Especialistas opinam sobre a “psicologia cristã”, defendida por Marisa lobo

Após cassação de Marisa Lobo, psicólogos explicam a diferença entre ser cristão e exercer o cristianismo na profissão

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Após cassação de Marisa Lobo, psicólogos explicam a diferença entre ser cristão e exercer o cristianismo na profissão

Por Isadora Otoni

Na sexta-feira passada (23), Marisa Lobo foi cassada pelo Conselho Regional de Psicologia do Paraná. Ela alegou à Fórum que a decisão era perseguição religiosa, visto que não a deixaram se denominar como “psicóloga cristã”. “Não sou eu homofóbica, esse povo que é cristofóbico”, declarou Lobo.

Os especialistas Valter da Mata, mestre em Psicologia Social pela Universidade Federal da Bahia, e Jaqueline Gomes de Jesus, doutora em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações pela Universidade de Brasília, opinaram sobre a “psicologia cristã”. Para eles, o profissional deve manter a laicidade de seu trabalho. Confira as duas entrevistas abaixo.

Fórum – É permitido o exercício da “psicologia cristã”?

Jaqueline Gomes de Jesus – É importante se entender o saber-fazer psicólogo para se responder adequadamente a essa questão. A Psicologia é uma ciência-profissão, fundamentada no rigor científico, por meio da aplicação de conhecimentos e técnicas cientificamente testados, e orientada para o atendimento às demandas da sociedade, respeitando princípios éticos como o da laicidade.

Nesse sentido, compreendo que a questão não é se é permitido algo denominado “psicologia cristã”, o que precisamos nos perguntar é se é possível existir uma psicologia que também seja religiosa, no caso, cristã. Minha resposta é não. O que quer que se queira chamar de Psicologia Cristã, um termo em si mesmo equivocado, não pode ser considerado Psicologia.

(Arquivo Pessoal)
“Demarcar essa especificidade não acrescenta em nada ao exercício profissional” (Arquivo Pessoal)

Valter da Mata – Não é permitido o exercício da ‘psicologia cristã’, assim como não é permitido o exercício da psicologia associada a nenhuma prática religiosa. Não existe psicologia cristã, islâmica, espírita ou umbandista. Isso é um grande equívoco.

Fórum – Há uma Associação Brasileiras de Psicólogos Espíritas e também cursos de psicologia budista. Isso é correto para a prática da profissão?

Jaqueline – Podem até existir, são livres manifestações de opiniões e crenças de seus participantes, inclusive podem ser, por isso mesmo, objetos de estudo da ciência psicológica, porém não são Psicologia.

Valter – Já ouvi falar da Associação Brasileira de Psicólogos Espíritas e do Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos. Enquanto a cursos específicos que associem a Psicologia a alguma religião específica, eu desconheço. Na minha opinião, a existência dessas associações é completamente desnecessária. Demarcar essa especificidade não acrescenta em nada ao exercício profissional. A religião de um(a) psicólogo(a)não o(a) torna melhor, nem pior que os demais.

Fórum – A psicóloga Marisa Lobo, recentemente cassada pelo CRP, se auto-denomina como “psicóloga cristã”. Entretanto, ela alega que não usa o cristianismo em suas consultas. É possível que ela defenda a psicologia cristã mas não use isso em consultório?

Jaqueline – Sim, nossos discursos não refletem, necessariamente, nossos comportamentos. Quem deve julgar a utilização inadequada do título de psicóloga(o) é o Conselho ao qual ela está submetida.

Valter – Dentro da perspectiva de pertencer a uma religião e ser psicóloga, isso é completamente plausível. Conheço inúmeros psicólogos religiosos, que são padres, freiras, lideres espíritas, dentre outros, que embora não se autodenominem psicólogos cristãos, são pessoas que tem na sua vida cotidiana a fé religiosa e não a utilizam no seu consultório e portanto nunca foram alvo de processos éticos. Entretanto não foi essa a denúncia contra a psicóloga Marisa, contra ela pesam diversas denúncias que nem mesmo ela faz questão de esconder.

Fórum – O que você acha da decisão de cassação da Marisa Lobo?

 Jaqueline – Não vejo como um caso isolado, é uma referência para que os Conselhos sigam orientando e fiscalizando o trabalho das psicólogas e dos psicólogos, em prol de uma Psicologia com compromisso social.

(Reprodução/Facebook)
Para Jaqueline, se envolve religião não é Psicologia (Reprodução/Facebook)

Valter – Para a Psicologia brasileira a cassação de Marisa Lobo é exemplar e necessária. Ela violou diversos princípios do código de ética e rasgou a resolução 01/1999 do Conselho Federal de Psicologia, que estabelece normas de atuação para o psicólogo em relação à questão da orientação sexual. Na minha opinião, muito mais interessada em ser psicóloga, ela deseja ser deputada e encontrou na controversa terapia de reversão de sexualidade, o mote ideal para conseguir notoriedade pública dentro do seu segmento religioso. Adota o discurso de perseguida por manifestar sua crença religiosa, esconde covenientemente os reais motivos que a levaram a ser cassada. O fato é que ela já é pré-candidata a deputada federal pelo PSC-Paraná e deve eleita com a notoriedade que ganhou com todo esse caso.

Quero destacar que não questiono o fato de Marisa acreditar que do ponto de vista religioso, os comportamentos não heteronormativos sejam considerados doenças, portanto passíveis de cura, ou até mesmo influência demoníaca. O grande problema encontra-se em misturar a psicologia e religião, numa comparação que pretendo que seja didática, seria o mesmo que o Sistema Conselhos de Psicologia não punisse a prática da Terapia de Vidas Passadas (TVP), porque a reencarnação faz parte dos dogmas religiosos do espiritismo. A Psicologia existe enquanto ciência e profissão e assim deve continuar, baseando suas práticas em princípios racionais, rigor metodológico e ética comprometida com a promoção dos Direitos Humanos. Infelizmente o que Marisa Lobo e alguns outros da psicologia fazem é enviesar o trabalho e produção de uma categoria profissional que tem como princípio norteador a proteção da diversidade, transformando-o em mais um mecanismo de discriminação e manutenção de sofrimento psíquico.

