Como jogam as seleções semifinalistas da Copa – Holanda x Argentina

Argentina A seleção argentina começou a Copa atuando com três zagueiros de origem e o time não andou. Foi pressionado no primeiro jogo e só conseguiu dominar a partida quando Alejandro Sabella abriu mão dos...

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Argentina

A seleção argentina começou a Copa atuando com três zagueiros de origem e o time não andou. Foi pressionado no primeiro jogo e só conseguiu dominar a partida quando Alejandro Sabella abriu mão dos três defensores e colocou mais um volante (Gago) para atuar ao lado de Mascherano. A saída de bola e a marcação à frente da defesa melhoraram e o time conseguiu roubar a bola mais à frente para iniciar as jogadas de ataque. O time jogou melhor o segundo tempo e venceu a Bósnia. Ou seja, passou do 3-5-1-1 para o 4-2-2-1-1 (4-4-2).

Argentina

A partir daí, a seleção passou a ser escalada no 4-4-1-1. Embora não tenha apresentado um futebol maravilhoso, e tenha passado dificuldades nas partidas que disputou, a nova esquematização fez a bola chegar em Messi e Di Maria que, por sua vez, faziam a bola chegar em Higuaín, outra mudança da Argentina em relação ao início da Copa. Lembrando que Agüero se machucou e não vinha atuando muito bem.

Holanda

A Holanda é outra seleção que começou com uma formação com três zagueiros no 5-2-1-2 (5-3-2). O esquema funcionou muito bem contra a Espanha porque o estilo de jogo espanhol é o que melhor se encaixa ao jogo holandês (leia o post anterior sobre o encaixe das seleções). O jogo holandês atual, bem entendido.

Holanda

Isso porque a Holanda teve que abrir mão dos três zagueiros no jogo contra a Austrália. O técnico van Gaal notou que seu time não conseguia pressionar os australianos com apenas três jogadores à frente (Sneijder, Robben e van Persie). A oportunidade de mudar se deu com a contusão do zagueiro Martins Indi no final do primeiro tempo. O técnico holandês colocou Memphis Depay como atacante pela esquerda, abriu Robben pela direita e deixou van Persie como centroavante. Sneijder foi o meia com a função de armar e também chegar à frente.

Contra times fechados, em que o contra-ataque não é opção, a Holanda fica apertada e não encontra com facilidade seu jogo. O jogo contra a Austrália foi 3 a 2. Outro jogo em que essa dificuldade se apresentou (contra a Costa Rica), a Holanda precisou dos pênaltis e dos jogos mentais e da estratégica de seu técnico para vencer.

Chave da vitória

A Holanda terá facilidade se a Argentina jogar como sempre, ou seja, com posse de bola e buscando o ataque. Neste caso, a Holanda aproveitará os espaços para roubar a bola e puxar contra-ataques. A defesa argentina não é boa, mas também não é esse filme de terror que muitos comentaristas dizem. Contra Suíça e Bélgica, o setor defensivo resistiu bem. Tomou sustos normais.

O problema, agora, é que a Argentina enfrentará uma equipe melhor tecnicamente que a Suíça e mais bem distribuída que a Bélgica (tecnicamente, a Bélgica é melhor que a Holanda). Além disso, enfrentará também uma seleção tradicional, algo que ainda não aconteceu nessa Copa. A Argentina só enfrentou adversários sem muita História e pode sentir a pressão. Sem Di Maria, melhor jogador da equipe até aqui, a Argentina perde muito. Por outro lado, a Argentina conta com Messi, que pode decidir o jogo com um lance.

A Holanda joga com o peso de sempre ir longe e não ganhar nada (ou não ganhar Copas, vai). Nesta Copa, entretanto, conta com o melhor jogador do torneiro até aqui (Robben) e um armador (Sneijder) e um centroavante (van Persie) tecnicamente muito bons, mas que oscilam entre boas e más atuações.



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