Massacre misógino na Califórnia

“Vocês vão finalmente ver que eu sou o verdadeiro cara superior, o verdadeiro macho alfa”, disse em manifesto Elliot Rodger, que matou seis pessoas

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“Vocês vão finalmente ver que eu sou o verdadeiro cara superior, o verdadeiro macho alfa”, disse em manifesto Elliot Rodger, que matou seis pessoas

Por Redação

Seis pessoas morreram na sexta-feira (23) vítimas de Elliot Rodger, de 22 anos. O massacre aconteceu na Universidade de Santa Barbara, na Califórnia. O assassino, filho de Peter Rodger, assistente de direção dos filmes Jogos Vorazes, esfaqueou três colegas de quarto, atirou contra duas mulheres no campus da instituição e alvejou pessoas aleatoriamente na rua.

Após uma troca de tiros com a polícia, Elliot foi encontrado morto em sua BMW com uma pistola automática. A polícia ainda não sabe se sua morte foi consequência do tiroteio ou de suicídio. Além das seis pessoas assassinadas, outras sete ficaram feridas.

A mídia, no entanto, pouco comenta o caráter misógino do massacre. Em vídeo publicado no Youtube, Elliot Rodger deixa claro que faria uma “retribuição” às mulheres por ainda ser virgem. “Vou dar a vocês o que vocês merecem por terem me rejeitado e se dado para outros homens. E aos homens por terem uma vida melhor que a minha”, premeditou. “Vou massacrar cada vagabunda loira, mimada e metida que via lá dentro, e todas essas garotas que eu tanto desejei e que me rejeitaram e me olharam com desprezo, como se eu fosse um homem inferior.”.

Em um manifesto escrito, o assassino declara: “Mulheres são como uma praga. Elas não merecem ter qualquer direito. Sua maldade deve ser contida para prevenir gerações futuras da sua degeneração. Mulheres são animais malditos e bárbaros, e precisam ser tratadas como tais”.

A misoginia não é um fator raro para esse tipo de assassinato em massa. Em abril de 2011, o Brasil foi cenário de um ataque desse tipo. Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, entrou na escola onde tinha sido aluno, no bairro de Realengo no Rio de Janeiro, e matou dez meninas e dois meninos.  Um aluno sobrevivente chegou a relatar: “Tiros nos meninos era só pra assustar. Ele matava as meninas com tiros na cabeça”.

(Foto de capa: Reprodução/Youtube)



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2 comments

  1. Ian Gil Responder

    Por que em vez de encarar esses casos tristes com histeria e “mimimi” de machismo, vocês não são um pouco mais científicos e começam a pensar nisso como um problema de saúde pública? (A necessidade de prestar apoio às pessoas que sofrem rejeições e, logo vocês, tão feministas, repensar os padrões de gosto femininos, tipicamente machistas)

    1. G Responder

      Pq se vc não percebeu, esses casos são sempre de homens matando mulheres. Pq se vc usar a ciência (e eu sei do que estou falando pois pesquiso pra uma das melhores universidades do mundo) vai ficar mais óbvio ainda que isso é um típico femicídio, e pq a rejeição dele vem do próprio machismo. Que mulher quer ficar com um otário desses que declaradanmento nos odeia??


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