O perigo da propaganda heterossexual ou Ninguém nasce hétero

Em texto publicado pela revista Veja, autor defende a tese eugenista de que a homossexualidade não existe e que há uma "perigosa propaganda" pró-LGBT

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Em texto publicado pela revista ‘Veja’, autor defende a tese eugenista de que a homossexualidade não existe e que há uma ‘perigosa propaganda’ pró-LGBT

Por Marcelo Hailer 

Diariamente quando abrimos o jornal, acessamos a rede, ligamos a televisão somos inundados por uma propaganda opressora do estilo de vida heterossexual; somos levados a crer que viemos a este mundo para reproduzir, ter filhos, comprar casa e ir à missa. Pior, querem nos fazer descer goela abaixo que as pessoas nascem com tal orientação sexual e, mais obsceno ainda, denúncias dão conta de que grupos políticos ligados à educação estão aplicando pedagogias do heterossexualismo, querem doutrinar as crianças e jovens para tal estilo de vida nefanda. Ou seja, vivemos um verdadeiro heteroterrorismo…

Esta introdução serve apenas para ilustrar o quão pífias são as “críticas” que seguem o mesmo roteiro utilizado acima, só que para atacar as pessoas LGBT e os grupos políticos e midiáticos que têm se posicionado favoravelmente aos direitos civis dos grupos que não seguem a orientação hegemônica. E não surpreende que o último texto a se utilizar de tal retórica de cunho higienista tenha vindo da revista semanal ‘Veja’, por meio de seu colunista Felipe Moura, sob o título “Ninguém nasce gay, nem sai do armário; Os perigos da propaganda homossexual na mídia conservadora”, que na verdade trata-se de uma tradução de um texto escrito por Stephen Baldwin, que desfere ataques, principalmente, contra o canal Fox.

Mapear o gene gay?

O texto que o articulista da “Veja” utiliza para atacar os parcos direitos civis e espaço midiático conquistados pela comunidade é todo construído em argumentos que poderiam muito bem estar na boca do pastor Silas Malafaia: há uma revolução gay em curso que visa corromper a sociedade para os seus valores subversivos. Chega a ser patético, quando o autor comenta uma pesquisa feita por Dr. Francis Collins, chefe do Projeto Genona Humano, que reuniu mais de 150 “dos maiores” geneticistas para encontrar – pasmem – o gene gay.

Esta teoria foi derrubada há mais de 50 anos por Simone de Beauvoir, em seu monumental “O segundo sexo”, mas há outros autores, contemporâneos, que também já desconstruíram a tese do “gene gay”, por exemplo, a filósofa Beatriz Preciado, que é categórica ao afirmar que as intenções de se localizar um gene gay não são mais do que instrumentos de poder para patologizar os corpos dissidentes. Ou, ainda, podemos retomar Michel Foucault, de quem Preciado é continuadora, ao estabelecer uma bio-história dos corpos, ou seja, a medicina e ciência da genética enquanto mecanismos normatizadores dos corpos. Ou seja, a carta genética mapeada em busca de uma “origem” dessa ou daquela orientação sexual nada mais é do que a busca pela legitimação do sexismo e da homofobia.

Ninguém sai do armário?

Em momento de precariedade argumentativa, o autor afirma que “ninguém sai do armário”, mas que apenas assume práticas momentâneas de homossexualidade e que (sem citar fonte alguma) mais da metade dessas pessoas volta pra heterossexualidade. Neste momento o autor comete um erro crasso ao definir o ato político de “sair do armário” com um ato exclusivo dos LGBT. Mais uma vez, Stephen Baldwin se revela altamente desatualizado no que diz respeito a conceito teóricos.

Em 1993, a pesquisadora norte-americana Eve Kosofsky Sedgwick ampliou o conceito de “saída do armário”, a saber: Sedgwick amplia o conceito e o aplica não apenas à assunção de identidades sexuais, mas também a outros sujeitos marginalizados social e politicamente: judeus, ciganos, usuários de drogas, imigrantes. Pois, tais sujeitos carregam em seus corpos marcas historicamente marginalizadas e alijadas da sociedade. Portanto, o ato de sair do armário não consiste apenas em dizer “eu sou”, mas sim uma ação política e cotidiana de assumir uma identidade fora da economia hegemônica.

