Dilma cresceu em municípios com poucos beneficiados do Bolsa Família

Resultado das urnas desmonta a teoria de que o programa social teria determinado a vitória de Dilma sobre o adversário Aécio Neves.

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Resultado das urnas desmonta a teoria de que o programa social teria determinado a vitória de Dilma sobre o adversário Aécio Neves

Por Redação*

A análise dos resultados das urnas nas eleições presidenciais do último dia 26 mostra que a candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) venceu o segundo turno não apenas em regiões beneficiadas por políticas sociais.

Em geral, os votos aumentaram, do primeiro para o segundo turno, em municípios onde o programa Bolsa Família atende menos de 25% da população. Essas localidades representam 7,3 milhões dos 11,2 milhões de votos a mais que a presidenta teve na etapa final da disputa. A petista subiu ainda entre os eleitores das mil cidades onde menos de 13% dos moradores recebem o Bolsa Família.

Nos dois turnos, a presidenta cresceu mais de 10,1 pontos percentuais, o que corresponde a 4,8 milhões de votos, quase metade de toda a votação na etapa final. Outro motivo para a reeleição de Dilma está no resultado de 3.773 cidades com menos da metade da população beneficiária do Bolsa Família, onde recebeu 10,2 milhões de votos a mais no segundo turno.

A avaliação mostra que o programa social, sozinho, não explica a vitória de Dilma Rousseff sobre o adversário Aécio Neves (PSDB). Os números apontam que ela só foi reeleita porque, na reta final, conseguiu crescer em cidades onde há pouca gente inscrita no programa.

* Com informações da Folha de S. Paulo



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