Mais de 90% dos participantes do Bolsa Família cumpriram frequência escolar

Acompanhamento dos estudantes beneficiários do programa revelou que o aproveitamento e frequência escolar segue em ascendência desde 2008

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Acompanhamento dos estudantes beneficiários do programa revelou que o aproveitamento e frequência escolar segue em ascendência desde 2008

Por Redação

O Programa Bolsa Família, do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), acompanhou entre os meses de fevereiro e março 15,2 milhões de crianças e jovens com idade entre 6 e 17 anos e constatou que 14,7 milhões frequentaram o mínimo de aulas, o que significa uma representação de 96,8% do universo monitorado. O acompanhamento faz parte do Sistema Presença, do Ministério da Educação (MEC), que registra a presença dos beneficiários nas salas de aula.

De acordo com Juliana Agatte, assessora de Condicionalidades do MDS, os números são satisfatórios.  “O resultado foi positivo. Especialmente por ser relativo ao primeiro bimestre. Esse percentual foi o segundo melhor da trajetória histórica, considerando os meses de fevereiro e março, no período de 2008 a 2014”, disse Agatte.

Ainda de acordo com Agatte, os beneficiários do programa possuem as maiores taxas de aprovação e as menores de abandono, principalmente na região do nordeste. A assessora acredita que tal resultado deve-se “em grande parte ao empenho das gestões estaduais e municipais nesse acompanhamento das condicionalidades”.

O Censo Escolar da Educação Básica de 201 revela que no Ensino Médio os beneficiários do Bolsa Família possuem uma taxa de 79,9% de aprovação, enquanto a média nacional é de 75,2%. A taxa de abandono entre os estudantes do programa é de 7,1% e a nacional é de 10,8%. No Ensino Fundamental, a taxa de aprovação entre os beneficiários segue curva crescente: 80,5% em 2008 e, 83,9% em 2011. A taxa de abandono, em 2011, foi de 2,9% entre os beneficiários, enquanto a média nacional era de 3,2%.

A permanência dos filhos entre 6 e 17 ano na escola é cláusula condicionante para que as famílias recebam o Bolsa Família. Além disso, é necessário que os estudantes de 6 a 15 anos tenham uma frequência mensal mínima de 85% da carga horária. Alunos com 16 e 17 anos devem comparecer em 75% das aulas, no mínimo.

Juliana Agatte explica que a condicionalidade da educação objetiva a inclusão e a permanência na escola e que, quando se observa que o estudante apresenta baixa frequência, assistentes sociais entram em ação para “descobrir a causa que impediu o beneficiário de conseguir a frequência mínima”.

 Aqui você pode conferir o Acompanhamento de Condicionamento referente a março e fevereiro deste ano.

Foto: Pragmatismo Político



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9 comments

  1. Junior Responder

    O problema é os só se importam de mandar o filho pra escola mas não se lembra de acompanhá-lo para saber sobre o rendimento comportamento desse aluno.

    1. Roberto Responder

      Caro Jr., a maioria destas crianças, quando atingem a sexta série, já estão a anos luz da educação que os pais receberam durante a vida. Portanto o fato deles se “importarem” em mandar as crianças para a escola já é o bastante.

    2. Eduardo Responder

      Sempre inventando histórias e excessões pra achar “furos” em um sistema. A culpa é dos outros, né? Que patético.

  2. Wellington Responder

    Sou professor da rede pública estadual de MG e estou constantemente lidando com alunos de famílias auxiliadas pelo Bolsa Família. E posso dizer que, na maioria dos casos, mostram-se apáticos e desinteressados para com os afazeres escolares, pois o que está ali é a “galinha dos ovos de ouro” dessas famílias. É preciso repensar esse incentivo, e entendam isso como uma crítica construtiva. Claro, são vários aqueles que saíram da linha de pobreza. Mas é preciso entender o que está acontecendo no âmbito particular desses beneficiados. Pois estamos criando uma geração acrítica, consumista e sem nenhuma perspectiva de mudança pessoal ou coletiva. E certos atitudes ditas “assistenciais” podem estar contribuindo para um fenômeno que é sintomático em nossos tempos: política que despolitiza e famílias que exploram.

    1. Henrique Pereira de Carvalho Responder

      Sera que o desinteresse destes alunos não esta mais relacionado a didática do professor nãos estar adequada a eles?? Eu quando criança dentro de uma sala de aula se o professor não soubesse passar o tema de forma que eu compreendesse eu ficava frustrado e depois de um tempo perdia fé que poderia aprender algo (achava que não era capaz,hoje sei que era a didática aplicada ) sobre aquela matéria, olha que eu queria aprender. Só depois de adolescente que consegui aprender muitas coisas que meus professores não conseguiram ( corri atrás) acho que criança é criança nós é que temos que correr atrás para ver como ajuda-las a resolver certas questões, criamos justificativas para situações que não soubemos resolver naquele momento mas ELAS NÃO SÃO AS CULPADAS ;)

  3. Marcelo Responder

    Qual o método de pesquisa utilizado?quais cursos?
    quais lugares especificamente??
    A taxa de APROVAÇÃO não é um bom medidor, uma vez que a qualidade de ensino é extremamente duvidosa.
    A taxa alta de aprovação não indica que estas pessoas estão se qualificando, estão se desenvolvendo.

  4. Tulipa Mag Responder

    Os coxinhas ficam loucos com programas sociais assim!… Queria ver se cada um que fosse contra aceitasse o desafio de viver como os excluídos viveram até surgir esses programas sociais do PT!…

  5. vera almeida Responder

    Não acredito nessa estatística bsat visitar as escolas e ê a frequência e o nível dos nossos alunos me engana que eu gosto.


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