Luciana Genro: “Eu defendo a família, e por isso defendo o casamento civil igualitário”

"A defesa dos direitos LGBT também é uma defesa da família: de todas as famílias," disse candidata à presidência da República pelo Psol em entrevista no portal G1

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“A defesa dos direitos LGBT também é uma defesa da família: de todas as famílias”, disse candidata à presidência da República pelo Psol em entrevista ao portal G1

Por Redação

“Eu não sou contra a família, pelo contrário. Eu defendo a família e por isso defendo o casamento civil igualitário, para que as pessoas possam construir a sua família independente de quem elas amem”. Assim se posicionou a presidenciável do Psol, Luciana Genro, em entrevista no portal G1, nesta terça-feira (2).

Além de marcar posição sobre a questão LGBT, a candidata se mostrou contrária à proibição do uso de máscaras em protestos e favorável à eutanásia, descriminalização da maconha e legalização do aborto. Defendeu, para além deste último ponto, a ampliação dos direitos das mulheres, e, caso eleita, se comprometeu a investir na criação de creches, inclusive noturnas, para que “as mulheres possam manter suas atividades políticas”, mesmo sendo mães.

Um dos momentos mais tensos da conversa ocorreu quando o nome do senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) foi citado. “O Randolfe praticamente já está fora do Psol, essa é a realidade”, afirmou sobre o ex-candidato psolista à presidência da República – Genro era vice em sua chapa. “Não concordo com as ideias dele. Ele estava expressando mais as opiniões dele do que as do partido. Não estava conectado com o pensamento da maioria”, declarou.

Luciana foi muito questionada sobre suas propostas para a economia. Ela disse que pretende fazer uma “revolução tributária”, a partir da qual forçará os mais ricos – com fortunas acima dos 50 milhões de reais – a pagarem mais impostos. Também quer taxar os lucros e liberar os estados do pagamento da dívida com a União. Sobre conceder autonomia ao Banco Central, foi categórica: “Isso significa entregar o coração da política econômica para os mercados, para os bancos”, apontou.

Genro também foi assertiva em suas colocações ideológicas. “Não acredito que o capitalismo possa ser melhorado”, indicou. “Para que alguns possam ter tanto, como o capitalismo permite, outros precisam estar numa pobreza brutal.” Para a candidata, o “socialismo é uma evolução que precisamos fazer”.

Foto de capa: Reprodução/G1



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