Greve e caos nos transportes…. na Europa

Nesta quarta-feira (11), dezenas de milhares de taxistas protestaram nas principais cidades europeias contra as empresas de veículo de turismo com motoristas Por Redação...

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Nesta quarta-feira (11), dezenas de milhares de taxistas protestaram nas principais cidades europeias contra as empresas de veículo de turismo com motoristas

Por Redação

Os taxistas de algumas das principais cidades europeias resolveram se unir para uma greve generalizada contra o aplicativo para smartphones Uber, que chama veículos de turismo com motoristas, cobrando tarifas mais baratas que os táxis.

Exatamente isso: taxistas em Madri, Londres, Milão, Berlim e outras cidades resolveram cruzar os braços – atrapalhando o todo-poderoso “direito de ir e vir” dos cidadãos dessas cidades – para protestar contra a falta de regulação no mercado e aquilo que eles acreditam ser uma concorrência desleal, pois, de acordo com os taxistas, os motoristas dessas empresas não têm a obrigação de passar pela mesma formação que um taxista é obrigado a fazer.

Na Espanha, a maior associação de taxistas convocou uma greve de 24 horas – até as 6h da manhã da quinta-feira (12). Na Inglaterra, pelo menos 12 mil taxistas protestaram em uma das mais movimentadas regiões de Londres, em Trafalgar Square.  Na Itália, observou-se a falta de taxistas em cidades como Milão, Roma e Nápoles. Assim como na Alemanha, em Hamburgo e na capital Berlim.

Para a França, em especial a capital Paris, a situação é ainda mais delicada por estarem ocorrendo duas greves simultâneas que afetam o transporte: além da de taxistas, a dos ferroviários: mais da metade dos trens franceses está parada por conta de uma greve convocada pelo sindicato, que se opõe às reformas propostas pelo governo para o setor.

Já havia inúmeras propostas governamentais desses países para tentar regulamentar esta concorrência, mas os taxistas ainda não estão satisfeitos.

O caos nos transportes da Europa muito reflete a situação vivida nos últimos dias na capital paulista. No entanto, aqui a greve dos metroviários em busca de melhores condições de trabalho e aumento salarial foi classificada como “abusiva”, além de ser duramente reprimida pela tropa de choque da Polícia Militar do governador Geraldo Alckmin.



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