Baldwin argui ainda que o estilo de vida das LGBT é “artificial” e que é causado pelo “ambiente”. E a heterossexualidade é um programa pronto que nasce encaixado em nossa subjetividade? Mas não interessa aqui fazer um debate dicotômico, até porque as sexualidades não o são. Limitá-las ao fator natural ou social é pobreza dialética e nisso o texto traduzido pelo articulista da revista em questão é rico.

Além de toda essa argumentação essencialista utilizada pelo autor norte-americano, espanta que o colunista do semanário liberal tenha ido buscar um texto estrangeiro para ratificar a sua opinião pessoal a respeito dos avanços políticos da comunidade LGBT. Devemos entender, então, que o colunista, ao replicar o referido artigo, acha ruim que políticas públicas às LGBTs sejam aplicadas? Compartilha do sentimento de que, fora da esfera da heterossexualidade, são todos doentes? E considera uma ameaça que as telenovelas tenham, sucessivamente, abordado a questão das sexualidades dissidentes?

Bem-vindo ao século XXI!



No artigo

27 comments

  1. milena Responder

    Como o famigerado artigo das cabras este parece tambem ter sido publicado por encomenda, com “ideias “tao identicas de fundamentalistas endinheirados que parece que caimos de para -quedas em seus sites e postagens malucas..As ideias e argumentos do “artigo”sao ridiculos, faz rir o mais sisudo leitor desse lixo panfletario fascista.Lembrando, esse tal Felipe postou certa vez no blog dele uma reclamaçao, “exigindo” seu “direito ” a ser preconceituoso.Vermezinho que chafurda no chiqueiro imoral dessa revista,vergonha para o jornalismo.

    1. Lucas Responder

      Por um momento pensei que se referia a revista fórum.

    2. aline Responder

      E ridículo,as pessoas procuram explicações sobre coisas inexplicáveis,coragem,viver em uma sociedade,onde n se respeita o próximo,cm suas “diferenças”..

  2. Karen Responder

    Eu tambem senti um cheiro de Malafaia naquela conversa pobre de gene gay. Mas eu acho sem pe nem cabeca essa discussao a cerca da natureza biologica ou nao da homossexualidade. Se toda a ciencia conseguisse provar que se trata sim de um comporta,ento, de uma escolha deliberada, ainda assim as pessoas de “comportamento gay deveriam ser integradas na sociedade com dignidade, igualdade e justica. Mesmo que fosse um comportamento, e eu nao estou dizendo que seja, ainda assim esse grupo de pessoas deveriam ter o direito de viver como queiram, de agir como queiram, direito de ser. Soh uma sociedade opressora se dobraria em negar esses direitos preocupada com a perda de sua hegemonia ideologica. Fiquei passada com a coragem do cara de postar uma bosta daquela, depois fiquei loka quando vi os comentarios. Tem muito odio preso no armario da nossa sociedade aguardando ansiosamente o momento mais oportuno pra se assumir.

    1. João Moraes Responder

      Exaaaato, Karen, parabéns pelo comentário. Eu me preocupo com quem cai nessa conversa de ‘não existe gene gay’, ‘homossexualidade é comportamento’, ‘ninguém nasce gay’… E DAÍ?! Independente de ser natural, escolhido, definido por gene ou qualquer coisa, nós LGBT (eu entro nessa) saímos sim do armário e merecemos nossos direitos! É bom ver gente inteligente nos comentários, a maioria dos artigos só tem ignorantes comentando…

  3. Mário Responder

    O que esperar da “Veja”?
    Mais uma vez a velha história da “ditadura gay”.
    Isso está ficando antigo e velho para uma revista ainda abordar o assunto dessa maneira vergonhosa!

