Com projeto artístico, estudante denuncia seu estuprador

Em seu projeto-protesto “Carregando o Peso”, Emma Sulkowicz carregará seu colchão pelo campus de tradicional universidade de Nova Iorque enquanto seu estuprador permanecer em campus Por Alyssa Figueroa, em Alternet | Tradução: Vinicius Gomes...

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Em seu projeto-protesto “Carregando o Peso”, Emma Sulkowicz carregará seu colchão pelo campus de tradicional universidade de Nova Iorque enquanto seu estuprador permanecer em campus

Por Alyssa Figueroa, em Alternet | Tradução: Vinicius Gomes

Na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, a estudante de artes visuais Emma Sulkowicz está iniciando seu ano letivo carregando pelo campus mais do que sua mochila e seus livros. Como parte de um projeto artístico, Sulkowicz carregará seu colchão por toda Columbia, uma vez que seu estuprador ainda está no campus.

Ela diz que foi violentada no primeiro dia de seu segundo ano na universidade. Não denunciou o estupro de maneira imediata, mas após conversar com duas mulheres que foram atacadas pelo mesmo homem, todas decidiram registrar o ocorrido. Ela então passou por uma audiência inapropriada, como a própria escreveu na revista Time: “Durante minha audiência, que não ocorreu até sete meses depois do incidente, uma das presentes no inquérito continuou me perguntando como era fisicamente possível acontecer o estupro anal. Eu fui colocada na horrorosa posição de tentar educá-la e explicar como essa coisa terrível aconteceu comigo”.

A universidade ignorou os casos das três mulheres.

Na semana passada, a The Nation publicou um e-mail que um administrador enviou acidentalmente para um estudante, revelando o desdém da universidade para o movimento anti-estupro no campus. O administrador, basicamente, debochou do pedido das estudantes para um maior envolvimento [da administração] nas políticas de ataques sexuais na universidade.

Em abril, Sulkowicz assinou junto de outras 22 estudantes uma reclamação contra a universidade por sua ineficiência em lidar com casos de estupro. No mês seguinte, ela decidiu reportar o estupor para a polícia, onde foi tratada de maneira ainda mais insensível.

“Você o convidou a seu quarto. Essa não é a definição legal para estupro”, disse um dos policiais. O projeto artístico tem o nome de “Performance do Colchão: Carregando o Peso”.

“Fui estuprada em meu próprio dormitório e desde então, aquele espaço se tornou um tormento para mim”, diz Sulkowicz em um vídeo publicado pelo Columbia Spectador. “E eu sinto que tenho carregado o peso daquilo que aconteceu comigo por todos os lugares desde então”.



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3 comments

  1. Wilson Mouras Responder

    É nos EUA que se encontra a maior população encarcerada do planeta, não que o Brasil fique muito atrás, e em sua maioria absoluta por tráfico o porte de intorpecentes. Contudo, este é um exemplo de política e mentalidade sexista, chovinista, e tida como normal e natural em muitos lugares.

  2. Carlos Antônio Silva dos Santos Responder

    Fiquei chocado com o descaso e desdém das autoridades Norte Americanas para com o caso. Pior de toda violência sofrida por essas alunas e as outras jovens é o descaso das autoridades. Sei que em meu país as coisas não são tão diferentes, mas o caso não é de uma perspectiva local e/ou individual, o caso é de leso a humanidade. Sinto muito pelas jovens que alem de serem terrivelmente violentadas ainda sofreram descaso e desdém por conta das autoridades locais. E aí, num sei nem se essa minha sugestão será vista pelas vitimas, mas no intuito de ajudar a gente tenta. Pois bem, oriento as vitimas a entrarem com denuncia junto a Corte Interamericana em Direitos Humanos – CIDH, pois a Corte tem como acionar os EUA internacionalmente e sendo acionado os EUA deve acompanhar a situação com mais atenção e empenho. Que Deus possa proteger e amparar essas filhas!

  3. gleyce Responder

    Um absurdo passei por uma tentativa d estrupo e fui prestar queixa e tbm n fui levadaa sserio pela policia eles só levaram a serio quando a sobrinha d um empresario foi extrupada impunidade desumana


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