Marina Silva: “Vou governar com todos os partidos, com as pessoas de bem”

A candidata, no entanto, não disse qual o critério que usa para definir "pessoas de bem" de partidos adversários. Para a pessebista, "não precisamos ficar de costas para os EUA e a Europa para podermos nos relacionar com a África e a América do...

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A candidata, no entanto, não disse qual o critério que usa para definir “pessoas de bem” de partidos adversários. Para a pessebista, “não precisamos ficar de costas para os EUA e a Europa para podermos nos relacionar com a África e a América do Sul”

Por Redação

A candidata a presidente Marina Silva (PSB) foi entrevistada nesta quarta-feira (3) pelo portal G1 e teve novamente de responder questionamentos sobre as contradições de seu discurso de “nova política”, principalmente em relação às alianças partidárias de ocasião.

Marina afirmou que sua filiação ao PSB, desde quando concordou ser a vice do falecido Eduardo Campos, é “inteiramente coerente, pois se baseia no programa [de governo]”, complementando ainda que a nova política não será feita por ela nem por Albuquerque, e sim pela sociedade brasileira que desde junho de 2013 mostrou “que não quer ser mais espectadora da política”. Reiterou ainda que deseja trabalhar com todas as pessoas de “bem” de outros partidos, como PT e PSDB, mesmo sem especificar critérios e nem levando em consideração se esses partidos desejariam ceder seus quadros para um eventual governo.

Os temas polêmicos que têm perseguido a pessebista desde sua oficialização como candidata da sigla e as alterações em seu programa de governo também estiveram presentes na entrevista por meio do questionamento de um internauta: “Como posso confiar o governo do meu país numa equipe que não sabe nem fazer um plano de governo sem erros?”. A presidenciável replicou que uma característica fundamental a alguém pleiteando um cargo público é admitir os erros, “diferente do atual governo”.

Quando perguntada sobre seu discurso de que o dinheiro gerado com “eficiência nos gastos públicos” pagaria seus compromissos em destinar 10% do PIB para educação, 10% da receita da União para saúde e passe livre a estudantes, a pessebista respondeu que projetos que se iniciam com um valor e ao longo dos anos são reajustados eram um exemplo de má eficiência na gestão dos gastos públicos, citando a tranposição do rio São Francisco após dizer que mandaria “uma lista” de outros exemplos para o jornalista.

Sobre política externa, Marina afirmou que seu norte para o relacionamento com os outros países se dará pelo respeito à democracia, à liberdade e aos direitos humanos e que acredita no fortalecimento do Mercosul. No entanto, em sua visão, isso não deveria ser impedimento para que o Brasil realizasse acordos bilaterais com quem quer que seja. “Não precisamos ficar de costas para os EUA e a Europa para podermos nos relacionar com a África e a América do Sul”, afirmou.



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