Marina Silva diz que vai instituir a “coalizão programática”

Candidata voltou a atacar os partidos de esquerda e disse que eles têm "dificuldade de se atualizar”

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Candidata voltou a atacar os partidos de esquerda e disse que eles têm “dificuldade de se atualizar”

Por Redação

A candidata a presidência da República pelo PSB, Marina Silva, foi sabatinada nesta terça-feira (2) pelo jornal O Estado de São Paulo. Logo no início da entrevista, a presidenciável foi questionada a respeito da alteração das propostas LGBT de seu programa. A candidata explicou que houve “falta de leitura”. “O nosso programa foi feito com a participação de mais de seis mil pessoas. Fizemos mais vários seminários temáticos e semanais (…) eu e o Eduardo revisamos o programa página a página, e o que foi para editoração, fruto do debate entre diferente setores, não foi aquilo que havíamos conversado”, explicou.

Marina Silva voltou a criticar os partidos de esquerda e disse que eles têm dificuldade de se renovar. “Fiquei 30 anos no PT e minha razão da saída do partido foi que eles não tiveram a percepção de atualizar suas bandeiras para uma nova visão de desenvolvimento, a bandeira de sustentabilidade como uma nova bandeira deste século. A maioria dos partidos tradicionais da esquerda tem dificuldades para ter essa percepção”, disse a candidata do PSB.

Questionada como faria para aprovar os seus projetos no Congresso Nacional, visto que declarou que não pretende fazer alianças com os representantes da “velha política”, Marina Silva declarou que vai propor um governo de “coalizão programática” ao invés de uma coalizão “pragmática”.

Foi também questionado à pessebista se ela atuaria para impedir a eleição ao comando das casas do Congresso Nacional de figuras como Renan Calheiros (PMDB-AL). “O Congresso é autônomo, eu respeito a autonomia do Congresso Nacional. Os parlamentares da base do governo vão votar em um candidato. O presidente do Congresso é eleito para representar a instituição. Conversaremos com quem for eleito, mas não como se ele fosse subordinado ao Executivo”, respondeu.



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