  4. Rodrigo Xavier Responder

    Não se pode discordar do homossexualismo mais. São utilizados argumentos que dizem ser uma questão “inata” e, contraditoriamente, dizem que não é uma característica no DNA. Então não é inata.
    Não tenho nada contra homossexuais. Homossexuais são muito criativos e inteligentes, tirando, é claro, aquele esteriótipo que acho engraçado, mas fútil.
    Como não gostar das músicas de Cazuza, Renato Russo e outros.
    Mas eu amo ser hétero e, cada vez que defende essa opção, sou discriminado.
    Não sei se o homossexual consegue atingir uma plenitude de espírito sem procriar e ver o filho crescer. Ser hétero e monogâmico é algo que exige muito crescimento e tolerância pois você lida com uma pessoa totalmente diferente. Isso é fantástico!
    Esses grandes seres humanos que citei no início do texto morreram cedo. Seu estilo de vida os mataram.
    Mas não atribuo isso ao relacionamento homossexual, porque não tenho fundamento para isso. Mas sim ao estilo de vida que muitas pessoas estão vivendo hoje em dia. Enquanto vivem na esbórnia, o mundo se destrói em violência e abuso.
    Querem tirar o foco de nossas lutas e direciona-las para essa discussão entre hétero e homo. Enquanto isso os ricos ficam mais ricos e os pobres mais miseráveis. As grandes empresas exploram os brasileiros em conjunto com o governo.
    Continuemos essa discussão !!!
    Reafirmo amo ser hétero e não vejo como conseguiria ter plenitude de espírito sem aprender a lidar com uma mulher e amar os filhos.
    Deixar os prazeres que um dia sonhei ter e experimentar algo que transcende o estímulo sensorial. Algo que pulsa dentro do peito sem ter como explicar em palavras.
    Não tenho o conhecimento da verdade, mas não consigo enxergar outro estilo de vida que traga essa paz. Para chegar a isso tive que me destruir e reconstruir. Não no campo da homossexualidade, mas em vários outros. E só tenho a agradecer, pois abandonei várias coisas que davam a sensação de prazer para viver em um prazer constante.
    A nossa racionalidade fez chegarmos até aqui e estamos deixando nossos instintos animais dominarem o mundo atual. Não vejo muita coisa boa nesse mundo!
    Se homossexuais conseguem ser felizes deixem eles. Será que é só a discriminação que os impedem de viverem plenos??? Pela minha exclusiva não vejo como completar meu destino sem ter criado minha família e perpetuado minha carga genética. Será que o instinto de procriar não trás uma angústia tão grande nessas pessoas que nada nesse mundo poderia aliviar? Afinal, todos os animais tem esse destino tão forte que até se matam para conseguir passar seus genes para sua prole.
    E, felizmente ou infelizmente, a nossa raça precisa do gênero oposto para procriar. E somos tão complexos que nosso filhos precisam de nós por muito tempo. Então, precisamos deixar de pensar somente nos nossos prazeres para cuidar bem daqueles que estão ao nosso redor.
    Eu posso e vou defender esse estilo de vida. Posso ser atacado, mas não me importo. Os homossexuais defendem o estilo deles e também são. Então, acho que conseguiram chegar a igualdade.
    Mas nós precisamos trabalhar juntos, não para transformar a vida pessoal homogenia, aquele padrão correto e determinado, mas para acabar com a corrupção e abuso daqueles que estão no poder a muito tempo só explorando esse povo.