(Foto de capa: Agência Câmara)



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63 comments

  1. alan kevedo Responder

    O buraco é mais embaixo. O cristianismo verdadeiro, não existe, nem pode existir em seitas ou religiões ocidentais. Tudo não passa de legados romanos. Imagina, então, se seria possível uma “Psicologia crista” sem as marcas da “picaretagem. ” Cruz-credo

    1. Maria Candinha Responder

      O QUE SERIA DESSES EVANGÉLICOS SEM OS GAYS?? Sim, pois a tendência agora para conseguir fama instantânea e votos de incautos no meio gospel é levantar bandeira homofóbica e criar falsas discussões (como a ”cura gay”, que nunca existiu). A charlatã Marisa Lobo nunca foi psicóloga e nem cristã, é apenas uma grande oportunista que quer se dar bem, seja como curandeira oferecendo remédio pro que não é doença ou seja tornando-se deputada como pretende… tipo Marco Feliciano, outro cínico que posa de perseguido. Alguma dúvida sobre as reais intenções dessa gente? A ”batalha pela familia” nada mais é que apelação eleitoral, midiática (vide Silas Malafaia) e que tem interesses escusos, puramente financeiros e ampliação de poder, favorecendo a ditadura da Teocracia que esses religiosos querem instalar. Os evangélicos modernos no Brasil estão fragmentados, sem um perfill definido, e a tal campanha ”anti-gay” mascara sua própria decadência moral e espiritual e agrega pessoas novamente, com esse pseudo-moralismo. Os gays são bode expiatório e moeda de troca politica. Não sejam ingênuos, não tem nada a ver com ”conversão” e combate ao ”pecado”!!! Mas até quando??? Muitos religiosos honestos e esclarecidos estão atentos pra essa manipulação de seus famigerados ”lideres”’-estrelas, mercadores da religião de sempre, que usam a fé alheia pra se dar bem, por meio de desonestidade intelectual e inverdades científicas. ACORDEM!

      Mas O CRP eles não enganaram. Bem feito Marisa… não existe ex-gay, mas agora você sabe que existe ex-psicóloga!! Se não conseguir se eleger, vende Jequiti, fya!

      1. Cleber Correia Responder

        Que dó!!!

      2. Ana Cristina Responder

        Estudo antropologia de relações de gênero na UFF (Universidade Federal Fluminense), sou pré candidata ao mestrado. E aos olhos da ANTROPOLOGIA, homossexualismo é considerado disfunção hormonal. Já existem provas científicas comprovando que a pessoa até nasce com uma PREDISPOSIÇÃO, mas que pode ser LIGADA ou DESLIGADA pelo ambiente. A coisa é simples gente. Temos que aceitar as pessoas como são, mas não podemos simplesmente ignorar um fato. se nossos ancestrais fossem gays, não existiríamos. Simples assim. Então sim, homossexualismo é uma disfunção. Vamos matá-los ou aprisioná-los? Claro que não. Mas não podemos simplesmente aceitar como uma coisa normal, porque não é.

        1. Daniel Couto Vale Responder

          Espero que você, Ana Cristina, não seja aceita para a posição de mestranda na Universidade Federal Fluminense (UFF). Pelo menos, esse é o meu desejo enquanto acadêmico até que você mude o seu entendimento de mundo. Digo isso porque o discurso científico se pauta em pelo menos dois pilares ausentes em sua escrita. O primeiro é a base empírica que demanda um registro de observações e uma análise sistemática das observações. Essa base empírica faz com que seja necessário fazer referência os registros das observações, ou seja, aos artigos científicos que relatam os resultados de pesquisas, o que você não fez no seu comentário “aos olhos da ANTROPOLOGIA”. O segundo pilar consiste na função descritiva ou utilitária das pesquisas. Poderíamos descrever a sexualidade humana para entendermos como ela é, mas isso não é o que ocorre. As pesquisas sobre a sexualidade humana têm tipicamente um caráter utilitário. Pesquisa-se o comportamento sexual de uma população, por exemplo, para saber quais são os grupos que estão mais sujeitos a infecções por doenças sexualmente transmissíveis e para outros fins similares. E é por causa da utilidade da pesquisa sobre a sexualidade que os estudos nesse tema precisam ser explícitos quanto aos objetivos da tipologia e da terminologia usada. Isso parece que você também ainda não integrou no seu modo argumentativo. Por isso, se eu estivesse na sua banca ou se o seu pedido de orientação fosse feito a mim, eu não escolheria você para ser orientada mesmo na ausência de outros candidatos.

        2. Luan Simões Responder

          Ana Cristina, perdoe minha ignorância e me corrija se eu estiver errado, a antropologia não tem como função ou poder intelectual afirmar que a homossexualidade é um disfunção hormonal. Nem mesmo os Conselhos de Medicina dizem tal coisa.

        3. Dannu Responder

          fonte ou fraude?
          Já que é graduada sabes que essas afirmações de nada valem sem provas, e não digo um estudo de fundo de quintal, mas ao menos uns 3 de respeito…

        4. Júnior Responder

          Muito bem Ana Cristina, parabéns!
          E boa sorte!

      3. Leda Maria Responder

        Maria Candinha. Candinha no tempo da minha mae era fofoqueira, e pensei que este tempo já havia passado mas vejo que nao. Se vc nao sabe o que falar “candinha”, feche a sua boca. Porque falar que ex-gay nao existe é falar de uma realidade que vc nao entende e por isso nao pode opinar com esta segurança que vc fala.
        Eu tenho 51 anos e vivi muitos anos da minha vida na homosexulidade e fazem exatamente 15 anos que eu estou fora disso com a ajuda de Deus e psicologos. Portanto voce cale esta boca e se limite somente a leer e opinar das coisas que vc entende.
        Vc deve ser uma dessas sapatonas ridiculas frustradas em meio a uma sociedade mediocre que fala pra se aparecer.
        Fica na tua.

