Administração Netanyahu nega veementemente Estado palestino com fronteiras de 1967

Portais brasileiros publicaram notícia duvidosa que foi negada por completo pelo escritório do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu: “Isso nunca aconteceu” Por Vinicius Gomes...

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Portais brasileiros publicaram notícia duvidosa que foi negada por completo pelo escritório do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu: “Isso nunca aconteceu”

Por Vinicius Gomes

(Reprodução)
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A notícia afirmando que o atual governo de Israel teria aceito um Estado palestino com as fronteiras de 1967 seria uma das mais bombásticas das últimas décadas. Se não fosse mentirosa.

Diversos portais de notícia republicaram a notícia da agência EFE dizendo que o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), confirmou que Netanyahu teria aceito o Estado palestino, restando apenas detalhar os limites das fronteiras: “O primeiro-ministro de Israel aceitou o estabelecimento do Estado e me disse que pela frente só resta que os negociadores delimitem em detalhes as fronteiras de 1967”, teria afirmado Abbas.

As declarações de Abbas teriam sido divulgadas pela agência de notícias “Maan”, no entanto, uma simples consulta ao sítio online da agência mostraria que nunca nenhuma declaração de Abbas ou de qualquer outra pessoa foi feita quanto a isso.

(Reprodução)
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Tanto que o tradicional jornal israelense teve que anunciar que o escritório de Netanyahu nega de maneira veemente que o primeiro-ministro tenha concordado com uma Palestina com fronteiras de 1967: “Isso nunca aconteceu”, escreveu o jornalista Barak Ravid, não citando o oficial israelense que disse a frase.

Mesmo que uma consulta à suposta fonte primária da notícia, a agência Maan, não tenha sido feita, bastaria um mínimo de conhecimento sobre o assunto Israel-Palestina para desconfiar da manchete, sabendo que o governo israelense – o atual ou qualquer outro – vem rejeitando por décadas a ideia de retornar às fronteiras de 1967, principalmente por saber que os colonos israelenses assentados em territórios ocupados palestinos, não aceitariam tão facilmente sair de suas casas.

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