    1. Karen Responder

      A nossa cultura eh heterossexual, ninguem sofre descriminacao por ser hetero. Discriminacao sofrem os que estao fora do padrao normativo social, descriminacao sofrem aqueles que precisam lutar contra toda a sociedade pelo direito de serem quem sao, pelo direito de fazer o que bem entendem de seus orgaos sexuais, de suas vidas. Nenhum hetero enfrenta resistencia cultural por ser hetero. Ser hetero eh o que a cultura espera dele. Aqueles que se dizem contra a homossexualidade, nao sejam gays. Se voce acha errado, nao durma com uma pessoa do mesmo sexo que o teu. Mas nao queira impedir que as pessoas faxam o que bem entenderem com seus pintos, bundas, vaginas, e principalmente coracoes porque isso cabe a cada um decidir. E pra quem acha que essa historia de ausencia de gene homossexual prova alguma coisa faca esse exercicio: Se vc eh homem, tente por um instante ter uma erecao ao ver um homem na rua. Se vc eh mulher tente ficar molhada olhando uma revista de mulher pelada. O corpo tem muitas interacoes quimicas, que nao demandam consentimento de ninguem pra se manifestar. Sera que algum desses idiotas que saem pir ai falando asneira pensam antes de ter uma erecao ou ela acontece natural e involuntariamente? Voce ve uma mulher na rua e pensa “vou ter tesao por ela” ou quando percebe ja esta de pau duro? Eu sou mulher e nunca tive tesao por mulher mesmo achando as mulheres lindas. Sei que se nascesse essa pessoa que sou num corpo de homem, nao haveria possibilidade de me educar a ter tesao por mulher. Acho que se colocar no lugar de quem sofre eh um minimo que se espera desses animais que se dizem humanos. E ainda que a sexualidade gay fosse um comportamento pensado, escolhido, deliberado, ainda assim eh direito basico do individuo viver de acordo com suas proprias escolhas e nao com as impisicoes da sociedade. As pessoas tentam negar direitos basicos dos gays e quando esses reinvindicam o direito sobre si mesmos, eles vem com essa conversa de que hetero sofre discriminacao. Algum hetero ja se encontrou tenso por ter que anunciar a familia que eh hetero? Algum hetero ja sofreu afrobta de toda a sociedade por essa nao concordar com seu estilo de vida? Nao eh preconceuto hetero o que o amigo ali sofre e sim resposta ao preconceito dele. Eu vivo a minha heterossexualidade e deixo livres as pessoas pra decidirem a sexualidade delas. Nunca sofri preconceito. Esses heteros cristaos deixam claro que se incomodam com o modo como algumas pessoas vivem a sua sexualidade, e como maioria que sao, ficam indignados quando as pessoas revidam. Acham um absurdo que as pessoas discutam o padrao, o seu modelo, a ordem social, quando na verdade tudo que elas reivindicam eh o direito de viver dignamente a sua homossexualidade ja que, quer a sociedade concorde ou nao, ache bonito ou nao, eh direito de cada um viver como bem entende. Pare de discordar do que nao eh da sua conta e eu garanto que gay nenhum se incomodara com sua heterossexualidade. Bando de gente picunhenta. Sonho com uma sociedade em que os individuos nao dependam do aval social pra viverem suas vidas em paz. Discordam? Cuida da sua vida. Acha errado? Nao faca. Mas aprenda que o que vc pensa eh soh o que vc pensa e nao pode ser usado como desculpa pra amputar o direito de ninguem.

      1. paulo Responder

        Karen excelente o seu comentário. Estou sem palavras!!! Obrigado!

      2. Roberto Fábio Responder

        Queria parabenizá-la< karen, pela sua visão de mundo tão abrangente.
        queria também resumir isso tudo que você nos apresentou em 3 palavras: com licença, Robespierre, "Liberdade, Igualdade e Fraternidade!"

    2. gil Responder

      Amo ser hetero?! como alguém pode entender tudo tao errado?! Isto é, como pode alguém hoje ainda achar que que seria preciso se afirmar nesse campo? Se me dou o direito de dizer Amo ser hetero, entao automaticamente o outro tbm tem o de ser e de amar ser gay, e pronto. será que é tao difícil entender isso? “Nao tenho nada contra, mas..” – esse mas aí já diz tudo. lamentável.

    3. Sergio Ramos Responder

      Como pode. A pessoa não rima lé com cré. Não diz, coisa com coisa…Jesus me salve!!