  2. Iria Barradas Responder

    Independentemente das crenças laicas destes acima ou das crenças não laicas de outros o que está em jogo aqui é o tratamento de pessoas que não estão satisfeitas com sua condução sexual na vida e querem modifica-la. Eu pergunto aos especialistas: – se eu entrar em um consultório e disser que não estou satisfeita em ser heterossexual e que, sei lá como, quero encontrar minhas raízes homossexuais, eu seria impedida de fazer isso? Certamente que não, portanto esta maneira de administrar a psicologia é cerceamento da liberdade de viver, expressar e se dedicar ao que é melhor para o paciente em busca de solução para sua causa. Um homossexual que está feliz assim nunca irá buscar cura, ( se irá encontra-la ou não é outra coisa ) portanto toda esta argumentação não procede, ninguém vai fazer terapia por estar feliz. Porque é considerado “legal” que o psicólogo ensine alguém a aceitar sua fonte de sofrimento como natural?? Qualquer pessoa que alcançar a raiz de sua dor fará mudanças em seu comportamento, homos, heteros, ou não declarados. Deixem as pessoas em paz, para mim é inadmissível que um conselho qualquer, um ajuntamento de pessoas se coloque como dono de uma ciência.

    1. Íris Responder

      Não existe cura para homossexualidade simplesmente porque não é uma doença. Ponto final. O que se discute aí é se ela pode ser psicóloga ainda que ofereça este tipo absurdo de tratamento. Se ela quiser tratar da “cura” de gays, certamente não poderá fazer isso como psicóloga, assim como um cirurgião não pode oferecer cirurgia espiritual. Simples assim.

      1. Ana Cristina Responder

        Estudo antropologia das relações de gênero na UFF (Universidade Federal Fluminense), sou pré candidata ao mestrado em antropologia e sim,na visão da ANTROPOLOGIA, homossexualismo é uma disfunção hormonal e genética. De fato, as pessoas nascem com uma predisposição, que pode ser ligada ou desligada pelo ambiente. A coisa é simples. O ser humano foi feito para procriação, se nossos ancestrais fossem gays, nós não existiríamos, então, é sim um desvio. Vamos matá-los e lançá-los na fogueira? Lógico que não, mas o que não se pode fazer é transformar isso em algo normal, porque não é.

        1. Escritora Responder

          Acadêmica, você deveria saber que homossexualismo é um termo em desuso. Se sua Universidade for séria, como acredito que seja, você não está pronta a fazer mestrado.

    2. Patrícia Responder

      Iria, não sou psicóloga mas o pouco que conheço desta ciência me diz que nenhum psicólogo tenta “cercear a liberdade de viver”, muito pelo contrário. Muitas das frustrações e sofrimentos experimentados pelas pessoas não têm a ver com sua orientação sexual ou seja lá o que for, e sim com a falta de aceitação por parte delas próprias. Se eu chegar a um consultório e disser ao psicólogo que odeio ser pobre e que só seria feliz sendo rica, tudo o q ele me diria não seria com o intuito de aceitar meu sofrimento, pq quem está gerando este sofrimento sou eu mesma, baseada em contratos e estereótipos sociais ditos como aceitáveis. Entendeu a diferença? Por isso não existe cura gay, mas é natural que haja um sofrimento de muitos gays por viver em uma sociedade que não os aceita como são. Se esta aceitação existisse, o sofrimento deles automaticamente não existiria. Todos nós sofremos quando somos mal vistos, quando não somos aceitos, quando somos rejeitados. E td o que fazemos é com o intuito de integrar e interagir neste grande grupo que é a sociedade. Pense nisto…

    3. Gabriel Responder

      Iria, desculpe-me, mas este seu argumento é falho e desconsidera toda uma história discriminatória em relação aos homossexuais. Dificilmente alguém que tenha atração pelo sexo oposto chegaria num consultório de psicologia para encontrar suas raízes homossexuais, pois o hetero NÃO sofre preconceito e discriminação! O problema reside no fato de que, se um homossexual chega insatisfeito com sua orientação, provavelmente a causa dessa tristeza é externa a ele, e, portanto, vem da pressão da sociedade, cabendo ao(a) psicólogo(a) analisar e promover a melhor forma para que o sujeito vivencie seus desejos e anseios livremente.

    4. Douglas Responder

      Cara Iria, não é possível reverter a orientação sexual de uma pessoa, seja el homo ou hetero, através de terapia. As ditas terapias de “cura gay” se baseiam em técnicas de repressão da orientação sexual, que tratam a sexualidade de maneira superficial, reforçando preconceitos e causando ainda mais sofrimento. É o preconceito, e não a orientação sexual, que gera o sofrimento psíquico. Portanto o papel de um psicólogo em relação a um paciente insatisfeito com sua sexualidade é tratar o preconceito.

    5. Helio Jaques Responder

      Desejo sexual não é uma questão de escolha, justamente por isso não é possível mudar orientação sexual. As pessoas simplesmente são ou hétero, ou homo ou bissexuais. Se quer pôr a prova essa afirmação, tente você mesmo mudar a sua orientação sexual, antes de propor a validade de tratamentos que causarão dor aos outros.

      Ainda, essa analogia de que um hétero sofre por ser hétero e quer encontrar seu lado homossexual é ridícula. Não existe um único hétero que sofra apenas por ser hétero. O sofrimento associado à orientação sexual se deve ao preconceito dos demais. E é essa dor que pode ser trabalhada com o psicólogo.

    6. Leo Lima Responder

      …Psicologia é ciência, mas, também é profissão. è válido afirmar que atuação de um profissional reverbera sobre toda categoria. Pensar dessa forma, ajuda a refletir sobre a fala; “Deixem as pessoas em paz, para mim é inadmissível que um conselho qualquer, um ajuntamento de pessoas se coloque como dono de uma ciência”.

      Vale também, tomar conhecimento do código de ética da/o psicóloga/o, e identificar quais princípios foram violados. O código de ética não existe para privar a liberdade da/o psicóloga/o, ele significa a preocupação de profissionais, com essa profissão/ciência!!!

    7. Marylin Responder

      Para Iria Barradas

      Melhor comentário que já li, dentre outros, sobre a questão cassação da ‘psicóloga cristã’ Marisa Lobo.

      Minhas homenagens a você.

    8. Harllen Responder

      Iria, entendo seus questionamentos e te pergunto, qual o seu conhecimento sobre o papel do psicólogo em terapias? A ideia que se tem de como é a nossa atuação é por muitas vezes errônea e acaba gerando desconfortos como o seu. O psicólogo não ensina e nem aceita nada, ele apenas funciona como um espelho, onde o paciente se vê e aceita o que é. Sua colocação sobre a homo e heterossexualidade me remete ao papel da mulher na sociedade. E se fosse instituído pela sociedade que a partir de hoje o certo fosse que a mulher ficasse apenas em casa cuidado de filhos e dos maridos e não tivessem mais direitos nenhum, como um dia foi? Acharia isso natural? Acharia isso válido? Devemos refletir sobre o contexto tentando visualizar todas as possibilidades antes de afirmarmos qualquer coisa.

