Bilionário reconhece contribuição para a derrubada de ex-presidente da Ucrânia

George Soros já era conhecido por sua participação no financiamento de "ativistas" no leste europeu e ex-repúblicas soviéticas

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George Soros já era conhecido por sua participação no financiamento de “ativistas” no leste europeu e ex-repúblicas soviéticas

Por Vinicius Gomes

Foi noticiado nesta quarta (28) que o bilionário húngaro-americano George Soros reconheceu que teve participação na destituição do presidente ucraniano Viktor Yanukovich, na última semana de fevereiro. “Criei uma fundação na Ucrânia antes que se se tornasse independente da Rússia [1989]. E essa fundação tem funcionado desde então e teve um papel importante nos acontecimentos atuais”, declarou.

Se todos até então desconfiavam da participação ativa dos EUA no golpe de Estado na Ucrânia, a frase – dita com certo orgulho – de Soros encerra o assunto. No entanto, isso não veio com surpresa alguma para o próprio partido de Yanukovich, o Partido das Regiões.

Em 2011, o chefe parlamentar do partido, Aleksandr Yefremov, afirmou já possuir informações que o bilionário estava financiando certos grupos para derrubar as autoridades políticas da Ucrânia. “Até tenho informação que Soros está alocando fundos a fim de preparar que certo grupo de jovens rapazes aqui na Ucrânia possam lançar projetos baseados em exemplos da África do Norte”, disse ele.

Este “grupo de jovens rapazes” seriam os notórios neonazistas do Setor Direita que, junto do partido de extrema-direita Svoboda e outros grupos neofascistas, ajudaram a derrubar o governo em Kiev. Quanto aos “exemplos da África do Norte”, a insinuação era de que George Soros já estava ativamente envolvido em criar um cenário como o da Líbia – quando a Otan apoiou “rebeldes” (leia-se mercenários) para derrubar o governo do coronel Muammar al-Qaddafi – recolhendo os espólios de guerra, como o petróleo, e deixando o país em um estado de caos e guerra civil.

A Fundação Internacional da Renascença (IRF, sigla em inglês), segundo Soros, “fez mais do que qualquer outra organização para a transformação da democracia na Ucrânia”. Segundo o sítio Infowars, desde os últimos anos da Guerra Fria, o bilionário passou a investir em organizações não-governamentais em países do leste europeu e depois em ex-repúblicas soviéticas.



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