Dilma: “O nosso projeto de futuro deve vencer aqueles cuja proposta é retornar ao passado”

Em discurso na Convenção Nacional do PT, a presidenta Dilma atacou os adversários do passado e deu a linha do seu programa que, segundo ela, vai atacar as reformas política, federativa, urbana e de serviços...

384 2

Em discurso na Convenção Nacional do PT, a presidenta Dilma atacou os adversários do passado e deu a linha do seu programa que, segundo ela, vai atacar as reformas política, federativa, urbana e de serviços públicos e outros mecanismos capazes de produzir uma revolução educacional, uma revolução tecnológica e uma revolução digital.

Por Redação

Neste sábado (21) aconteceu a Convenção Nacional do PT para a homologação da candidatura da presidenta Dilma Rousseff para as eleições deste ano a serem realizadas no segundo semestre. O evento contou com a presença de candidatos do partido às eleições estaduais, membros da atual administração, representantes de partidos aliados e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Usando o termo “um novo ciclo histórico”, a presidenta e candidata do PT lançou sua linha de programa que priorizará melhoras no sistema educacional, ampliação ao acesso digital e também as reformas urbanas, em serviços públicos e a reforma política e federativa. Alguns dos projetos são o Minha Casa, Minha Vida, o Banda Larga para Todos, além dos já em andamento Pronatec (programa de ensino técnico e qualificação profissional) e o Ciência sem Fronteiras (programa de bolsas de estudos no exterior).

Todavia, antes de discursar sobre as realizações de seu governo nesses últimos anos e sobre os novos programas para um segundo mandato, Dilma comparou essa eleição com a do ex-presidente Lula, em 2002: “Se na eleição do presidente Lula a esperança venceu o medo, nessa eleição a verdade deve vencer a mentira e a desinformação”, disse a presidenta, que completou: “O nosso projeto de futuro deve vencer aqueles cuja proposta é retornar ao passado”.

Nas críticas aos governos anteriores ao do PT, a presidenta Dilma Rousseff usou como exemplo a postura brasileira frente à crise econômica de 2008 – apontando que antes de 2003, o Brasil se defendia das crises “mendigando” dinheiro ao FMI e vendendo o patrimônio público: “A verdade é que a crise econômica e financeira internacional ameaçou não apenas a estabilidade das maiores economias do mundo, mas, enquanto no resto do mundo a crise devorou 60 milhões de empregos, aqui foram criados 11 milhões de postos de trabalho com carteira assinada, durante o mesmo período”, afirmou Rousseff.

Nos discursos introdutórios à votação que formalizaria a candidatura para reeleição de Dilma, o tom havia sido o mesmo. Com Rui Falcão, presidente nacional do PT, Michel Temer, vice-presidente da república e o próprio ex-presidente Lula , a principal linha nas falas dos três foi o combate vigoroso à maré conservadora que, sempre temendo mais políticas progressistas que vão de encontro a seus interesses, almeja um retorno a politicas públicas e alianças econômicas de décadas atrás.

Na fala de Falcão, isso foi citado afirmando que as classes que eram contra a abolição da escravatura, do salário mínimo e do 13º salário, são as mesmas que hoje criticam as cotas nas universidades, o Bolsa-Família e o projeto Mais Médicos, por exemplo. Além disso, Falcão também falou sobre um tema que será muito debatido no futuro: a regulação dos meios de comunicação para combater o monopólio e o oligopólio da mídia. O atual e candidato à vice-presidente Michel Temer, do PMDB, subiu ao palco em seguida dizendo que neste sábado a festa era toda de Dilma Rousseff, “mas em outubro, quando você for reeleita”, disse Temer, “a festa será do povo brasileiro”. Ao citar dois dos maiores projetos sociais dos governos petistas de Lula e Dilma, o Bolsa-Família e o Minha Casa, Minha Vida, o vice-presidente afirmou que sua realização e ampliação é simplesmente o cumprimento da Constituição, que garante o direito à alimentação e moradia.

Mas foi a fala de Lula a que – como sempre – mais empolgou os presentes no evento, exaltando a priorização das políticas sociais para as classes menos favorecidas de seu governo e do de Dilma: “Nós queremos que os empresários ganhem dinheiro, que a classe média seja menos tributada, pois o nosso governo é para com todos. Mas são os mais pobres que serão tratados como filhos nossos. É para essa gente que precisamos governar”, exclamou o ex-presidente. Em seguida, usou a atuação dos países latino-americanos contra europeus na Copa do Mundo como metáfora para criticar propostas de políticas econômicas dos adversários: “E eles querem acabar com o Mercosul e priorizar negócios com a União Europeia”, brincou Lula.

Antes de passar os microfones para Dilma, o ex-presidente ainda afirmou que, diferente dos outros partidos, os projetos de governo do PT são para quatro anos. “Em 2002 nós pedimos quatro anos, depois nós pedimos mais quatro e depois mais quatro. Agora estamos novamente pedindo ao povo mais quatro anos”, disse Lula, antes de dar um “alerta” em tom de brincadeira: “E eles que se preparem, porque em 2018 nós podemos pedir mais quatro anos”.



No artigo

2 comments

  1. Jr Responder

    Péssima administradora. Será mantida no poder pela esmola “bolsa família”.


x