Aumento de pena para injúria racial é aprovado em comissão da Câmara

O relatório aprovado propõe a alteração do Artigo 140 do Código Penal, que aumenta a pena de um a três anos para dois a cinco anos de prisão por delito racista.

870 1

O relatório aprovado propõe a alteração do Artigo 140 do Código Penal, que aumenta a pena de um a três anos para dois a cinco anos de prisão por delito racista

Por Redação

A Comissão Externa de Combate ao Racismo da Câmara Federal dos Deputados aprovou, na última quarta-feira (12), o relatório final que prevê a alteração do Artigo 140 do Código Penal. Se a proposta for aprovada em plenário, os delitos de injúria racial, que hoje recebem pena de um a três anos, passarão a ter de dois a cincos anos de reclusão. A Comissão foi criada em abril deste ano para investigar os casos de discriminação e racismo no futebol.

O relatório aprovado propõe também tornar a ação de injúria incondicionada, ou seja, o Ministério Público pode entrar com uma ação independentemente da vontade da vítima. A proposta de alteração do Artigo 140 segue, agora, para outras comissões da Câmara.

A Comissão de Combate ao Racismo iniciou os trabalhos a partir dos casos dos jogadores Tinga, do Cruzeiro, Arouca, do Santos, e do juiz Márcio Chagas, todos vítimas de racismo durante jogos, quando foram chamados de “macaco”.

Outro caso que os parlamentares também estudaram foi o do ator Vinicius Romão de Souza, que permaneceu mais de 15 dias preso por suspeita de assalto. Chamou a atenção o fato de que o policial que fez a prisão não encontrou nenhum pertence da vítima com o acusado.

Além disso, foi analisada a morte da auxiliar de serviços gerais, Claudia da Silva Ferreira, baleada durante uma operação no Morro da Congonha, em Madureira, zona norte do Rio de Janeiro. Claudia teve o corpo arrastado por mais de 250 metros ao cair da viatura onde se encontrava, em março deste ano.

Foto: Pragmatismo Político

 



No artigo

1 comment

  1. Carlos Responder

    Roubos, sequestros, homicídios, trafico de drogas isso tudo ainda é legalizado.


x