficar trollando em vez de estudar. Isso não dá futuro não, meu filho. Não tem jeito.

    7. João das Coxas Responder

      Por que nos abandonaste, Konrad?

    8. Alvaro Responder

      NENHUMA AÇÃO DE NENHUM CIDADÃO DÁ A VOCE OMDIREITO DE COMETER O CRIME DE INJURIA. INSULTAR É CRIME E DE FATO, CHAMAR UMA MULHER DE VADIA É CRIME E ELAS PODEM SIM RECLAMAR, DENUNCIARME AINDA SEREM INDENIZADAS POR QUEM COMETER O CRIME DE INJURIA, MESMOMQUE ESSA MULHER TRANSE COM 8 HOMENS POR DIA, OK..?

    9. marombeiro Responder

      se elas se acham vadias, não vejo mal em chama-las de vadias. O que tem de errado? Não entendo o argumento de critica e a defesa de vocês.

      Povo estranho sem cultura e falso moralista esses… ( a critica eh para todos )

      1. Ouriato Responder

        Marombeiro, isso é o Politicamente Correto, subproduto do marxismo cultural que é uma câncer nas universidade atualmente. Esses caras são “homens feministas”. É bonito se fazer de “sensível” e abichanado na vida quotidiana e nas redes sociais… Fá-los parecerem inteligentes

        1. mozer Responder

          Ouriato, vc é um homo machista, tal espécime existe aos borbotões, se posicionam nas redes sociais assegurando desesperadamente o que foi construído como sua masculinidade, isso faz vc se parecer inseguro e menos inteligente!

          1. Matias Scherer

            Konrad, existe uma falha lógica e argumentativa crassa em seu comentário. Ao tomar como verdade absoluta irrevogável de que elas são vadias, você não leva em conta o significado da palavra e toma para si o papel de estabelecer quem está encaixado nos padrões que devem ser aceitos como corretos e de classificar (sem ao menos conhecer ou buscar entender a mensagem que as Putinhas Aborteiras buscam passar) as mulheres. Você não leva em conta que cada pessoa é responsável pela gestão de seu próprio corpo, enquanto sua propriedade privada e, por conta disso, não cabe a você determinar aspectos tocantes a qualquer individuo.

  2. Bárbara Responder

    A apresentação foi ofensiva, as letras das músicas são ofensivas e as meninas tem um comportamento radical. Mas apanhar por fazer aborto, ser assassinada por crime passional, ser estuprada por usar roupas “inadequadas” (acho que uma burca no verão tropical brasileiro nos protegeria mais) não parece chocar tanto as pessoas quanto cantar “libertar a b***tinha” na TVE. Por que? E por que será que nasce uma banda assim, em primeiro lugar?

    1. Livia Responder

      Ótima colocação. Eu achei a letra forte, ma as pessoas deveriam se perguntar a razão desses discurso ser cada vez mais forte. Moção de repudio deveriam fazer para os crimes morais e físicos que sofremos.

    2. rodrigo aguiar Responder

      ui, ui, ui, é ofensivo, é ofensivo!!

  3. Julia Responder

    É muita hipocrisia. Bolsonaro xinga pra cacete, ofende jornalistas e o partido sequer se manifesta. Agora vão notificar esse grupo por esse motivo? Me poupe.
    E pro Fulaninho aí, esse de Konrad, só digo uma coisa: MULHER TEM LIBERDADE PRA FAZER O QUE QUISER, VC NÃO TEM O MENOR DIREITO DE CHAMAR NENHUMA MULHER DE VADIA, SEU RIDÍCULO.

    1. Su Responder

      Pelo seu raciocínio brilhante, homens podem fazer o que quiserem e não receberem o devido tratamento, por isso. A luta das feminazis resume-se a adquirir o status de intocáveis. Desculpem-me, mas ainda damos nomes aos bois. Se roubar, seu nome será ladrão. Se molestar uma criança, seu nome será pedófilo. Se agir como uma vadia, seu nome será vadia. Querem ter o direito de fazer o que quiser? Pois bem, como qualquer pessoa do gênero humano, vocês também terão deveres, ou não?

      1. gabriela Responder

        Su, ladrão é alguém que rouba. Pedófilo é alguém que abusa de crianças. Você só não explicou o que é “ser vadia…

        1. Responder

          ótimo, Gabriela! :)
          o que é, afinal, ser vadia? e qual o nome que se usa pra chamar o homem que faz o que uma “vadia” faz? e porque o “”peso”” que esse homem carrega, ou o seu “”dever””, é sempre diferente do da “vadia”?

          eu, particularmente, acho ótimo as consequências de ser vadia! ;) pra quem não experimentou, recomendo. Além da pele ficar mais bonita, tenho certeza que teríamos bem menos pessoas se chocando com palavrões – sério, adultos usam essa palavra? – no facebook e bem menos protocolos de moção contra os que exigem o direito serem livres.

