Lobão discursa em protesto contra Dilma

O vice-presidente nacional do PSDB, Alberto Goldman, disse que nem o partido nem a direção da campanha de Aécio Neves compactuam com as manifestações pedindo o impeachment de Dilma.

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O vice-presidente nacional do PSDB, Alberto Goldman, disse que nem o partido nem a direção da campanha de Aécio Neves compactuam com as manifestações pedindo o impeachment de Dilma

Por Redação

O cantor e compositor Lobão havia prometido aos brasileiros que deixaria o país caso a presidenta Dilma Rousseff (PT) fosse reeleita na votação do último dia 26. Mesmo com o resultado positivo da petista nas urnas, o músico decidiu permanecer no Brasil para, segundo ele, fazer uma “verdadeira oposição” ao governo.

Neste sábado (1), Lobão discursou para uma plateia de 2 mil pessoas em São Paulo, durante um protesto que seguiu pela Avenida Paulista até a Assembleia Legislativa, na região do Parque Ibirapuera. Com a bandeira nacional sobre os ombros, ele defendeu a recontagem dos votos nas eleições presidenciais e negou que o movimento queira incentivar a implantação de um novo golpe militar, como ocorreu em 1964.

Porém, não foram poucos os cartazes de manifestantes sugerindo intervenção militar no país. O ato, que teve como foco pedir o impeachment da presidenta Dilma, contou ainda com a participação do deputado federal eleito Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), filho do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), que, em sua fala, afirmou que, se seu pai fosse candidato a presidente, ele teria “fuzilado” Dilma. Eduardo lembrou ainda que Jair Bolsonaro tem a intenção de concorrer ao cargo em 2018, mesmo que tenha de mudar de partido.

O empresário Paulo Martins, que foi candidato a deputado federal neste ano pelo PSC do Paraná, cumprimentou os participantes com um “Boa tarde, reaças”. “É inegável que o PT constrói uma ditadura no país”, completou, sendo aplaudido em seguida. Em resposta à manifestação, alguns moradores de prédios da região estenderam nas janelas camisetas e bandeiras vermelhas, em apoio à presidenta.

O vice-presidente nacional do PSDB e ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman, afirmou nesse sábado (1º) que nem o partido nem a direção da campanha do tucano Aécio Neves incentivam ou dão suporte às manifestações contra Dilma.

Goldman afirmou que seria uma “irresponsabilidade” compactuar com esse tipo de ato e que, apesar de o partido ter pedido uma auditoria sobre a apuração dos votos, não há indício de fraude eleitoral. “Apenas uma constatação de que o acompanhamento de todo esse processo é deficiente e pode ser melhorado”, declarou.

Foto de capa: Oswaldo Corneti / Fotos Públicas



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4 comments

  1. Valquíria Responder

    Bom , quando acho que já vi de tudo , eis que vejo a galera tucanada romper as raias do ridículo . Também , pudera , nem o mais otimista dos sofistas poderia pensar em tamanha e absoluta superação . Com vocês : “O supra-sumo dos ca-na-lhas , em sua melhor forma e expressão” !

  2. Giovanni Responder

    Esse infeliz não ia embora se a Dilma ganhasse?

    Tá fazendo o que aqui ainda, filhão?

  3. Carlos Responder

    Lá as pessoas são canalhas por admirarem o Canada em vez de Cuba, canalhas estão nesse site.

    1. Diego Responder

      Qual Canadá? Aquele país “comunista bolivariano” que dá “social assistance” para quem está desempregado, no valor de 1186 dólares canadenses (2589 reais) para famílias com três pessoas? Ah sei, entendi, esse Canadá né!? Como são “malvados” esses “bolcheviques” canadenses…


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