A Ucrânia escolhe o “rei do chocolate” como presidente

Os ucranianos também foram às urnas neste domingo (25) para eleger seu futuro presidente. No leste do país controlado por separatistas pró-Rússia, muitos centros eleitorais ficaram fechados

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Os ucranianos também foram às urnas neste domingo (25) para eleger seu futuro presidente. No leste do país controlado por separatistas pró-Rússia, muitos centros eleitorais ficaram fechados

Por Redação

O magnata Petro Poroshenko, foi dado como vencedor logo no primeiro turno da eleição presidencial na Ucrânia, com quase 56% dos votos, segundo pesquisa de boca de urna, mas os resultados finais só vão ser anunciados nessa segunda-feira (26).

O quase certo novo presidente é um pró-ocidental declarado e está entre os 10 mais ricos do país (1,6 bihão de dólares, segundo a Forbes). É conhecido como o “Rei do Chocolate” e também é o dono do 5 Kanal TV, o mais popular canal de notícias do país.

O bilionário afirmou que continuará com a ofensiva militar na região leste da Ucrânia contra os separatistas, mas de forma mais “eficiente”. Mesmo assim, Moscou já manifestou que está “disposta a dialogar” com o novo chefe de Estado.

No entanto, Poroshenko afirma que não negociará com rebeldes pró-Rússia que combatem as tropas governamentais nas regiões de Donetsk e Lugansk, no leste do país. “Aqueles que não desejam entregar as armas são terroristas e não se negocia com terroristas”, disse ele.

Ironicamente, Poroshenko vem da região de Odessa, no sul da Ucrânia, onde uma das maiores atrocidades da crise do país foi cometida pelos pró-ocidentais: o incêndio na Casa do Sindicato, onde mais de 40 pessoas foram mortas. Em Odessa, a maioria da população fala russo, mas sua grande força política é a região central de Vinnytsya, onde o presidente virtualmente eleito começou sua carreira empresarial.

O “rei do chocolate” já havia sido eleito várias vezes ao parlamento ucraniano, atuando em ambos os campos políticos do país: tanto pró-Ocidente, quanto pró-Rússia, e também chegou a ser ministro das relações exteriores entre 2009 e 2010. Por isso, afirma ter bom relacionamento com Moscou.



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