Mentor do estupro coletivo de Queimadas é condenado a 108 anos de prisão

Após 19 horas de julgamento, Eduardo dos Santos Pereira foi considerado culpado pelo ato que ficou conhecido como a "Barbárie de Queimadas"

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Após 19 horas de julgamento, Eduardo dos Santos Pereira foi considerado culpado pelo ato que ficou conhecido como a “Barbárie de Queimadas”

Por Redação

Após 19 horas de julgamento, Eduardo dos Santos Pereira, tido como o mentor do estupro coletivo em Queimadas, que resultou na morte de duas mulheres, foi condenado a 106 anos de prisão.

Santos Pereira foi considerado culpado por dois homicídios, formação de quadrilha, cárcere privado, corrupção de menores, porte ilegal de arma e por cinco estupros. Soma-se a isso a pena de 1 ano e 10 meses de detenção pelo crime de lesão corporal de um dos jovens envolvidos no crime, o que aumenta a sua pena para 108 anos.

A sentença foi lida na manhã desta sexta-feira (26), às 9h, no plenário do 1º Tribunal do Júri de João Pessoa, no Fórum Criminal.

Relembre o caso

O fato aconteceu em Queimadas (PB), no dia 12 de fevereiro de 2012, quando as duas garotas e outras três foram convidadas a participar da festa de aniversário do irmão de Eduardo, Luciano dos Santos. No meio da festa, homens mascarados invadiram e anunciaram o estupro coletivo.

À época, os irmãos disseram à polícia que, durante o aniversário, homens mascarados invadiram o local, estupraram as mulheres e levaram duas como reféns. Michele Domingos foi assassinada a tiros ao lado da igreja da cidade. Isabela Monteiro foi encontrada morta em uma estrada vicinal. A polícia desconfiou, pois, logo depois que os irmãos denunciaram, estavam circulando pela cidade normalmente.

Eduardo Santos Pereira, apontado como mentor do crime, foi preso no velório de Isabela. Depois dele, a polícia prendeu todos os envolvidos: três adolescentes e sete adultos; entre eles, o aniversariante. O que mais chocou a cidade de Queimadas é que todos eram vizinhos, amigos e alguns deles parentes. Segundo a polícia, tudo foi planejado com pelo menos 15 dias de antecedência.

O mentor do estupro coletivo e assassinato das duas mulheres, Eduardo Santos Pereira, está sendo acusado de duplo homicídio qualificado, estupro, porte ilegal de arma, corrupção de menores, formação de quadrilha e cárcere privado.

Os outros seis participantes já foram sentenciados no dia 23 de outubro de 2012, pela juíza Flávia Baptista Rocha, da Comarca de Queimadas: Luciano dos Santos Pereira a 44 anos de prisão; Luan Barbosa Casimiro a 27 anos; Fernando França Silva Junior a 30 anos; Jacó Sousa a 30 anos; José Jardel Souza Araújo a 27 anos; e Diego Domingos a 26 anos e seis meses. Todos estão cumprindo pena em regime fechado no presídio de Segurança Máxima PB1.



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2 comments

  1. Paulo Rogério Gomes Responder

    As penas comidas a qualquer pessoa vem no sentido de reeducar o indivíduo de conduta desviante, o qual o Estado considera crime. A concepção de exterminar qualquer pessoa que cometa crime, é de sociedade mecânica e, portanto, devemos ter cuidado com tais posicionamento, posto que, também, somos passíveis de cometer erros e/ou crimes. Portanto, estes que foram condenados a reclusão, deverão passar um bom tempo na prisão e terão tempo suficiente para refletir sobre os seus atos delituosos. Justiça feita.


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