          Viva as putinhas!

  4. Elis Responder

    Que orgulho desses comentários, tirando o desse Konrad. Pensei que só teria machistas manipulados aqui, mas não. Que felicidade me dá ver que ainda existem pessoas conscientes e pensantes por aí, que não aceitam o que lhes é injetado na mente pela grande mídia!

    Em relação à notícia em si, é um absurdo que, na época em que estamos, após todos os movimentos de luta da mulher, ainda tenhamos que censurar discursos de empoderamento, que ainda tenhamos que censurar a palavra B-U-C-E-T-A, quando o próprio Bolsonaro, do PP, fala palavrões livremente em rede nacional. Pode-se proclamar palavras de baixo calão contra certos grupos, mas, quando um desses grupos, sem ferir à ninguém, apenas à suposta “boa moral”, resolve se defender, é atacado de todos os lados. Como dizem: “tá serto!”.

    1. Ana Responder

      Moça acho que a senhorita está um pouco equivocada, só porque eu não concordo com a letra, banda e o feminismo que está se propagando pelo planeta – não quer dizer que eu não seja um ser pensante e consciente. Eu tenho plena consciência de quê as feminazis são a escória da sociedade, começando que elas se contradizem e se chamam de vadias – mas quando alguém as chama de vadias ficam todas cheias de “ai não me toque”.

      E a mulher tá lutando pelo o quê mais? Por mais louça na pia? O que o Bolsonaro diz ou deixa de dizer, pouco me importa. E vem você novamente com esse discurso mal feito sobre grupos de minoras contra a maioria, como se essa minoria já não tivesse poder o suficiente pra destruir a moral e ética famíliar. Bela tática de defesa cantando algo antiético e imoral dessas, porque, vocês feminazis, não fazem algo que realmente mude o planeta? Vão lutar pela pobreza do Brasil, sei lá.

      Pela amor de Deus, vão transar c/ camisinha pra evitar aborto.

      1. Larissa Responder

        Não, a moça não foi equivocada. Cara, tu nem deve saber o que o termo feminismo significa e já sai chamando de feminazismo, ô argumento chulo, tosco, nojento. Cê não entende a “ironia” da “marcha das vadias”?? Tipo, e tu ainda quer falar sobre? Esses teus argumentos são tão… copiados.

        Minoria? As mulheres são a minoria? Claro, tem muito poder pra destruir a moral e a ética familiar, claro, quando a gente faz protesto, todo mundo escuta o que a gente reinvida, conquistamos o mundo já, né?

        E tu acha que “a probreza do Brasil” não é uma reinvidação nossa? fico surpresa todo esse discurso machista sendo reproduzido por você, uma mulher que pelo menos uma vez na tua vida deve ter sofrido de um ato machista. Mas, preferes nem pensar e refletir sobre isso, copiar argumento é mais fácil, não é mesmo?

  5. Bolsa No Aro Responder

    Quem tem opinião idiota e escreve idiotices merece ser chamado de idiota! Kontad, você é idiota!

  6. Mila Responder

    Como é que é?? Elas foram notificadas porque as músicas tem letras atentatórias a moral e aos bons costumes?? Cês tão de sacanagem comigo, seus deputados? Ou tá faltando trabalho??

  7. Super Tata Responder

    Vai lavar a louça, K.

  8. Francisco Responder

    A banda só tá querendo aparecer, pois é muito fraca!!!!

  9. Suzana Responder

    Acredito no liberdade das mulheres de impedir uma gravidaz indejada,mas aborto não é comemoração ou motivo para se festejar.querem respeito se deem o respeito

  10. Marcelo Brasileiro Responder

    O PP é que um atentado aos bons costumes; defende torturadores;incita a violência contra índios e ainda tem um deputado mano changes que só sabe cantar bagacerices sem nenhuma consistência; o que as meninas apresentaram foi uma contestação bastante consistente à hipocrisia vigente; o fato de ter ofendido a PPzada é um bom sinal ;serviu o chapéu é??? bem feito então!!!

  11. Claudiomar Barcellos Responder

    As tais putinhas aborteiras é a escória que está nas diretrizes do Foro de São Paulo (comunistas).

  12. Otto Responder

    Banda? Que instrumentos estavam sendo tocados? Aquilo foi de um primarismo patético. Além de serem barangas!

  13. Molina Responder

    Mais um monumento à imbecilidade humana. E ainda há quem chame isso de “cultura”!

  14. Marduk Responder

    Mais um passo na venezuelização do Brasil.


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