Polícia Federal vai investigar vazamento de depoimento de Paulo Roberto Costa

Presidenta Dilma Rousseff também quer ter acesso ao depoimento; caso o pedido seja negado, vai recorrer ao STF

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Presidenta Dilma Rousseff também quer ter acesso ao depoimento; caso o pedido seja negado, vai recorrer ao STF

Por Redação

A Superintendência da Polícia Federal (PF) do Paraná abriu inquérito para investigar o suposto vazamento do depoimento do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, que é réu em uma investigação sobre esquema de propina na estatal. Em comunicado à imprensa, a PF declarou que as informações relativas à operação Lava Jato estão protegidas por segredo de Justiça.

Em sabatina realizada ontem pelo jornal O Estado de S. Paulo, a presidenta e candidata à reeleição, Dilma Rousseff, declarou que pediu à Polícia Federal e ao Ministério Público acesso aos depoimentos para saber se há integrantes do governo envolvidos. A presidenta disse que é “estranho” que setores da imprensa tenham acesso antes do governo aos autos da investigação. Dilma disse, ainda, que se não for atendida vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“Se houve alguma coisa, e tudo indica que houve, eu posso te garantir que todas, vamos dizer assim, as sangrias que eventualmente pudessem existir estão estancadas”, afirmou Dilma ontem na entrevista. Ela ainda ressaltou que quem faz delação “pode não gostar de uma pessoa e acusá-la ou estar protegendo alguém. Já que foi divulgado [o depoimento de Costa] eu tenho obrigação em querer saber”.

A estatal Petrobras também divulgou que pediu ao juiz federal responsável pelo caso Lava Jato, Sérgio Moro, acesso ao depoimento do ex-diretor Paulo Roberto Costa sobre o suposto esquema de propina que acontecia na empresa.

A direção da Petrobras informou, ainda, que solicitou informações sobre a existência de contratos com empresas ligadas ao doleiro Alberto Youssef que, de acordo com a investigação da Polícia Federal, era o responsável pela lavagem do dinheiro distribuído aos políticos envolvidos no esquema.

Foto: Diário do Poder

 



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