Estudante negra acusa loja de racismo: ‘Me chamaram de ladra’

Ela tirou todos os objetos da bolsa e foi revistada após ser abordada por um funcionário que a acusou de furtar um par de brincos. Constrangida, a jovem registrou reclamação na loja e procurou a delegacia

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Ela tirou todos os objetos da bolsa e foi revistada após ser abordada por um funcionário que a acusou de furtar um par de brincos. Constrangida, a jovem registrou reclamação na loja e procurou a delegacia

Por Redação

A estudante universitária Ana Paula Bispo, de 30 anos, procurou a 16ª Delegacia Territorial, em Salvador, nesta segunda-feira (10). Ela acusa de injúria racial funcionários da loja Riachuelo do Shopping Iguatemi. A jovem contou que foi abordada por um atendente, que a teria acusado de furtar um par de brincos. Depois do constrangimento de precisar tirar todos os objetos da bolsa e ser revistada por uma outra funcionária, ela foi liberada.

Após o episódio, Ana Paula acionou a supervisora do estabelecimento, que se desculpou, alegando que os profissionais eram novatos. A estudante diz ter sido chamada de ladra e acredita que o caso foi motivado por racismo. “Eu me senti discriminada porque eu não vejo esse tipo de coisa acontecendo com pessoas branquinhas, com uma situação financeira diferente. Por mais que houvesse desconfiança, a abordagem deles já foi me colocando como culpada, como bandida”, afirmou.

O delegado Nilton Tormes, que acompanha o caso, disse que os funcionários poderão ser chamados para depor. Ana Paula também deve voltar à delegacia na quarta-feira (12) à noite. Em nota, a Riachuelo lamentou o ocorrido, que chamou de ‘abordagem equivocada’, e garantiu que o atendente que provocou a situação foi punido por não respeitar os valores éticos da empresa.

Foto de capa: Reprodução



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