    4. Marcelo Responder

      Nunca li um texto mais preconceituoso na minha vida. Sou homossexual e tenho uma vida plena e feliz. Somente uma pessoa egocêntrica que não consegue por um minuto ter uma visão altruísta pode projetar os seus desejos como único caminho de felicidade. Pobreza intelectual ou mera falta de caráter? Fica a dúvida!

      1. joao Responder

        Marcelo, em defesa do Rodrigo: ele diz que nao compreende, uma visao pessoal dele Rodrigo, mas que respeita os direitos.
        A exemplo dele respeito os direitos igualitários, mas tbm nao compreendo (talvez ou grande parte pq fui educado numa sociedade heterosexual)…

        Respeito pelas escolhas dos outros nao quer dizer que se concorda ou compartilha com os mesmos, quer dizer apenas que respeita. E isso é o primordial.

        Espero que alcancemos respeito algum dia de todos e perante TODOS.

      2. Rodrigo Xavier Responder

        Fico feliz por você então. Disse que não entendia como isso poderia acontecer.
        Não sou preconceituoso, nenhum pouco. Vocês demonstraram quem são.
        Acho muito válida idéias opostas. Todas possuem algum fundamento e nem por isso são verdadeiras ou falsas.
        Obrigado a todos!

  5. sheyla amaral Responder

    Matéria na #Veja do colunista #felipemourabrasil sob o títutlo “Ninguém nasce ‘gay’, nem ‘sai do armário’” – Os perigos da propaganda homossexual na mídia conservadora” traduzida de um artigo em inglês de Steve Baldwin (erroneamente chamado de Stephen Baldwin pelo colunista), no site theinteramerican.org cujo presidente é o grande filósofo #olavodecarvalho.

  6. Sergio Ramos Responder

    Rodrigo Xavier, me mostre quando foi que pessoas héteros são discriminadas numa sociedade hétero, que tem perfil conservador e reacionária?
    Homossexuais chegam a perder a vida devido a intolerância contra a homossexualidade. Não, vejo héteros sendo diariamente discriminados por canais religiosos, rádios, revistas e seja lá onde for por serem heterossexuais. Mas, já com homossexuais isso é uma constante. Vc pode não concordar com o estilo de vida dos homossexuais, mas atacá-los por sua orientação é ilógico, e irracional. Preconceito é opinião sem noção de que seu conceito está correto.É afirmação, sem fundamento. Portanto, a pessoa pode ter seus preconceitos, mas expô-los com a finalidade de segregar os diferentes ainda é uma postura abjeta, ridícula. Nunca li nada tão confuso, quanto ao que você escreveu.

    1. Rodrigo Xavier Responder

      Não só homossexuais perdem a vida todos os dias. E esse ponto que acho importante.
      Que nós, como sociedade, devemos nos importar em ter uma educação de qualidade e pararmos de botar a culpa das mazelas em conceitos de segregação. A cultura sim é um problema.
      Deve ter uma lei contra a discriminação e não exclusivamente aos homossexuais.
      E sim, cada vez mais não podemos nos opor a essa conduta. E acho sim que os argumentos que defendem essa conduta são rasos. Eu não possuo instrução para fazer um julgamento.
      Só não consigo imaginar algo que seja capaz de superar o instinto natural de procriar. E pelo fato do ser humano ser complexo, a família deve desprender muito tempo para a educação e cuidado de seus filhos. E isso é muito mais viável quando se é hétero.
      Talvez tenha sido um pouco confuso.
      Mas a busca por igualdade não está em justificar a homossexualidade, se é que me entende, e sim de combater as injustiças sociais.
      E existem pontos que são cruciais e comuns (hétero e homo) para se acabar com a discriminação. Um deles é se preocupar com os problemas reais, a educação e combate a corrupção. E não fomentar a separação apoiando leis exclusivas a uma parcela. Todos somos seres vivos. Não se gera igualdade criando-se privilégios.

      E, outro ponto, também apontei a questão de ser hétero e monogâmico. Isso que passou a ser inaceitável atualmente. As duas características tornam o homem mais sábio, na minha concepção, pois tem que aprender a lidar com as diferenças e a evoluir. Superando cada dia, cada dificuldade, juntos.