    9. Felipe Basso Responder

      O conselho não regulamenta a ciência psicológica, regulamenta SOMENTE a profissão. É liberado estudos, análises teóricas e empíricas sobre qualquer conteúdo na ciência psicológica. O que acontece eh que os dados empíricos corroboram que o desenvolvimento sexual se da por fatores sociais e internos e não conseguem identificar bons resultados nas teorias de alteração de identidade sexual. O conselho regulamenta que os estudos atuais sejam aplicados no dia a dia profissional. Se a psicologa em questão quer apresentar um argumento cientifico deve eh fazer pesquisa e aubmete-la a avaliação dos pares como qualquer conhecimento racional cientifico.
      Conselhos restringem apenas a pratica profissional, as liberdades individuais estão preservadas na vida normal do cidadão. Como você deve saber outros profissionais submetidos a outros conselhos também tem sua pratica regulamentada. O que vejo eh uma ansiedade se alteração POR DECRETO do conhecimento cientifico, quando o caminho são as pesquisas.

    10. Beatriz Responder

      “Porque é considerado “legal” que o psicólogo ensine alguém a aceitar sua fonte de sofrimento como natural?”
      Essa sua pergunta ilustra por que não se deve misturar religião com psicologia. A homossexualidade só é a “fonte” do sofrimento sob uma ótica religiosa cristã, na medida em que ela é vista como um pecado, e o pecado leva ao sofrimento. Na psicologia séria, está claro que a fonte do sofrimento não está na homossexualidade, mas sim nos vários mecanismos de repressão da homossexualidade por nossa sociedade, considerando que as maneiras que a homossexualidade e a heterossexualidade são vistas por nossa sociedade são radicalmente diferentes. Ninguém terá seu atendimento negado por querer mudar sua sexualidade, porém todas as tentativas até hoje de realizar esse tipo de tratamento foram ineficazes, e além disso pioraram o estado psicológico dos pacientes, portanto são proibidas.

    11. Rodrigo Responder

      Concordo Iria. A pessoa vai ao consultório por livre iniciativa. Por estar insatisfeito com sua condição.
      Cada caso é um caso. Duvido que o tratamento dela seja algo imposto quase coercitivo.
      Se a pessoa quer dar continuidade e volta ao consultório, o que podemos recriminar?
      A pessoa é livre para decidir ser homo mas não é livre pra decidir ser hétero?

      1. guilherme Responder

        Eu concordo que se um adulto, independente E consciente de seus atos, for sozinho por livre e espontânea vontade querer se “tratar”, beleza, ele deveria ter tal direito. Porém, na prática, existem certos problemas… Muitos pais levam filhos à força para receberem certos tipos de tratamentos que podem ser danosos para o equilíbrio mental do indivíduo. Se não for à força de modo literal, pode ser psicológica. É fácil falar “ah, agora ele não pode nem escolher ser hétero, mas todos podem escolher ser gay”. Primeiro que ninguém escolhe ser nada, ou as pessoas em algum dia da vida acordam e falam “ah, a partir de hoje, serei gay”. Quando você escolheu ser hétero? Você conseguiria escolher agora ser gay ou bissexual e viver sua vida normalmente conforme sua nova “opção sexual?”. Segundo, muitas vezes essa liberdade que está sendo colocada em pauta é falsa, pois a pessoa acha que ela mesma quer se tratar, mas não passa de uma tentativa desesperada do inconsciente de lidar com as pressões que sofre da sociedade, da família, amigos, colegas etc. Normalmente é alguém que não se aceita porque tem medo de ser aceito, seja por influência de alguém como os pais ou religião (normalmente). Pense você… Você nasce e cresce com seus pais, com uma religião, todos dizendo o que é certo e errado de acordo com suas filosofias e concepções. Por serem seus pais, por ser uma religião milenar e “universal”, é óbvio que você vai achar que o certo é o que eles acham que é certo… Até você perceber que seu corpo reage de um jeito “errado”. Então você quer se livrar disso, óbvio, quer dar orgulho para os pais, não quer ser zuado por ninguém, não quer sofrer, não quer ir para o inferno… Que hétero em sã consciência gostaria de optar ser homossexual??? Nenhum, óbvio. Agora os homossexuais têm motivos de sobra para tomar medidas desesperadas e querer ser “normal”. Só que quem é sabe que não é tão simples… É a mesma coisa para um hétero. Você se imagina, a partir de amanhã, tentar começar a viver ao lado de alguém do mesmo sexo? Se imagina gostando de FATO dessa pessoa? Ok, você pode até gostar, afinal o amor não tem sexo, podemos amar qualquer ser. Mas… Todos sabemos que não é só disso que uma relação se trata e sexo, sim, é importante. A troca de energia, carinho, atração, tudo isso faz parte dos sustentáculos de uma relação. Enfim… Poderia falar mais um monte de coisa… Mas, para resumir, é isso: se um adulto, independente, com plena consciência de seus atos (ou seja, sabendo do que pode acontecer com sua sanidade a partir dessa decisão) for atrás de um tratamento, blz, ok, cada um com seus problemas (apenas oremos pela pobre alma e que ela realmente se encontre, seja sendo feliz de modo enrustido ou esquecendo tudo isso e vivendo sua orientação de modo pleno). Agora, que essa liberdade não seja abusada e não permita que outros sofram.

    12. Laila Responder

      Se alguém procurasse uma intervenção para deixar de ser heterossexual, isso também seria proibido. Não há diferença. Homossexuais que estão tristes com sua situação é porque experimentam o desprezo, escárnio, não aceitação e violência física e mental de pessoas que acham que há alguma coisa errada com eles. Se eles fossem aceitos pela sociedade (a começar pelas suas famílias que muitas vezes não os aceitam) a situação seria bem diferente e muito melhor. Em outras palavras, o “problema” deles não está neles mesmos enquanto homossexuais, mas sim no preconceito alheio e no tratamento que eles recebem da sociedade e muitas vezes até do próprio Estado.

