Pré-sal será totalmente explorado pela Petrobras

O governo de Dilma contratou diretamente a empresa para realizar o serviço, contrariando interesses das petrolíferas privadas

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Governo Dilma contratou diretamente a empresa para realizar o serviço, contrariando interesses das petrolíferas privadas

Por Redação

Na terça-feira (24), o governo da presidenta Dilma Rousseff contratou diretamente a Petrobras para explorar o pré-sal brasileiro, cujo potencial de produção está entre 9,8 bilhões e 15,2 bilhões de barris de óleo. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) já autorizou o contrato. A decisão reforça a soberania nacional sobre uma das maiores reservas de petróleo do planeta, mas contraria os interesses do mercado e petrolíferas privadas.

Estes atores queriam que as áreas excedentes fossem devolvidas à Agência Nacional de Petróleo (ANP) para serem licitadas. Entretanto, Dilma preservou o interesse nacional na exploração das reservas estratégicas, como prevê o Artigo 12 da Lei de Partilha. O controle integral sobre reservas não acontecia desde quando o governo FHC comandou o processo de quebra do monopólio estatal, ocasião em que 50 operadoras privadas do setor se instalaram no país.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Plataforma Operária e Camponesa para a Energia afirmam que se trata de uma conquista relacionada à movimentação das entidades em 2013. Isso porque em outubro do ano passado, os petroleiros realizaram uma greve de sete dias para impedir o leilão de Libra. Com a pressão, o governo retomou a questão sobre o controle do maior campo de petróleo da atualidade.

Sobre a reação negativa do mercado financeiro e da mídia à decisão do CNPE, João Antônio Moraes, coordenador da FUP, e Vagner Freitas, presidente da CUT, opinam: “Por trás dos ataques sistemáticos à Petrobras estão os interesses eleitoreiros e comerciais dos setores do país que tudo fazem para impedir que a empresa continue cumprindo o papel estratégico no desenvolvimento nacional, principalmente após tornar-se a operadora única do pré-sal”.

(Foto de capa: Agência Petrobras)



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