Shell e Lego: limpando a imagem e destruindo o meio ambiente

Lutando contra a exploração de petróleo no Ártico pela Shell, o Greenpeace está em campanha para que a empresa Lego não seja usada estrategicamente para a petrolífera "limpar" o seu nome

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Lutando contra a exploração de petróleo no Ártico pela Shell, o Greenpeace está em campanha para que a empresa Lego não seja usada estrategicamente para a petrolífera “limpar” o seu nome

Por Redação

Tentando desviar a atenção de suas atividades controversas no Ártico, a gigante petrolífera Shell assinou recentemente um contrato publicitário com a empresa de brinquedos Lego. Pelo menos é assim que enxerga a nova campanha do Greenpeace contra um de seus “alvos” favoritos.

O vídeo disponibilizado pela entidade, mostra um Ártico recriado com peças de lego ao som de uma das músicas da trilha sonora do filme da Lego, com a ligeira alteração no título da música para “Tudo NÃO está incrível” e está disponível uma petição online para que a Lego se “desencaixe” da Shell. Veja abaixo:

De acordo com um relatório lançado no início deste mês pela organização, a Lego é acusada de priorizar as vendas em detrimento da proteção de áreas importantes do planeta que têm sido estudadas e exploradas pela Shell – que há dois anos vem enfrentando diversas críticas por sua presença no Ártico.

Para aqueles que preferem permanecer céticos quanto a eficácia de tal contrato publicitário – no valor de 116 milhões de dólares -, pode se observar que nesse mesmo período, 16 milhões de produtos da Lego foram produzidos com o logo da Shell e distribuídos em mais de 26 países. O resultado foi um aumento de 7,5% nas vendas da empresa petrolífera.

“A Shell está usando a marca da Lego, que é conhecida e respeitada em todo o mundo, para limpar sua imagem e divergir a atenção das operações no Ártico. Mas ainda pior é ela marcar os brinquedos das crianças para criar uma identidade positiva com futuros consumidores”, defende Ian Duff, coordenador da campanha do Ártico.



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