Agente de trânsito se manifesta após Justiça manter indenização a magistrado

“Rasgaram a Constituição. Que país é esse?", protestou a agente Luciana Tamburini; ela anunciou que irá recorrer da decisão.

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“Rasgaram a Constituição. Que país é esse?”, protestou a agente Luciana Tamburini; ela anunciou que irá recorrer da decisão 

Por Redação

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) manteve, por unanimidade, a condenação da agente Luciana Silva Tamburini a pagar indenização por danos morais ao magistrado João Carlos de Souza Correa. A quantia foi estabelecida em R$ 5 mil. A decisão saiu na tarde de quarta-feira (12) após reunião que confirmou a posição tomada anteriormente pelo desembargador José Carlos Paes.

Em declarações à imprensa, Tamburini reclamou das leis brasileiras. “Rasgaram a Constituição. Que país é esse? Vou recorrer, vou até o final com essa história. Se for o caso, vou até a instância divina. Alguém vai ter o bom senso”, afirmou. Internautas fizeram uma “vaquinha” pela internet para ajudá-la a pagar a indenização. Até agora, foram arrecadados R$ 27 mil e outros R$ 13 mil ainda estão sendo liberados. A agente informou que irá doar o valor excedente para projetos sociais.

Relembre o caso

Em 2011, João Carlos de Souza Correa foi parado pela fiscal em uma blitz. Ele dirigia um veículo sem placas e estava sem carteira de habilitação. O magistrado chegou a dar voz de prisão a Tamburini por desacato, após ela dizer que “juiz não era Deus”. O processo, originalmente, foi movido pela agente contra Correa, alegando que ele tentou receber tratamento diferenciado por causa do cargo. Porém, a Justiça entendeu que ela perdeu a razão ao ironizar uma autoridade pública e a condenou a pagar indenização. O caso deve ir para o Superior Tribunal de Justiça.

Foto de capa: Reprodução/Facebook



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