Candidato a deputado pelo PSDB defende “kit macho” e “kit fêmea”

O discurso preconceituoso de Matheus Sathler gerou protestos entre ativistas de direitos humanos Por Redação...

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O discurso preconceituoso de Matheus Sathler gerou protestos entre ativistas de direitos humanos

Por Redação

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Em fotos nas redes sociais, Sathler aparece com o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), também opositor à causa gay

Uma proposta polêmica tem chamado a atenção nas propagandas eleitorais em Brasília. Candidato a deputado federal pelo PSDB, o advogado Matheus Sathler provocou revolta entre representantes dos movimentos em defesa dos direitos LGBT, ao defender “cartilhas para ensinar meninos a gostar somente de mulheres”.

O “kit macho” e o “kit fêmea”, como foram chamados pelo candidato, foram criados, segundo ele, para defender os bons valores da família. O material prega o antifeminismo e ensina as meninas, desde pequenas, “a serem femininas” e a seguirem “o seu papel correto” na sociedade. Em um vídeo postado no YouTube, em que ataca a presidenta Dilma, ele diz inclusive ter orgulho de ser chamado de machista.

E as controvérsias do candidato não param por aí. Em um outro vídeo, Sathler registra em cartório a promessa de doar 50% do salário para recuperação de crianças vítimas de “estupro pedófilo homossexual”. Nas redes sociais, ele aparece em fotos ao lado do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), que é um dos maiores oposicionistas à causa gay no País.

No mês passado, Fórum já havia publicado uma matéria sobre o assunto. Na ocasião, a assessoria de comunicação do PSDB do Distrito Federal afirmou que o debate não podia ser feito “da maneira como o candidato coloca” e que o partido estaria disposto a dialogar com todos os setores da sociedade. Porém, isso não impediu que Sathler continuasse a campanha com o mesmo discurso, conforme defendeu no programa do horário eleitoral.

Foto de capa: Facebook/Reprodução



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5 comments

  1. Preta Responder

    Poderia usar aqui vários argumentos para desconstruir esse discurso misógino desse aí que, numa tentativa desesperada de se auto promover discrimina e espalha o ódio, sem nenhum respeito às diferenças. Esse tratamento reforça a violência contra a mulher, gays e todos aqueles que são considerados outros e não a referência. Antes de incitar o ódio, respeite as alteridades . Reafirmo o kit idiota e pensei até em compartilhar essa reportagem, mas não, pensei melhort, não promovo idiota.

  2. Thiago Vieira Responder

    O que é o politicamente correto?? Quando foi lançado o kit Gay os Homossexuais não reclamaram!!! E agora que é lançado algo semelhante, só que para o outro “lado”, ficam nervosinhos…..parem com isso, o homem e a mulher foram feitos SIM um para o outro..

    1. mcampos Responder

      Sou mulher e hétero,mas “feitos um para o outro” é o que,novela da Rede Bobo? Vc já conviveu com criação de animais?

  3. joao Responder

    Babaca um cara desses. Isso eh uma vergonha. E mais babaca sao esses idiotas que apoiam uma coisa dessa sem fundamentos.

  4. francisco Responder

    o nobre deputado matheus rotulou os gays como gente do mal, eos politicos corruptos como poderiam ser rotulados.outra coisa ninguem precisa ensinar homem a gostar de mulher e vice- versa, isso faz parte da narueza, com tm alguem gostar de outra pessoa do mesmo sexo, tem coisas mais importantes pra tratar senhor candidato.


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