Após pressão, sudanesa condenada à morte é libertada

Meriam Yehya Ibrahim foi acusada de apostasia e adultério por negar a religião islâmica e se casar com um sudanês cristão

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Meriam Yehya Ibrahim foi acusada de apostasia e adultério por negar a religião islâmica e se casar com um sudanês cristão

Por Redação

Uma sudanesa condenada à morte por apostasia e adultério foi libertada nesta segunda-feira (23), após pressão internacional. Meriam Yehya Ibrahim, de 27 anos, foi educada na religião cristã ortodoxa por sua mãe, e rejeitou a fé islâmica do pai. Ela casou com um sudanês cristão do Sul do país, o que fez um membro de sua família a denunciar por renúncia à religião do Sudão.

Segundo a lei islâmica, o casamento entre um muçulmano e um não-mulçumano é adultério. Esse “crime” e a apostasia levaram Meriam para a cadeia em janeiro deste ano. No dia 15 de maio, um tribunal de Cartum condenou a sudanesa à morte e a receber 100 chicotadas pelo adultério.

No entanto, ela estava grávida e acabou dando à luz doze dias após a sentença. Segundo a Anistia Internacional e seu marido, ela foi acorrentada durante o parto. O caso comoveu entidades internacionais, o que fez Meriam ser inocentada.

“A decisão de hoje é um pequeno passo para resolver a injustiça de que Meriam foi vítima,” afirmou Sarah Jackson, diretora Regional Adjunta da Anistia Internacional. “Contudo, ela nunca deveria ter sido acusada. Meriam foi condenada à morte quando se encontrava grávida de oito meses por algo que não deveria ser crime. O tratamento a que foi sujeita, incluindo permanecer acorrentada, viola a legislação internacional de direitos humanos.”

Atualização:

Meriam foi presa novamente na terça-feira (24), 24 horas depois de ser libertada. Ela foi detida com seu marido e seus dois filhos no aeroporto de Cartum enquanto tentavam deixar o país.

(Foto de capa: Reprodução/Vídeo)



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