      1. guilherme Responder

        É isso aí Laila, falou e disse.
        Pena que nem todos entendem isso, acham que é seguro qualquer um ir se “tratar” com qualquer psicólogo. Vai saber o que esse profissional vai fazer, o que vai acontecer com a pessoa que, mesmo achando que está fazendo o certo ao ir “buscar ajuda está perdida. Se um profissional resolve “tratar” isso e querer mudar a orientação de alguém, é porque ele acredita que isso é possível… E faria seu paciente querer continuar a buscar uma mudança que não deve ocorrer do jeito que ele acha que acontece, eu nunca ouvi falar de ex-gay, ex-bissexual e nem ex-hétero. Tenho medo de saber o que poderia acontecer em uma situação dessa… Talvez mais introspecção e enrustimento, uma vida mais amarga e cheia de arrependimentos futuros ou depressões. Quem precisa ir se tratar para deixar de ser o que é são os intolerantes, preconceituosos. Se todo mundo respeitasse o próximo, parasse de julgar, não ficasse se metendo na vida do outro, o mundo seria um lugar melhor, todo mundo nem se preocuparia em ser o que é, em gostar do que gosta. E não venham com o papo de “eu não tenho nada contra, mas…”, pois, se existe um “mas”, é porque há um problema. Se você não tem nada contra de verdade, bastaria o simples “nada contra” e ponto final. Devemos assumir nossos preconceitos e trabalhar em cima deles, é a melhor coisa que fazemos para a sociedade e para nós mesmos.

        1. Hele Responder

          Mas com vc explicaria o fato de muitos pessoas da mídia que antes eram heterossexuais, chegaram a casar, ter filhos e viveram mais de dez, vinte anos assim e de repente, chegam virei gay… isso não é ser ex-hetero?

    13. DiMi Responder

      Iris, você usa a justificativa errônea mais comum utilizada pelas pessoas, que coloca a o fato de ser gay como fonte da dor e esquece que a fonte de sofrimento é pela não aceitação, pela homofobia , pelas piadas, e por tudo que passam os gays desde pequenos. Por isso existe a vontade desesperada de reversão em alguns casos, como se fosse possível. Se a sociedade aceitasse não haveria dor. Simples. Então, não tem que se tratar de reversão e sim de apoio e fortalecimento ao individuo para que ele se aceite como é e se defenda de quem o maltrate. Se alguém deveria passar por processo de reversão, deveriam ser os homofóbicos, revertidos para a aceitação as diferenças e de cuidados com a sua própria vida. Por fim, não imagine como deve ser cruel, alguem chegar pra vc, que está mal por ser quem vc é e dissesse que voc~e deveria mudar sua opção sexual, pe ela é a causa do seu sofrimento. Vc conseguiria ser ex-hétero? EU não. Enfim!

    14. Paulo Responder

      Concordo com você, Iria. E digo que é uma agressão ao direito constitucional do cidadão escolher o que é melhor para ele. Se alguém não está satisfeito com a sua estética, ele vai ao cirurgião plástico e faz a sua cirurgia e ninguém ou nenhum CRM questiona os motivos. Se alguém não aceita sua condição e procura ajuda, é direita dela sim. Nenhum profissional arrasta um paciente para seus consultórios a força. E tem mais, se não gastar ou não concordar com o tratamento, tem a liberdade para optar por outro que vá de encontro com as suas expectativas. Se alguém não aceita a sua sexualidade esta em conflito com a sua natureza ( com seu corpo) e precisa de ajuda sim e tem o direito de escolher o que é melhor para si.

      1. Sergio Ramos Responder

        O que leva a pessoa a sofrer com sua sexualidade não é sua orientação, mas sim fatores externos. Ser homossexual pra sociedade, que segue e impõe a heteronormatividade como condição natural excluindo quem destoa da mesma. O psicólogo não ”cura” ninguém, ele apenas orienta o paciente e o ensina a lidar com suas adversidades e as adversidades que o mundo nos impõe. Afinal o que é normal, e o que certo ou errado não é o foco pra psicologia,mas sim o sujeito e suas interações humanas é o foco. Não cabe a psicólogo julgar mas auxiliar o paciente usando conhecimentos científicos próprios da área em auxilio ao paciente. Diferente disso não é psicologia. Falo isso pois faço terapia e tenho amigos psicólogos.

    15. Marcia Nogg Responder

      Nao tratamos a homossexualidade nem a aids por exemplo. Tratamos o sofrimento.

    16. Francisco Ferreira Responder

      Perfeita a sua colocação Iria Barradas! Por pressão da minoria militante autoritária LGBT, estamos vivendo estes tempos de perseguição. Dou todo apoio à Dra Marisa Lobo.

  3. Denis Santana Feitosa Responder

    P/ Iria Barradas: Ela violou diversos princípios do código de ética e rasgou a resolução 01/1999 do Conselho Federal de Psicologia, que estabelece normas de atuação para o psicólogo em relação à questão da orientação sexual.

  4. carolino Augusto Responder

    Ainda bem que há Conselho de Psicologia sério. É certo que Irias barradas pouco sabe ou até nunca tenha feito terapia. Argumento pré constituído de falas prontas. Irias inciste em falar de cura. O psicólogo que não faz micelania sabe ouvir e com as ferramentas da ciência psicológica propicia que ele, o paciente, faça suas escolhas comportamentais sem crise. Não é curar. Pra quem gosta do discurso religioso, não é exorcizar os ” demônios ” mas domestica- los.

  5. vanessa Responder

    Parabéns ao conselho! É muito importante que seja preservada as normas éticas da profissão. Todo mundo tem direito de ter uma religião e acreditar no que quiser, mas é necessário fazer a diferenciação entre a religião e a Psicologia enquanto ciência profissão.

  6. Hoheckell Responder

    A Psicologia deve seguir preceitos científicos não é isso?
    Então, usem o método científico para verificar.
    Vão continuar se pautando no senso comum para chegar ao veredicto? Sepulcros caiados!