      Se não me envolvo com um monte de mulher, sou discriminado também. A discriminação está em tudo. Mas, não me importo com o que dizem.

      Daniel Alves nos deu um grande exemplo de como lidar com a discriminação. Coma a banana, amigo!

      Se discutíssemos questões importantes para o Brasil como um todo com tanto afinco como discutimos isso haveria mais progresso. Talvez até teríamos mais progresso nessa área.
      Acentuando as lutas entre nós os governantes continuam nos roubando.

      1. Thais Responder

        “Instinto humano de procriar”? Quê? Vai falar agora que a mulher tem “instinto maternal”? Isso foi desmentido por Freud há alguns anos, e acho que é bastante notável: o aborto é uma realidade e deve ser regularizado; o número de casais sem filhos só cresce na maior parte dos países, etc. Sem contar que aquelas crianças abandonadas na rua foram geradas por heteros, né? E aí o que nosso governo, com o apoio da população, faz, é proibir a adoção delas por casais homossexuais. Olha que política linda.
        Óbvio que a solução é a educação. Mas leia seu comentário pra ver pq tbm é óbvio q rla não é aplicada.
        Obs.: homossexualiSMO se refere a uma patologia. O mais respeitoso é homossexualiDADE, obrigada.

      2. Carlos B. Responder

        Prezado Rodrigo Xavier, o conceito de igualdade que você defende não é equilibrado…se rogam uma lei especifica para defender certo grupo é porque há um contexto em que esse grupo minoritário está imerso que o grupo majoritário não está. Não se trata de privilégio.

        Se você está de fato aberto à reflexão, transcrevo parte do discurso proferido por Rui Barbosa (baseado em Aristóteles e outros) para paraninfar os formandos da turma de 1920 da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (USP), em São Paulo, intitulado Oração aos Moços: “A regra da igualdade não consiste senão em aquinhoar desigualmente aos desiguais, na medida em que se desigualam. Nesta desigualdade social, proporcionada à desigualdade natural, é que se acha a verdadeira lei da igualdade. O mais são desvarios da inveja, do orgulho ou da loucura. Tratar com desigualdade a iguais, ou a desiguais com igualdade, seria desigualdade flagrante, e não igualdade real”. Em resumo, tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais na medida em que eles se desigualam.

        Outrossim, sugiro a você a leitura doo livro “CONTEÚDO JURÍDICO DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE”, do renomado jurista brasileiro Celso Antonio Bandeira de Mello. O livro é pequeno, fácil de ler, disponível para download em alguns sites e fundamental para quem pretende discutir um tema tal caro aos direitos humanos pós revolução Francesa.

        Por fim, pondero que discutir o assunto sexualidade não importa na exclusão os demais temas, que também são importantes. Cada qual tem o seu espaço e momento: podemos discutir todos simultaneamente ou não. Não é porque estou nessa discução que não luto por outras causas.

      3. Diogo Responder

        Não conseguir imaginar algo capaz de superar o instito natural de procriar???? Não, não, essa aqui é melhor:
        “Não sei se o homossexual consegue atingir uma plenitude de espírito sem procriar e ver o filho crescer. Ser hétero e monogâmico é algo que exige muito crescimento e tolerância pois você lida com uma pessoa totalmente diferente. Isso é fantástico!”

        O que dizer das freiras? De Madre Tereza? Dos assexuados? Dos monges? Dos padres? Dos celibatários????

        Para os cristãos: O que dizer de Jesus????

        Coitado deles(as), não?

        Me perdoe meu querido, mas esse argumento é ridículo.

