Em sabatina, Aécio Neves diz que seu governo “respeitará o direito de propriedade”

“No meu governo, fazendas invadidas não serão desapropriadas pelo prazo de dois anos”, afirmou o candidato do PSDB à presidência da República em evento promovido pela Confederação Nacional da Agricultura  Por Redação O candidato...

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“No meu governo, fazendas invadidas não serão desapropriadas pelo prazo de dois anos”, afirmou o candidato do PSDB à presidência da República em evento promovido pela Confederação Nacional da Agricultura 

Por Redação

O candidato do PSDB à presidência da República, Aécio Neves, discursou, em evento realizado na Confederação Nacional da Agricultura (CNA), nesta quarta-feira (6),  apontando que atenderá parte das reivindicações da entidade que entram em conflito com demandas de movimentos sociais ligados à reforma agrária e aos direitos indígenas. Ele foi o segundo candidato a falar, após o pessebista Eduardo Campos.

“No meu governo, fazendas invadidas não serão desapropriadas pelo prazo de dois anos, será uma sinalização clara de que respeitamos o direito de propriedade”, afirmou, quando tocou em um dos principais pontos do documento da CNA intitulado “O que esperamos do próximo presidente 2015-2018”. “Distribuir terra não é exatamente gerar renda, temos que definir uma nova forma de garantir aos assentados que vivam bem e com qualidade. É preciso dar uma atenção à ocupação no campo, mas com viés de renda. Portanto, não podemos estimular que essa instabilidade gerada pelos assentamentos mal conduzidos possam gerar mais instabilidade para quem está no campo produzindo”, disse. “O governo vai oferecer autoridade e liderança para que o Brasil possa crescer de forma segura e serena.”

Em relação à questão das demarcações de terras indígenas, Aécio criticou o que considera um protagonismo da Funai – outro ponto criticado pela entidade agrícola. “A Funai vai ter sempre um papel relevante, mas não poderá ser a única e solitária voz a decidir essas questões”, apontou. “Temos que permitir aos estados discutirem essa questão. A Embrapa, pela sua expertise, pode ter um papel coordenador e cumprir a Constituição, em benefício das comunidades indígenas, e seguir a súmula do STF quando definiu a questão de Roraima [Raposa Serra do Sol], definindo parâmetros que devem nos orientar nessa questão.”

Custo Brasil e papel do ministério da Agricultura

O tucano disse que pretende “declarar guerra ao custo Brasil”, desonerando investimentos e exportações na área. “O agronegócio vai bem não por causa do governo, mas apesar do governo”, criticou.

De acordo com Aécio, o ministério da Agricultura é hoje um “ministério subsidiário” e, em sua eventual gestão, se comprometeu a criar o “superministério da Agricultura”, incorporando a pasta da Pesca novamente.

“O ministério da Agricultura terá um assento, em igualdade de condições, com os ministérios da Fazenda e do Planejamento. Não será submisso ao Ministério da Fazenda e nem ao presidente do Banco do Brasil, como acontece em determinadas situações”, prometeu. “Quem definirá a estratégia da agricultura serei eu, e o representante ou a representante do Ministério será o executor dessa política.”

Foto de capa: Antônio Cruz/ABr



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2 comments

  1. Mateus Responder

    Esperança em político eu considero como uma forma de ingenuidade, mas no caso do Brasil só não vê quem não quer que de fato o PT e a esquerda infelizmente está dominando tudo, não vai demorar o MST e “ativistas sociais” ligados ao PT começarem a influenciar as leis, se hoje temos mais de 100000 homicídios imagine no futuro, Aécio tem que ganhar.

    1. daniel Responder

      Bom é agora que quem dita a lei são os coronéis, né?


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