  7. Claiton da Silva Lima Responder

    Percebemos nesse nosso país que quando uma ala de interesseiros, que em nome da laicidade, ética profissional… que palavras lindas não é? Querem alguma coisa faz de tudo para conseguir. Revelam seu caráter ante cristo. O fim está próximo! Sinceramente, fico pensando que LAICIDADE é essa que não dá o direito de alguém acompanhar um outro alguém que o procura dizendo querer ajuda, só porque o profissional é dessa ou daquela crença. Assim como a pessoa tem o direito e a liberdade de ser Homossexual ou qualquer outra coisa, a mesma deveria ser respeitada tendo o direito e a liberdade de refazer ou mudar conceitos sejam quais forem. Estamos começando a viver um caos que se instalará com grande veemência e ai… segura que será chumbo grosso. Aguenta bando de demagogos. Libertinos “éticos”. Revejam seus conceitos. Quem é mesmo fundamentalista e preconceituoso nessa história toda?

  8. Ana Carol Responder

    A Associação de Psicologia Espírita está claramente enviesada por esta religião. Não entendo como não é alvo de investigação pelo conselho do RJ. Não é à toa que a Marisa Lobo tenha se sentido perseguida porque foi alguem que viu uma psicologa; cristã militante política e ainda com visibilidade por dar palestras e entrevistas que estava sendo contra o Kit Gay. Então ela foi defender seus principios cristaos como cidadã. Olha existe uma associação que se denominam “psicólogos cristãos” apenas para frisar que titulações pessoais e não profissionais, pois alegam que não usam religião no consultorio, mas mesmo assim. Eles quiseram dar a visibilidade ao termo cristão e são varios no Brasil. Daí se algum deles, manifestassem alguma coisa como cidadãos que fosse a respeito da cultura LGBTT, então seriam perseguidos, alguém iria fuçar suas vidas para ver se há alguma incoerencia. Foram logo tachando ela de coisas das quais ela já havia se explicado nos pontos polemicos: não curar ninguem, não defender cura, não usar religiao no consultorio. As unicas coisas que ela assume são sua crença numa ex-identidade gay e o fato de titular-se como “psicologa cristã”. Ora, como eu disse, existe o Corpo de Psicologos e Psiquiatras Cristãos que se denominam assim na internet, mas alertam que nao usam da religiao no cosultorio. A Marisa Lobo afirma a mesma coisa, mas está sendo julgada.

  9. Carolina Responder

    Primeiramente a ciência não é separada fé, é somente ler um pouco e encontrarão fatos históricos do avanço científico realizados por monges e padres, fora a necessidade da ciência na comprovação de milagres. De fato a atração homossexual não é uma doença, mas sim seus atos são desordenados em relação a lei natural. E por acaso todos que procuram um psicólogo são doentes? Podem também buscar um equilíbrio, direcionamento, conselhos. O comportamento homossexual fecha o ato sexual ao dom da vida, não é algo natural para o qual fomos criados, por isso, muitos se sentem infelizes e procuram algum tipo de ajuda. As pessoas pensam que Deus nos faz de marionetes, muito pelo contrário, Ele nos dá o direito de escolha, mas quem escolhe o que Ele nos oferece encontra a verdadeira liberdade e o caminho para a felicidade. Eu desconheço um casal gay que tenha feito “bodas de ouro”!

    1. Sergio Ramos Responder

      Carolina você usa de sua experiência pessoal pra falar de algo que é mais amplo e complexo. O que é natural, e o que limita a vida? Usar o senso comum é o primeiro passo pra não entendimento do papel da psicologia. Um psicólogo não pode e nem deve mudar a orientação sexual de ninguém. Isso só aumentaria o sofrimento da pessoa. E vc fala pautada na religião e confunde as coisas ao situar a realização da ciência quando realizada por monges. É fato que em dado momento houve a separação entre ciência e fé…quando foi que vc não se ligou nisso?

  10. Adenilson Corrêa de Campos Responder

    É estranho falar da Psicologia como uma ciência como a medicina por exemplo. Todos sabemos que há várias correntes e abordagens dentro da Psicologia, até mesmo, discordâncias em certos pontos. Ora, Iung diverge de Freud, assim como a logoterapia de Victor Frankl da psicanálise, etc. A psicologia tem um aspecto filosófico inquestionável, tanto é verdade, que escolhemos um psicólogo a partir de suas convicções de sentido de vida! Um cristão normalmente sofre a tentativa de desconstrução por parte de um freudiano de seus valores e o que mais se vê são pessoas ainda mais perdidas e doentes quando violentadas em seus valores essenciais. Não sou psicólogo, sou padre, mas acho que cometeram uma injustiça contra a Marisa Lobo!

    1. Sergio Ramos Responder

      Nota-se que vc não é psicólogo, confunde psicanálise com psicologia….
      Psicanálise é um escola autônoma a psicologia. São abordagens diferentes. E sim, ela é uma ciência bem como a psicanálise é ciência também. É fato que a dimensão filosófica existe na psicologia. Isso, é fato. Mas, o que Marisa Lobo fazia não era ciência mas lavagem cerebral, charlatanismo. Sua cassação não tem a ver com o fato dela ser religiosa, mas sim ser antiética.

  11. Rodrigo Responder

    Como se o instinto natural de ser pai ou mãe nunca fosse gerar nenhuma angustia dentro do ser humano. Apesar das pessoas homossexuais terem prazer em suas relações acredito que PODEM sentir falta de algo que os completa. E não somente por serem discriminados. A vontade de passar os genes e perpetuar-se como carga genética nos seus descendentes, condição intrínseca dos seres vivos, pode gerar uma angústia que nenhum prazer sexual pode compensar. E isso só é possível com pessoas de gêneros diferentes.
    O problema da sociedade é essa sexualidade aflorada em detrimento de se pensar no bem comum. Falo também das relações hétero que estão cada vez mais destrutivas. Em busca de prazer se esquecem que existe outra pessoa. Ela vira apenas um instrumento.
    Eu posso muito bem amar uma pessoa do mesmo gênero, mas nem por isso preciso me envolver sexualmente com ela.
    Parem e pensem! Compramos uma ideia de que tudo é sexo. Nem tudo é sexo. Somos seres racionais. Eu acho.

