Marina Silva evita falar em casamento gay e consulta bíblica

Em entrevista ao Jornal da Globo, candidata do PSB não responde perguntas polêmicas e corrige William Waack, que chamou a Política Nacional de Participação Nacional (PNPS) de “herança do bolivarianismo”

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Em entrevista ao Jornal da Globo, candidata do PSB não responde perguntas polêmicas e corrige William Waack, que chamou a Política Nacional de Participação Nacional (PNPS) de “herança do bolivarianismo”

Por Igor Carvalho

O Jornal da Globo começou, nesta segunda-feira (1), uma série de entrevistas com os presidenciáveis. A primeira foi Marina Silva (PSB), que evitou falar em “casamento gay” e não confirmou se consulta versículos bíblicos para tomar decisões.

A primeira pergunta foi sobre a alteração no programa de governo de Marina Silva, que previa, por exemplo, o casamento gay e foi modificado após pressão de Silas Malafaia. Pressionada pelo jornalista William Waack, a candidata titubeou mas evitou a usar a palavra “casamento”.

“O que aconteceu foi uma correção. Mas os direitos civis da comunidade LGBT estão garantidos em nosso programa, mais do que no programa de outros candidatos”, afirmou a candidata. Mesmo quando questionada diretamente se era favorável ao casamento gay, Marina tergiversou e não respondeu.

Em seguida, a candidata foi questionada sobre o hábito de consultar a versículos bíblicos, aleatoriamente, antes de tomar decisões. Novamente Marina não respondeu pragmaticamente e, sem citar a bíblia, afirmou que “às vezes você pode ter um insight assistindo um filme” e falou na “capacidade antecipatória, que você encontra na indústria cinematográfica.”

Marina ainda reclamou da tentativa de construção de uma imagem de religiosa dela. “Olha, isso é uma forma que as pessoas foram construindo, ou estão construindo, pra tentar passar uma imagem de que eu sou uma pessoa que é fundamentalista, essas coisas que muita gente de má fé acabam fazendo.”

Waack citou a Política Nacional de Participação Nacional (PNPS), que chamou de “bolivariano”, repetindo o discurso comum da grande mídia, e perguntou se a presidenciável seria favorável ao decreto.

Marina corrigiu Waack e se mostrou favorável ao PNPS. “Uma coisa importante pra a gente pensar, William, é o que que significa ampliar a participação das pessoas? Isso não tem nada a ver com bolivarianismo, isso tem a ver com melhorar a qualidade das instituições. Se nós não partimos do princípio de que os partidos precisam se renovar na sua forma, em relação à linguagem, às suas estruturas, nós vamos criar um descolamento.”

Sobre o pré-sal, Marina Silva afirmou estar comprometida com o recurso, mas não o trata como prioritário. “Vamos investir em energia limpa com o uso da biomassa, o uso do vento, o uso do sol. William, não faz sentido termos a maior área de insolação do planeta e termos a quantidade de energia solar que nós temos. A Alemanha tem ‘zero vírgula nada’ de sol e tem 20% de sua matriz energética de energia solar.”



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1 comment

  1. Alan kevedo Responder

    Titubeia, vacila, tem medo do fundamentalismo, mas não dispensa o voto de cabresto religioso. Ideias de uma época em que a Terra era chata e o Sol girava em torno dela. Se ela ganhar seus filhos serão apartados dos avanços tecnológicos tipo “Vale do Silício.” Cruz-credo.


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