Bachelet inicia reforma educacional com foco na gratuidade

Projeto encaminhado ao Parlamento chileno tem por objetivo acabar com o lucro das instituições de ensino no prazo de três anos

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Projeto encaminhado ao Parlamento chileno tem por objetivo acabar com o lucro das instituições de ensino no prazo de três anos

Por Redação

A presidenta do Chile, Michelle Bachelet, realiza amanhã o tradicional discurso dos mandatários do país, que sempre acontece no dia 21 de maio. Porém, antes de sua fala,ela encaminhou ao Congresso Nacional aquela que considera a reforma mais importante de seu governo, proposta durante as eleições: a educacional, com a ambição de tornar equânime o acesso às instituições de ensino do país.

Bachelet declarou que a reforma da área é a “mais significativa” e que está “cumprindo com aquilo que se comprometeu” durante as eleições, garantir um ensino com “qualidade, gratuidade e acesso à educação”. Este foi o principal ponto da campanha da candidata socialista, que trazia dois outros eixos: reforma tributária e a discussão sobre uma nova Constituição.

Ao fazer a discussão, o governo Bachelet busca também não entrar em atrito com o movimento estudantil, que paralisou o país em 2011 frente às reformas neoliberais da gestão anterior, de Sebatián Piñera, que segregou o sistema educacional. A reforma encaminhada consiste em pontos como proibir instituições educacionais que recebem financiamento público de fazer seleção de alunos, acabar com a ajuda financeira que os pais precisam pagar aos seus filhos no sistema público de ensino e determinar o fim do lucro com a educação no Chile, obrigando os estabelecimentos que recebem verba do governo a destinar todo o orçamento para investimento na infraestrutura. Em um prazo de três anos, todas as escolas serão transformadas em fundações sem fins lucrativos.

O ministro da Educação, Nicolás Eyzaguirre, declarou que todo o processo da reforma será debatido com os setores interessados mas que a essência da reforma não está em discussão. A presidenta Michelle Bachelet conta com a maioria no Parlamento e há expectativa de que a reforma seja aprovada sem grandes problemas. Porém, mesmo com tantos pontos avançados em sua proposta, o governo já conta com o descontentamento de alguns setores do movimento estudantil, que acusam o governo de ter construído a reforma sem diálogo e a portas fechadas.



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