  12. Carolina Responder

    Primeiramente a ciência nunca esteve separada da fé, é somente lermos um pouco para nos informarmos da contribuição de monges e padres para o meio científico, sem falar da necessidade da ciência na comprovação de milagres. De fato, a inclinação homossexual não é uma doença, mas sim seus atos são desordenados em relação a lei natural, onde o ato sexual fecha à possibilidade do dom da vida. E por acaso as pessoas só procuram o psicólogo quando estão doentes, podem sim buscar orientação, conselhos, equilíbrio… O fato é que este comportamento não foi o quisto por Deus, mas sim a relação natural entre homem e mulher. As pessoas pensam que Deus nos faz de marionetes, mas ao contrário, nos oferece o livre arbítrio e é Nele que encontramos a verdadeira liberdade que nos encaminha à felicidade. Essas pessoas em um determinado momento da vida percebem que não são felizes com sua opção de vida e buscam esse tipo de ajuda. Eu, sinceramente, não conheço nenhum casal homossexual que tenha completado bodas de ouro!

  13. Rodrigo Responder

    Existe mujito equivoco nessa discussão.
    Nunca lí nada de um grande teórico da psicologia que diga que essa ciência seria absolutamente exata, como a Matemática. Na boa, esses tais especialistas aí, acho que se importam mais com seu diploma do que com o conhecimento da área.
    Psicologia cristã nunca foi motivo de tabu, o proibição antes. Existe uma imensidão de trabalhos academicos com essa llinha de pensamento. Hoje, inclusive, é tida como uma categoria filosófica, uma escola, dentro da psicologia. E é preciso saber que Cristianismo em sí não é religião, mas uma filosofia. Por sua vez, são exemplos de religiões de fundamento cristão, o catolicismo e protestantismo., por exemplo.
    E o codigo de ética da psicologia deixa claroque o profissional não deve INDUZIR seu pacinte, no exerciico de sua profissão. Portanto, nunca houve prova de a Marisa Lobo houvera induzido algum paciente, no seu exercicio da clinica. Até hoveram, inclusive, diversos apoios de pacientes seus, manifestando-se ´publicamente em sua defesa – mas o conselho de psicologia não levou em consideração.
    Obs.: atuação profissional é o ato de clinicar – participar de programas de TV, escrever livros de psicologia cristã, ou expréssar pensamentos em redes sociais, são outros assuntos.
    Todo e quaqluer profisional, seja lá de qual área de atuação, tem o direito de manisfestar sua crença, publicamente.
    Está havendo uma perseguição terrível contra essa mulher. É muito triste.

    1. Rodrigo Xavier Responder

      Acontece que ela está abrindo as pessoas que elas não precisam ser como a mídia induz. Essa sim induz as pessoas a serem aquilo que elas não são. Induzem pensamentos e atitudes condicionadas.
      Acho que o que estão fazendo com essa psicóloga é desumano. A rotularam de cura gay e lançam isso o tempo todo.
      Jesus também sofreu perseguição implacável do sistema. Algo no seu pensamento incomodava o sistema e ele tende a eliminar essas pessoas.

      1. Beto Daniel Responder

        Deixem de vitimizações por favor. Chega desse mimimi.

        Não é a ”mídia” que forma a sexualidade humana, mas a própria natureza. Gays existem desde que há humanidade, muito antes do ”sistema” que você se refere existir.

        Marisa foi desumana em seu discurso de patologização e estigmatização de homossexuais. Desejava um retrocesso. Foi antiética, anticientífica e fanática. E foi cassada por isso. Simples assim!

        O Projeto pretendia derrubar a decisão do CFP = permitir ”tratamentos” para reverter a sexualidade = curar homossexualidade = CURA GAY. Qual parte você não entendeu e que mal ”rotulada

        E não existe ”psicologia cristã” como escola dentro da Psicologia! Há a linha comportamental, a fenomenologia e a psicanálise. E todas consideram a homossexualidade variante normal da sexualidade e uma orientação sexual não reversível. Não venham com seus dogmas e crenças religiosas procurarem apoio e validação na ciência. O resultado é esse: passarem vergonha.

        Marisa, eles são ótimos psicólogos. Péssima é você, que não soube gerir sua carreira e foi cassada. ”Todos menos eu”? Cai na real, nem psicóloga você é mais…

        1. Rodrigo Xavier Responder

          Caro Beto,
          Mais forte do que qualquer inclinação sexual homossexual está o instinto de procriar e perpetuar seus genes para as próximas gerações. TODOS os animais se matam para isso.
          Repito, o homem pode conter uma OPÇÂO homo, mas em algum momento da vida ele PODE se sentir angustiado por não ter esse instinto natural inato de qualquer animal terrestre satisfeito. Como em todas as espécies animais ele precisa saber como conseguir uma fêmea. Nem tudo é um prazer estimulado sensorialmente. O Ser Humano precisa de algo muito maior que estimular o pênis, anos, mamilo, orelha… o que for. Procriar e completar o sentindo da existência humana.
          E isso, amigão, somente em uma relação hétero se pode conseguir, felizmente ou infelizmente!!!
          Somos tão complexos que nossos herdeiros precisam de um tempo que nenhuma outra espécie necessita para se formar completamente. Então, os genitores precisam se doar bastante para que essa pessoa formada não se perca e continue a passar a carga genética.
          Se é para falar de ciência, não há nada tão forte em qualquer espécie viva no mundo que seja maior que essa necessidade. Por mais racionais que sejamos, em um momento da vida esse vazio pode bater independentemente da quantidade de prazer que esse mundo pode oferecer.
          E quanto a influência midiática, nem vou perder meu tempo te contrapondo. Para tudo ela influência. É claro que não é causa exclusiva, mas tem muita importância. Porque comemos McDonald’s? Deve ser porque é a melhor coisa para nossa vida!!!

          1. Lucas

            Amigo, esse estado de natureza idílico que invoca como argumento nunca existiu historicamente. Somos serem em cultura, e em cultura você pode transar com o bumbum em um dia, procriar em outro e o que mais for. Esse determinismo é fruto de uma leitura rasa e enviesada da seleção natural – que acaba ficando com mais cara de antigo testamento do que teoria científica. Abração procê

  14. Marisa Lobo Responder

    No meu processo não existe condenação por #CuraGay. Eu provei com testemunhas .pacientes gays que me defenderam.Vocês são cruéis ,péssimos psicologos,porque estão batendo ,me acusando de curar gay.A acusação é religiosa nas minhas manifestações sociais.Vcs terão uma surpresa quando eu revelar o conteúdo …do meu processo..Gente má..induzida pela mídia..e essa psicóloga teve acesso ao meu processo para falar tanta besteira? Me acusar..que tipo de psicólogo faz isso? Todos menos eu.

