A discussão dos nomes para os bancos públicos no segundo mandato

A presidenta Dilma Rousseff tende a fazer escolhas que agradem as alas do PT descontentes com a nomeação da equipe econômica.

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A presidenta Dilma Rousseff tende a fazer escolhas que agradem as alas do PT descontentes com a nomeação da equipe econômica

Do Jornal GGN

A presidente Dilma Rousseff (PT) deve nomear para o Banco Central e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) nomes que agradem mais alas do PT que não digeriram muito bem as indicações de Joaquim Levy e Nelson Barbosa para os ministérios da Fazenda e Planejamento, respectivamente.

Entre os nomes mais cotados para o Banco do Brasil está Paulo Rogério Caffarelli, atual secretário-executivo do Ministério da Fazenda. Formado em Direito, com pós-graduação em Comércio Exterior e mestrado em Economia pela Universidade de Brasília (Unb), Caffarelli hoje ocupa o lugar de Nelson Barbosa.

Até o início deste ano, Caffarelli era vice-presidente de Atacado, Mercado de Capitais e Área Internacional do BB. Ele foi escalado pelo ministro da Fazenda Guido Mantega para fazer a transição de governo entre a atual equipe econômica do Ministério e o grupo formado por Dilma para o segundo mandato.

Já para o BNDES, o mais visado é o atual vice-presidente de Varejo do BB, Alexandre Abreu, também funcionário de carreira do BB, onde já ocupou os cargos de Diretor de Seguridade, Previdência e Capitalização. Ele foi superintendente do banco em São Paulo, além de gerenciar as unidades de Internet, de Varejo e de Cartões de Crédito do banco.

Miriam Belchior e Jorge Hereda

O papel dos bancos públicos foi um dos temas econômicos centrais da última disputa presidencial. