9N: Catalunha mantém referendo para o próximo domingo

Governo catalão mantém a consulta apesar da oposição do governo de Mariano Rajoy e de o Tribunal Constitucional tê-lo suspendido. O referendo à autodeterminação é uma exigência cidadã da Catalunha e a consulta em...

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Governo catalão mantém a consulta apesar da oposição do governo de Mariano Rajoy e de o Tribunal Constitucional tê-lo suspendido. O referendo à autodeterminação é uma exigência cidadã da Catalunha e a consulta em 9 de novembro terá, certamente, uma grande participação popular

Por Esquerda.net

O porta-voz do governo catalão Francesc Homs declarou que perante a suspensão do referendo pelo tribunal Constitucional, tudo está a postos e que se mantém o referendo para o próximo domingo, 9 de novembro.

O governo decidiu ainda apresentar uma queixa contra o governo da Espanha do PP e de Mariano Rajoy “por atentar contra o direito à participação e à liberdade de expressão”.

O governo catalão da CyU (direita catalã) considera que a impugnação do referendo por parte do governo Rajoy é um “abuso de poder”.

A consulta organizada pelo governo catalão conta com a ajuda de dezenas de milhares de voluntários que estarão nas mesas de voto dos municípios catalães.

O tribunal Constitucional decidiu suspender a participação de funcionários e o uso dos locais para realizar o referendo, de acordo com o pedido de impugnação do governo de Mariano Rajoy.

Num debate realizado na passada segunda-feira no Ateneo de Madrid, em que participaram ERC (Esquerra Republicana da Catalunha), CUP (Candidatura de Unitat Popular), Guanyem (força liderada por Ada Colau, líder da Plataforma de Afetados por la Hipoteca), PSC (Partido dos Socialistas da Catalunha) e ICV (Iniciativa por Catalunha Verdes), as cinco forças consideraram que o referendo não corresponde aos termos prometidos pelo governo catalão, mas será mais uma grande mobilização cidadã.

Segundo o publico.es, Gerardo Pisarello de Guanyem afirmou estar convencido que “a mobilização de 9N será maior do que espera”, pois considera que as pessoas compreendem que “se ficarem em casa, o prejudicado será o processo de democratização” e não o governo catalão de Artur Mas.

Foto de Capa: Reprodução



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