A Liga do Funk e a articulação na periferia

Representantes da associação cultural criada para nortear o movimento funk também marcarão presença no seminário "A periferia no centro", debatendo sobre a articulação de movimentos sociais através da rede.

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Representantes da associação cultural criada para nortear o movimento funk também marcarão presença no seminário “A periferia no centro”, debatendo sobre a articulação de movimentos sociais através da rede

Por Redação

Idealizado pela revista Fórum, nessa sexta-feira (14) ocorrerá, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), o seminário “A periferia no centro”, onde acontecerão debates sobre como a população periférica tem criado suas narrativas para dar visibilidade às suas demandas e quais são as pautas urgentes para quebrar os muros que separam a periferia do centro. 

Participante da primeira mesa, que tem como tema “Movimentos de Rede e Movimentos de Rua”, Theles Henrique, da Liga do Funk, discutirá sobre a importância da articulação de movimentos sociais nas redes, principalmente por meio do Facebook e Whatsapp que, de acordo com ele, são as redes sociais mais utilizadas pelos jovens da periferia.

A Liga do Funk é uma associação cultural criada com o intuito de servir como norte para o movimento, tanto para os MCs, DJs, empresários e produtores, buscando levar informação, qualificação e oportunidades a todos eles, além de defender os interesses do movimento.

Por isso, ele considera tais ferramentas como o melhor canal de comunicação entre as massas – desde que não haja censura: “Enquanto tivermos a liberdade de usá-las da forma que bem entendermos, ela é e será crucial para que o processo de articulação se desenvolva”.

Por considerar importante todo evento que busca discutir as questões da periferia no Brasil, é de interesse da Liga ir ao MAM nessa sexta-feira, para representar o funk e os jovens da periferia – onde grande parte é formada por pessoas em condição de vulnerabilidade social. “Então, ‘A Periferia no Centro’ é o quintal onde nós gostamos de transitar”, afirma Theles, que considera que o evento tem tudo a ver com o trabalho e os ideais da associação. “Estar ali é muito importante para a Liga”, ressalta.

Confirme sua presença no evento. A participação é gratuita.



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1 comment

  1. Carlos Responder

    Tenho vergonha de ser brasileiro quando vejo isso, Funk não é música e nunca será, é um barulho um ruído no máximo, o estado deveria conscientizar os jovens para a boa música, aprenderem instrumentos, partitura desda a infância, essa é a cura do funk, ninguém suporta esse barulho tido como cultura, nem mesmo os moradores da periferia. Esse “bom” funk naum existe, é só pedofilia, drogas, traficantes, putaria é essa a sociedade que desejam? Longe de ser hipócrita em relação as classes mais altas mas hoje os mais pobres são tão piores quanto.


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