    1. Beto Daniel Responder

      Pobrezinha!!

      ”Para a Psicologia brasileira a cassação de Marisa Lobo é exemplar e necessária. Ela violou diversos princípios do código de ética e rasgou a resolução 01/1999 do Conselho Federal de Psicologia, que estabelece normas de atuação para o psicólogo em relação à questão da orientação sexual. Na minha opinião, muito mais interessada em ser psicóloga, ela deseja ser deputada e encontrou na controversa terapia de reversão de sexualidade, o mote ideal para conseguir notoriedade pública dentro do seu segmento religioso. Adota o discurso de perseguida por manifestar sua crença religiosa e esconde convenientemente os reais motivos que a levaram a ser cassada.”

    2. Daniel Couto Vale Responder

      Marisa Lobo, você rasgou a resolução 01/1999 porque você considerava que as suas práticas clínicas poderiam ser enquadradas em um dos parágrafos. Você parabenizou o Marco Feliciano hoje por afirmar que “ninguém nasce gay” e defender que a sexualidade é causada por um meio “não-cristão” e, por isso, reversível por meio da fé. Além disso, você diz praticar “psicologia cristã” no Twitter. Isso é o que eu acabei de encontrar na Internet veiculado por você mesma. Se você acredita que está sendo mal entendida, eu lhe informo que o que os outros entendem nos próprios textos que você mesma veicula nos meios de comunicação (mídia) é provavelmente o mesmo que os jornalistas e os psicólogos acima veiculam ter entendido pelos meios e comunicação. Essa comparação entre o que você disse e o que foi entendido poderia servir como uma dica para que você controle o conteúdo que você compartilha nos meios de comunicação e para que você tenha como objetivo que o que seja entendido seja aquilo que você realmente quer comunicar. Eu posso te garantir que o entendimento dos repórteres e dos psicólogos acima sobre os seus textos não é muito diferente do meu mesmo que eu deseje que você não seja mal entendida. :-)

  15. will Responder

    quer dizer q c eu não estiver satisfeito em ser humano e querer ser um tigre de bengala posso procurar um psicólogo e mudar isso?

  16. Dennys Pereira Responder

    Nada é impossível para Deus.
    Se credes verás a Glória de Deus.

  17. anderson Responder

    Eu percebo que aqueles que afirmam não ser possível a mudança de orientação sexual, desconhecem o tema. Não é somente a pressão da sociedade que faz o indivíduo se sentir mal com relação a sua opção sexual. Trata-se, muitas vezes, de um indivíduo que não deseja ser homosexual, mas seus desejos, muitas vezes fomentados por um trauma passado, o impelem a sentimentos por pessoas do mesmo sexo.
    Não estou tratando de todos os casos, mas de uma parte dos homosexuais que são impedidos cientificamente de procurar ajuda. Pois, se for a um psicólogo, será orientado a aceitar seus impulsos em detrimento de sua razão. Longe de mim querer comparar o homosexualismo à doenças de ordem psicológicas. Mas faço a seguinte pergunta: Se um grupo de pessoas favoráveis ao suicídio, a pedofilia, ou a relação sexual com animais, entenderem que isso é algo natural, e que o psicólogo não tem o direito de influenciar na decisão do indivíduo, e conseguirem alterar alguma lei ou o código de ética, então serei obrigado a orientá-lo a aceitar tais impulsos, desprezando a consciência? Devo eu ajudá-los a não se sentirem culpados devido a pressão da sociedade? Isso não é ciência, mas política.
    Um homosexual decidido a mudar sua orientação sexual tem o direito de procurar ajuda científica ao invés de encontrar ajuda apenas numa igreja.
    Por que a ciência não investiga os muitos homosexuais que mudaram sua opção sexual e hoje, casados e com filhos, são felizes? Isso tudo me parece uma imposição de um grupo de homosexuais que tem a ambição de crescer o seu número de filiados. Não é tão diferente das religiões.
    Qualquer homosexual tem o direito de ser “curado” se assim desejar. E não é obrigado a aceitar seus impulsos como desejam os líderes do movimento. Precisamos repensar o conceito de que homosexualismo não é doença, e pesquisar empiricamente os muitos casos de pessoas que se libertaram deses desejos, respeitando é claro, a posição daqueles que não desejam tal cura.

    1. Marcelo Responder

      Homossexualidade não é opção e não é doença e por isso não existe cura. E o que a Psicologia não quer é que o Psicologo engane o paciente.

    2. Escritora Responder

      Pare de ler Silas Malafaia, por favor.

  18. souza Responder

    Opiniões pessoais se alguém chega em consultório psiquiátrico em pôr algum tipo de insatisfação e o psiquiatra tem de tentar ajuda lo a resolver se for porque dezejeja mudar de opinião sexual ou qualquer outra situação só interessa ao psicologo e seu paciente pois acredito que psicolo não irá pegar ninguém pelo braço devemos parar com essa coisa de polemizar tudo sei que o negro e o homossexual sofre preconceito mas o pobre sofre muito mais e se for negro pobre e homossexual já sabe

  19. A Profetisa Responder

    Gostaria que todos os defensores da psicologia cristã meditassem nesse texto: http://andreafreitas.wordpress.com/category/o-fracasso-da-psicologia-crista/

  20. Israel Neto Responder

    foi um favor ao povo brasileiro. Obrigado CRP/PR e que continue assim, exigindo a ético de seus profissionais

  21. Marcelo Responder

    Até que enfim ela foi cassada e demorou demais, ela estava agindo ilegalmente e prejudicando os Homossexuais e misturando Psicologia com religião, e isso é errado. Os evangélicos discriminam os Homossexuais e quando isso vai ter um fim.

  22. christian gomes de lanes Responder

    deixa eu ver se entendi. Um pessoa pode procurar um pedreiro pra trocar a pia de casa para um lugar que a trará mais satisfação, porém, não pode procurar um psicólogo para ajudar em uma questão sexual para lhe trazer satisfação? é um as avessas?

  23. neves Responder

    os crentes nao precisa dos gays para se elege ou ganhar fama, pois o nosso tesouro esta no ceu,ja os homossexuais precisa de Deus para se liberta daquele mal


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