Casal de mulheres sofre ataque homofóbico

Jean Wyllys denunciou o caso de agressão física a Carla Ávila, que passava com a sua namorada em frente ao Bar Vinte, localizado no Rio de Janeiro

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Jean Wyllys denunciou o caso de agressão física a Carla Ávila, que passava com a sua namorada em frente ao Bar Vinte, localizado no Rio de Janeiro

Por Redação

A estudante de psicologia e DJ Carla Ávila foi vítima de mais um ataque motivado por homofobia. Ela passava com sua namorada em frente ao Bar Vinte, localizado na Zona Sul do Rio de Janeiro, quando um homem a espancou por ser intolerante ao casal homossexual. Nenhum funcionário ou cliente do bar prestou socorro às namoradas.

O caso reforça a vulnerabilidade da população LGBT, que constantemente é colocada em risco apenas por exercer seus direitos. Por isso, o deputado federal Jean Wyllys (Psol/RJ) denunciou o ataque em seu Facebook e prestou auxílio às mulheres:

Mais uma violência dura que se abate sobre a população LGBT em razão da orientação sexual ou identidade de gênero aconteceu na cidade do Rio de Janeiro. Desta vez, a vítima foi Carla Ávila, DJ, que, na última sexta-feira, após deixar o evento em que trabalhava durante um dos jogos da Copa do Mundo, foi espancada covardemente por um homem ainda não identificado ao passar, com sua namorada, em frente ao Bar Vinte, localizado na esquina das ruas Henrique Drummond e Visconde de Pirajá, no bairro de Ipanema, Zona Sul do Rio. 

Carla e sua namorada protagonizavam uma briga típica de qualquer casal quando o agressor se levantou da mesa em que estava sentado no bar e, gritando insultos homofóbicos e alegando que não gostava de homossexuais em “sua área”, agrediu Carla inicialmente com um tapa em seu ouvido – forte o suficiente para romper-lhe o tímpano e derrubá-la no chão – e, dando sequência à covarde agressão, com vários chutes em sua cabeça. Carla teve escoriações na cabeça, mãos e cotovelo. Segundo ela, o bar estava lotado e nenhum cliente ou funcionário tentou impedir o agressor, que voltou ao estabelecimento, pagou a conta a saiu normalmente sob o aval da cumplicidade das testemunhas que riram, contribuindo com ofensas, aplausos e filmagens.

Em comunicado oficial em sua página no Facebook, o bar negou que tenha acontecido qualquer tipo de agressão em frente ao estabelecimento.

Várias pessoas procuraram a mim e a meu mandato para denunciar o caso e, imediatamente, coloquei a minha equipe para prestar todo o apoio e orientações necessárias ao casal, para que ele não se intimidasse e soubesse que não está sozinho! A Superintendência dos Direitos Coletivos Individuais e Difusos do Governo do Estado do RJ – SEASDH – RJ – já foi acionada, bem como a Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual/CEDS-RIO, que vai solicitar, à prefeitura, as imagens das câmaras de segurança o mais breve possível para contribuir com o trabalho de investigação da polícia. Carla já fez o registro de ocorrência na polícia civil e, acreditem, está há dias tentando fazer, sem sucesso, o exame de corpo de delito, pois, no dia, não havia um otorrino para atendê-la. 

Também estou acionando a OAB e levando mais este caso de agressão contra LGBTs ao conhecimento das comissões de Direitos Humanos da Alerj e da Comissão De Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, da qual faço parte, para que tomem as providências cabíveis. Lembrando a todos os que incitaram e aplaudiram o crime de lesão corporal motivado por homofobia que, quando as imagens forem disponibilizadas (se as moças derem a sorte de elas, as câmeras, terem flagrado a violência e não serem, providencialmente, eliminadas), eles também serão arrolados com criminosos. 

É imprescindível que este tipo de violência dura que atinge exclusivamente a população LGBT deixe de ser ignorada pelo poder público em um país que possui o amargo título de ser campeão de assassinatos de pessoas LGBT em todo o mundo. E que as pessoas que aplaudem essa barbárie pensem que, no lugar daquele casal, poderiam estar parentes e amigos seus.

(Foto de capa: Reprodução/Facebook)



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