Projeto fotográfico registra a escravidão moderna que fingimos não ver

Autora se sentia envergonhada por desconhecer o tema e deu início a um trabalho comovente.

2458 4

Autora se sentia envergonhada por desconhecer o tema e deu início a um trabalho comovente

Por Jaque Barbosa, da Hypeness

Facilmente caímos na tentação de pensar que a nossa liberdade e direitos são coisa garantida, esquecendo que há pessoas para quem isso não passa de um sonho. Lisa Kristine pôs o dedo na ferida de forma extraordinária: documentando a escravidão moderna, aquela que fingimos não saber que existe.

A ativista está há 28 anos retratando culturas indígenas ao redor do mundo, mas foi em 2009 que ‘acordou’ para o problema da escravidão dos nossos dias. A estimativa de que existem mais de 27 milhões de pessoas escravizadas e a sua falta de conhecimento sobre o tema a envergonhavam.

Assim começou sua jornada, que acabou em Modern Day Slavery, uma série cativante e ao mesmo tempo dolorosa. Seja um mineiro no Congo ou um trabalhador de olaria no Nepal, a escravidão existe e tem rostos. Lisa foi conhecê-los.

ModernDaySlaveryLK1

 

 

 
ModernDaySlaveryLK2

 

 

 
ModernDaySlaveryLK3

 

 

 
ModernDaySlaveryLK8

 

 

 
ModernDaySlaveryLK0

 

 

 
ModernDaySlaveryLK11

 

 

 
ModernDaySlaveryLK7

 

 

 

 

 

 

 

 

Fotos: Lisa Kristine



No artigo

4 comments

  1. ivone braun Responder

    As fotografias mostra a real miséria destas pessoas que ainda vivem sob o diminio da escravidão. Aqui no Brasil ñ é diferente principalmente na região Nordeste…centenas de povoados sobrevivem apenas com o bolsa familia ñ tem como estudar, trabalhar, ñ teem acesso à saúde nem saneamento muito menos àgua e hà uma meia dúzia de politicos q ainda se beneficiam da miséria deste povo…sugiro um tour pelo nordeste do Brasil

  2. Marcos Medeiros da Costa Responder

    Alan kevedo, seu depoimento é, substancialmente pertinente. Fundamentado, inteligente e pontual, nos convida a entender o campo da imprensa, referendando articulistas de grande relevância para nossa história. Sem dúvida, seus questionamentos servirão de bússola para entendermos uma realidade tão “inóspita”.

  3. alan kevedo Responder

    TODOS VIRAM, um professor foi executado por dois motoqueiros. Mulheres têm sido violentadas e mortas. Aqui, em Goiânia, a maioria delas só sai com escolta familiar, tanto pra estudar, quanto pra trabalhar. De vez em quando aparece, em nome das autoridades, na TV, uma pessoa dizendo que tais e tais medidas serão executadas. Tudo BALELA. Candidato, seja ele de que partido for, só pensa nas benesses do Poder, carro blindado, proteção oficial etc. etc. E aquele pai dopando o filho que seria covardemante assassinado pela companheira dele e madrasta da criança? Há pessoas, políticos, recebendo IMPOSTOS e sendo remunerados, por isso. Há pessoas recebendo DÍZIMOS e sendo remuneradas por isso, seja diretamente da Igreja, ou por atividades afins, como música Góspel, ou venda de livrecos. Bem, eu entendo assim, elas, todas estão exercendo funções públicas e são todas PASSÍVEIS DE CRÍTICA, por isso. E o mundo, pavoroso e tétrico, do qual deixamos escapar uma amostra grátis em linhas iniciais é o mundo que essas autoridades permitiram para os filhos e netos de vocês. Cruz-credo.

  4. Trulha Responder

    Não sei como o algoza não apodrece de dentro pra fora em ter gente sob o chicote da sua vontade. Quem promove isso não é humano.


x