  7. Lisângelo Responder

    Quanto ao ‘gene gay’ não me parece muito eficiente citar filósofos como tendo ‘derrubado’ esta teoria. Melhor citar o trabalho de geneticistas. Em todo caso quando tive alguma introdução a psicologia (pouca, admito) a teoria vigente era que o comportamento humano derivava de uma predisposicao genetica alimentada ou contida pela experiencia de vida. Ou seja tanto o nosso genoma como o ambiente em que vivemos influencia nossos atos.Apelando ao senso comum, parece bem provável termos pessoas homossexuais que vivam aparentemente um matrimonio ‘normal’ (e portanto nunca totalmente pleno) para se sentirem aceitas pela sociedade, como também pessoas heterossexuais que vivenciam experiencias traumaticas com o sexo oposto, e que tenham alguma disposicao natural, resolvam ter uma vida sexual diferente. Sexualidade humana sempre será assunto muito espinhoso. Fico com a opinião do mágico Penn da dupla Penn & Teller: as pessoas deveriam parar de f* com a vida das outras pessoas e passar a f* mais.Sendo entre adultos e consensual, o que eu tenho com isso?

  8. Saladino Responder

    Gente, o autor do tal artigo é o Stephen Baldwin. Sim, ele mesmo, o ator, irmão do Alec Baldwin. Não dá pra discutir a sério, né?

  9. Roberto Fábio Responder

    estão querendo promover a “justiça”, o gay deve ser exortado de nossa sociedade!
    e quando for você o gay em questão. A pessoa tem o direito de seguir a orientação sexual que quiser. Se nasceu gay, ou foram interferências psicossociais, isso não é de grande valia, não interessa! O relevante é o respeito e a TOLERANCIA a pessoas , que são gente igual a gente, de ser o que realmente são. Não podemos discrimar uma pessoa apenas pelo fato de ser gay, a não ser que o que a pessoa faz entre 4 paredes seja importante.
    não gosto de homossexuais, não sou simpatizante dessa prática, mas defendo até o fim o direito dessas pessoas de serem como elas são. Lindas! pq também são criaturas de Deus!
    abraços a todos os gays, lésbicas e simpatizantes. voces tem muita coragem! parabéns!

  10. Ariane Responder

    Acredito que todo ser humano deve ser respeitado, independentemente da orientação sexual.

    Cada pessoa tem seu pensamento e suas opiniões, nada que tente ser imposto será bem aceito. Digo isto para todos os tipos de orientação sexual.

    As pessoas tem o direito de não concordar afinal são dotadas de livre expressão.

    O que não devemos conceber é a supervalorização do homossexualismo em detrimento da heterossexualidade pois a impressão que tenho quando vejo um debate entre “homos” x “heteros” é que aqueles que não concordam com a homossexualidade são pessoas de má índole.

    Não funciona assim.

    Quantas pessoas não concordam mas tem amigos gays? Quantos gays tem amigos hetero?

    A TOLERÂNCIA entre ambos os grupos leva à dissipação do ódio.

    Todos merecem respeito.

  11. Bruno Responder

    Eu fiquei atônito com a publicação do artigo, usando o nome de uma revista como a Veja. Ok, a Veja é uma droga… mas até pra Veja isso é baixo demais! Argumentos pobres, rasteiros, texto feito pra gente semi-analfabeta! E pior… é uma pessoa usando o nome de uma revista de grande circulação pra espalhar um discurso de ódio! Inacreditável!

  12. Naara Responder

    Vocês querem justificar o improvável, querem contrariar a ciência com filósofos.
    Vocês não querem direitos, querem uma concordância a todo custo, e não toleram que digam algo contrário.
    A parada gay faz piada da igreja católica, e depois não querem ser atacados.
    Se vocês são tão felizes mesmo, pq se importam com o pensamento alheio?
    Ah, vão dizer que homossexuais morrem todo dia nas mãos de homofóbicos. Pessoas morrem todos os dias, e 70% dos casos de morte de gays, são provocadas pelos seus próprios companheiros.
    Parem de querer implantar na cabeça das pessoas uma concordância forçada. Eu não tenho dever nenhum de concordar, só tenho de respeitar.
    Se não fosse os heterossexuais não existiria gays no mundo.
    É um comportamento sim.
    Mas não dá pra dialogar com ativistas gays, então pensem o que quiserem.


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