Pela primeira vez no país, casal homoafetivo consegue licença maternidade

O enfermeiro pernambucano Mailton Alves Albuquerque poderá se dedicar por 6 meses a seu filho biológico, nascido na última quinta-feira. Ele o criará junto a seu companheiro, Wilson Por Redação, com informações de O...

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O enfermeiro pernambucano Mailton Alves Albuquerque poderá se dedicar por 6 meses a seu filho biológico, nascido na última quinta-feira. Ele o criará junto a seu companheiro, Wilson

Por Redação, com informações de O Globo

Os enfermeiro pernambucano Mailton Alves Albuquerque, de 37 anos, obteve a primeira licença maternidade oferecida a um gay no Brasil. Ele ficará em casa durante 6 meses para cuidar de Teo, seu filho biológico, nascido na última quinta-feira (5).

Há 17 anos, Mailton é companheiro de Wilson Alvez Albuquerque, de 42 anos. Eles já são pais de Maria Tereza, de 2 anos, filha biológica de Wilson. Quando a menina nasceu, viraram notícia por outro “pioneirismo”: foram o primeiro casal homoafetivo a conseguir a dupla paternidade reconhecida legalmente. Assim como Maria Tereza, Teo terá dois pais em seu registro de nascimento.

A nova conquista veio mais fácil do que Mailton imaginava. Ele, que é servidor público da Prefeitura de Recife, pensava que precisaria enfrentar uma longa batalha judicial para atingir seu objetivo. No entanto, não houve essa necessidade: a licença veio por vias administrativas. No parecer da procuradoria jurídica que a cedeu, consta que “não seria justificável” o casal “receber tratamento distinto do concedido a casais heteressexuais”, já que “com a evolução da sociedade brasileira, não há mais restrições de direitos em razão de sexo ou orientação sexual”.

“Quando Maria Tereza nasceu, eu era autônomo. Então, consegui flexibilizar os horários. Eu e Wilson nos alternávamos nos cuidados com a criança. Mas depois fiz concurso e virei funcionário público. Sou enfermeiro do Samu, onde dou plantões de até 12 horas. Não teria como me dedicar ao recém-nascido”, relatou Mailton à reportagem do jornal O Globo.

O caçula Teo nasceu da “barriga solidária” de uma amiga do casal. Já a irmã mais velha, Maria Tereza, foi gerada em laboratório, a partir do congelamento de embriões. Mailton e Wilson contaram com a ajuda de uma prima, que permanece anônima até hoje. Em ambos os casos, os procedimentos ocorreram com o aval do Conselho Federal de Medicina.

“A gente se preparou para o segundo filho com a mesma dedicação de Maria Tereza. Até nos mudamos para um apartamento maior. Sempre acreditamos que o amor é a base de tudo”, conta Mailton. “O que a gente realmente deseja não é nem que a sociedade aceite, porque a divergência é salutar. O que queremos é que apenas respeite situações como a nossa”, desabafa.

Foto de capa: Mailton e Wilson, junto a Maria Tereza (Reprodução/Facebook)



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11 comments

  1. Maria Flavia Garcia de Carvalho Responder

    Parabens ao casal,Deus os abençoe,e å suas crianças!Num dia não muito distante o mundo vai entender que o Amor é realmente o que importa…

  2. Bento de Araújo S. Neto Responder

    A leniência com a perversão é lastimável para o País

    1. Caio Responder

      Perversão, meu caro, é o seu pensamento retrógrado e medieval de achar que amor e sentimentos paternais só existem entre um homem e uma mulher.

      Você deve ser da laia nojenta e purulenta que apoia que família composta por homem, mulher e filhos seja a única família que deva existir no país, deixando outros tantos modelos familiares à margem da sociedade.

      Quer dizer então que eu e minha mãe não somos uma família por que um boçal ignorante como você, entre outros que infelizmente estão no governo, acham que uma família sadia só se constitui assim? Eu fui criado então na perversão, na sujeira por que você acha que deveria haver uma figura masculina? Acorda pra vida, seu jumento.

      Perversão pra mim é ver uma criança ser morta pelos pais mesmo depois de procurar ajuda. Ou ser abandonada em orfanato, ou não ter um lar para viver. Ou viver cheirando cola no centro da cidade.

      Perversão pra mim é ver pais abusando de suas filhas com a leniência das mães. Perversão é ver crianças abusadas por “unidades familiares direitas” como a que você defende. Isso é perversão. Ver um casal que está criando crianças com amor e carinho, pedindo um direito que já deveria estar assegurado é a maior prova de amor que alguém poderia ter com outro.

      Não esqueça, seu cego direitista, que uma criança abandonada tinha pai e mãe heteros, ok? O seu direito de criar uma família já está assegurado, enquanto outras pessoas precisam entrar na justiça para conseguirem ficar com uma criança em casa para criá-la e cuidá-la com amor.

      Se não tem nada pra falar a não ser a sua patética opinião de direita e reaça, cale a sua boca e deixe as pessoas viverem suas vidas em paz, pois eu aposto que sua vida tem muito mais perversão e maldade do que a vida desses dois pais e dessa família que se ama.

      1. Lucas Responder

        Resposta mais que à altura pra gente ignorante e mal instruída como esse do comentário homofóbico. Parabéns por tamanho discernimento, Caio.

  3. Dudu Responder

    Casal homossexual. Relacionamento homoafetivo.

  4. Giovanna Responder

    Que lindo, esse tipo de coisa me faz acreditar um pouco na humanidade.

  5. Ana Responder

    Simplesmente adorei o comentário do Caio!!! Parabens!

  6. Sheila Responder

    fiz questão de publicar apenas pra ratificar o comentário do Caio, que haja respeito à todas as formas de amor e de famílias!!


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