Torturadores de pai de Michelle Bachelet são presos

Alberto Bachelet morreu após uma parada cardíaca decorrente das torturas que sofreu durante o governo Pinochet, no Chile.

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Alberto Bachelet morreu após uma parada cardíaca decorrente das torturas que sofreu durante o governo Pinochet, no Chile

Por Redação

Foram presos, nesta sexta-feira (21), dois coroneis reformados, condenados por torturarem repetidamente o pai da presidenta do Chile, Michelle Bachelet, em 1973. O general Alberto Bachelet fez oposição ao regime militar liderado pelo general Augusto Pinochet (1915-2006) e morreu em 1974 após uma parada cardíaca decorrente das torturas a que foi submetido.

Ele foi preso na academia militar durante seis meses por traição, já que optou por permanecer fiel ao então presidente socialista Salvador Allende, deposto pelo golpe militar. Sua mulher, Angela Jeria, e sua filha, Michelle, também foram presas e torturadas antes de fugirem para a Austrália e para a Alemanha Oriental.

O governo de Pinochet durou 17 anos. Nesse período, mais de 40 mil pessoas foram mortas e 3 mil desapareceram. Os coronéis da Aeronáutica chilena – Ramón Cáceres Jorquera e Edgar Ceballos Jones – foram condenados a três e dois anos de prisão, respectivamente, pelas torturas a Alberto. Álvaro Elizalde, porta-voz do governo, disse que o julgamento foi “mais um passo” rumo à verdade e à justiça no país.

Foto de capa: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr



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