Em ato contra a homofobia, Dilma vai lançar programa LGBT

Evento marcado para o dia 20 setembro vai apresentar propostas contra a violência por orientação sexual e identidade de gênero.

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Evento marcado para o dia 20 setembro vai apresentar propostas contra a violência por orientação sexual e identidade de gênero

Por Marcelo Hailer

Após fazer declarações contra a homofobia e afirmar que tais atos “são uma vergonha para o Brasil”, a candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) vai se reunir no próximo dia 20 de setembro (sábado) com a militância do Partido dos Trabalhadores, em evento contra a homofobia e pela paz no Brasil. No ato, serão apresentados os 13 pontos do programa de governo à comunidade LGBT.

De acordo com a coordenadora nacional LGBT do PT, Janaina Oliveira, a presidenta irá convocar a nação a defender “a vida da população LGBT e fazer um chamado pela paz”. Os 13 pontos a serem apresentados só serão divulgados no dia do evento, mas, em julho, o Setorial Nacional LGBT do partido encaminhou carta à presidenta para que não houvesse retrocessos na pauta e que o assunto fosse encampado pela campanha de fato.

Entre os pontos apresentados à época, destaque para ponto 1, que pede a implantação do Plano Nacional LGBT por meio de decreto e com previsão orçamentária para sua execução; o ponto 6, que reclama maior investimento de recursos públicos ao enfrentamento à violência contra LGBT e promoção de direitos com destinação de orçamento próprio para a consolidação do Sistema Nacional LGBT; e por fim o ponto 10, que pede ao governo federal que articule a aprovação de marco regulatório que criminalize os crimes de ódio em decorrência da orientação sexual e identidade de gênero.

Após o debate eleitoral realizado pelo SBT, a presidenta e candidata a reeleição foi questionada pelos jornalistas a respeito das mudanças no programa de Marina Silva (PSB) no que diz respeito às questões LGBT. Rousseff respondeu dizendo que, quando se trata de Direitos Humanos, não se pode alterar propostas.

“Olha, eu acho que não se deve mudar a proposta, principalmente quando se refere a direitos. Eu pessoalmente, como política e governante, sou contra qualquer forma de violência contra pessoas. Agora, no caso específico da questão da violência, da homofobia, eu acho que é uma ofensa ao Brasil, porque o Brasil é uma sociedade que sempre foi tolerante com a diferença”, disse Dilma Rousseff.

E, assim, declarou apoio à criminalização da homofobia. “Eu fico muito triste de ver que nós temos hoje grandes índices de violência atingindo essa população, principalmente quando se trata de homossexuais, mas também em todas as outras áreas. O que eu estou dizendo é que se deve criminalizar a homofobia. A homofobia não é algo que a gente possa conviver”, finalizou a presidenta.

A posição de Dilma Rousseff em torno da criminalização da homofobia marca um ponto de virada nesta eleição. Se em 2010, o aborto centralizou, neste ano são as questões LGBT. Porém, na eleição passada, todos os presidenciáveis tiveram posturas conservadoras por conta do lobby religioso. O que muda neste ano é que os candidatos, empurrados por pressão externa, assumiram posições públicas e favoráveis à criminalização da homofobia. Tal gesto de Dilma Rousseff fez com que os líderes fundamentalistas, como Marco Feliciano e Silas Malafaia, declararem apoio aos candidatos à presidência da República pastor Everaldo (PSC) e Marina Silva (PSB).

Foto: Coligação Mais Futuro



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4 comments

  1. jose carlos lima Responder

    Tenho visto inocentes úteis repetindo o discurso do pig da “alternancia de poder” sem saberem que não se trata disso e sim de alternância de visão de estado, querem trocar é um projeto que deu certo por um da austeridade e do estado minimo para o povão e máximo para o banqueiro.O que se quer não é alternância de poder e sim alternancia de neoliberalismo vs estado social. Sejam didáticos para explicar isso ao eleitor

  2. Paula Responder

    Acho q ela deve lutar pela igualdade mas com relação um com o outro independe de classe, cor ou religião. Ninguém está respeitando mais ninguém deveria lutar pela ordem desse país um país q tem leis e não são poucas e continua nessa desordem! Pessoas inocentes morrendo… Pais sofrendo com filho no vício. ETC…. Vcs ainda acham que a igualdade deve começar por aí? Me poupe.

  3. Paulo Responder

    Desculpem. Tá difícil de acreditar na Dilma neste quesito. Ela passou o governo todo sem se comunicar com a comunidade… vetou o “escola sem homofobia” em uma declaração possivelmente homofóbica (“No meu governo não vai haver propaganda de opção sexual” – sem ter assistido os vídeos do programa). Agora, oportunisticamente nas eleições, em resposta ao recuo de Marina que parece ser uma resposta ao tweet Malafaia, a Dilma se apresenta como a lutadora contra a homofobia?? Por favor! Ela está mais a mercê dos evangélicos do que a prória Marina que é evangélica.


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