Coordenador do núcleo LGBT deixa o cargo na campanha de Marina

Decisão vem após a candidata do PSB recuar sobre programa de governo diante de pressão de Silas Malafaia. “O que redigimos foi exatamente o que saiu”, lamentou Luciano de Freitas

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Decisão vem após a candidata do PSB recuar sobre programa de governo diante de pressão de Silas Malafaia. “O que redigimos foi exatamente o que saiu”, lamentou Luciano de Freitas

Por Redação

Luciano Freitas, coordenador do núcleo LGBT da campanha de Marina Silva (PSB), deixou o cargo. A decisão veio após a candidata recuar em seu programa de governo sobre direitos dos gays, quando sofreu pressão, via Twitter, do pastor Silas Malafaia.

Em entrevista ao jornal O Globo, Freitas não escondeu a decepção com as mudanças no trecho do programa de governo. “O que redigimos foi exatamente o que saiu. Esperávamos que tivesse cortes. Ficamos surpresos com o que foi publicado.”

Apesar da sequência de fatos, Freitas nega que tenha saído por conta do recuo de Marina. “Eu já estava decidido a sair porque estava sem tempo e depois desses contratempos”. O coordenador do núcleo LGBT atuará, agora, na campanha de Paulo Câmara ao governo do estado de Pernambuco.

Coordenador geral da campanha de Marina, Walter Feldman não contemporizou e demonstrou incômodo com a decisão. “Ninguém é obrigado a apoiar, ninguém é obrigado a ficar. Aquilo que foi reformado expressa exatamente a opinião da candidata e dos coordenadores do programa de governo.”



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4 comments

  1. Esau Araujo Responder

    O que falta pra essa candidata é firmeza nas suas decisões

  2. Lili Abramo Responder

    Pensando aqui… segundo Roberto Amaral “ela tinha modificado…”, ou seja, apesar de todo o blablablá de construção coletiva e bases e escutar os outros e tal e tal, na hora H a dona Osmarina pode simplesmente “modificar” tudo o que foi decidido no suposto “processo de construção? É isso mesmo? E os que participaram na coisa toda vão dizer amém? E mais, esse negócio de que “não foi por pressão dos evangélicos” meio que piora tudo: dado que a própria dona Osmarina é evangélica, se não foi por pressão externa, foi por pressão interna, da sua “alma” evangélica, que nao permitiu que tal “heresia”constasse em seu programa. E se ilusoriamente alguém pode pensar que ela poderia se livrar da primeira, certamente ninguém esperará que ela se livre da segunda. Acho incrível que pessoas próximas, que compraram esse discurso de “construção coletiva” e que agora estão vendo que, no fim das contas, quem decide mesmo é a candidata e a ilustríssima coordenadora do programa de governo, sra. Setúbal, não fiquem indignadas com o engodo, que não denunciem, que tentem até justificar. Será que não sentem responsabilidade alguma pelo enorme engodo ao que está exposto todo o povo brasileiro? Isso não é, de alguma forma, compactuar?

  3. Campos Responder

    Cade os acertos do governo de Dilma que nenhum candidato pontuor será que só ouve erros nesse governo,falta coragem de serem sinceros

  4. Danilo Andrade Responder

    Vê-se que é uma pessoa que não tem convicção de Evangelho! Porque o Evangelho é pra todos! Se você exclui os homossexuais do projeto de governo, simplesmente você está criando um governo para fariseus.
    Desculpe-me a sinceridade, mas Srª Marina Silva, o senhor é teu pastor (Aquele que não julgou ninguém pelo contrário acolheu) ou o Silas Malafaia é seu pastor? Acorda queridinha! Saia do sistema e encare o evangelho com sinceridade! Porque no mundo haverá aflições mas quem está conosco venceu o mundo! E não há barreiras que possam impedir de chegarmos onde Deus quer! Mas precisamos ouvir a voz do mestre! Não dos fariseus! tenho dito….


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