Delação premiada seria para alavancar Aécio e reverter tiro no pé de inflar Marina?

Artigo alerta para o que há por trás do caso envolvendo a delação premiada de ex-diretor da Petrobras Por Antônio de Souza, especial para o Viomundo...

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Artigo alerta para o que há por trás do caso envolvendo a delação premiada de ex-diretor da Petrobras

Por Antônio de Souza, especial para o Viomundo

Tudo indica que a delação premiada de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, é uma operação casada que envolve setores da Polícia Federal, que vazaram as informações, os tucanos e a velha mídia.

Para entender o está acontecendo neste momento é preciso voltar um pouco no tempo.

Com o intuito de detonar a reeleição de Dilma Rousseff, a candidata do PT à Presidência da República, a mídia insuflou exaustivamente a candidatura de Marina Silva, do PSB.

Só que o movimento midiático pró-Marina acabou sendo um tiro no pé da própria mídia. É que fragilizou demais o seu candidato preferencial, Aécio Neves, e o próprio PSDB. Está trazendo danos sérios às campanhas tucanas não apenas em Minas Gerais — lá Aécio está em terceiro lugar – mas também no Brasil. As bancadas do PSDB nas assembleias estaduais e na Câmara dos Deputados correm o risco de minguar muito, transformando a sigla num partido nanico.

Associa-se a isso o fato de Marina apresentar baixa possibilidade de sustentabilidade política e se negar a fazer acordos políticos.

O movimento da mídia está transparente no discurso de Aécio, que fala em PT 1 e PT 2, que seria a candidatura Marina.

A denúncia da Operação Lava Jato atinge o governo, fato, aliás, já sabido. Mas a novidade é que o pai da “nova política” aparece citado: Eduardo Campos.

As relações de Campos com Paulo Roberto Costa são antigas.

Tanto que o ex-diretor da Petrobras pediu e a Justiça autorizou que Campos prestasse depoimento no processo da Operação Lava Jato como sua testemunha de defesa.

Isso é importante porque ajuda a jogar luz na história do avião de Campos.

Reportagem da Folha de S. Paulo dessa sexta-feira mostra que empresas que pagaram o avião do falecido governador de Pernambuco tiveram relação com o esquema do doleiro Alberto Youssef.

Diante dessas revelações, fica no ar que Aécio já sabe que poderá surgir o pedido de cassação da candidatura de Marina a qualquer momento antes das eleições.

Além disso, soma-se a preocupação do governador Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à reeleição, de evitar um segundo turno, especialmente devido ao crescimento natural das candidaturas de Alexandre Padilha (PT) e Paulo Skaf (PMDB).

Alckmin e a grande imprensa perceberam que o discurso do “vamos mudar tudo” pode ter impacto nas campanhas estaduais e fazer com que o PSDB paulista e o mineiro também sejam varridos nesse movimento.

Esse conjunto de fatores ajuda a compreender por que o tradicional denuncismo da mídia há 15 dias, uma semana antes da eleição, foi antecipado. Até porque sem fato novo a candidatura de Aécio definhava a olhos vistos. Havia o recado de que se esse cenário não mudasse 15 dias antes da eleição a candidatura tucana poderia virar pó.

Pior ainda para a direita que com a força de Dilma e do PT ainda preservada, conseguindo eleger bancadas de peso, associada ao possível enfraquecimento tucano, levaria Marina a negociar com o PT para ter governabilidade

Aparentemente, a mídia, ao constatar o tiro que desferir no seu próprio pé, começa a tentar fazer o caminho de volta.

Dessa maneira, o alvo agora também é Marina. Teremos um final de campanha arrepiante.

PS: Curiosamente, a mídia não publicou até o momento a relação completa dos parlamentares delatados talvez para preservar alguns aliados seus.

Lembro aqui as relações entre Luiz Argolo, do partido Solidariedade, que aparecia em negociações com o ex-delegado e deputado federal Fernando Francischini, também do Solidariedade (ex-PSDB). Franchiscini, além de ser um dos canais de vazamento da Operação Lava Jato da Polícia Federal, é citado nela. Argolo, por sua vez, é acusado de ser sócio do doleiro Alberto Yousseff. Ou seja, Francischini, o acusador-mor, pode estar envolvido em todo este esquema.

Foto de capa: Coligação Muda Brasil



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2 comments

  1. Valquíria Responder

    Bom, pelo que sei, a delação é uma maneira que o agente público tem para facilitar o caminho da apuração de irregularidades. Então, se eu sou um delator, minha palavra não merece mais ou menos crédito, pois, estou assumindo que sou tão ou mais criminoso que meus concorrentes. Apensa encurtei o caminho para a punição efetiva dos delinquentes. O resto é manipulação de argumentos a favor ou contra, em determinado contexto.

  2. enganado Responder

    Já perguntaram ao Aébrio Never o qual sua opinião sobre o TRENSALÃO do PSDB e/ou o MENSALÃO do PSDB e/ou porque o TJMG negou por 3 X 0 suas contas de Saúde e Educação qdo era o interventor em MG? Atenção moçada vamos fazer uma rifa Nacional para comprar um Espelho para que o AÉBRIO ver se enxerga e tome vergonha na cara. Vamos lá, afinal qual o seu programa de governo? Washington ainda não entregou para o Armínio Fraga? Eleição já está nas portas e até agora nada de programa, pois a única coisa que faz em entrevistas é falar mal da Dilma e da Marina e dizer que o seu programa é ótimo. Cadê o Programa???? Programa?! Cadê o Programa?!?


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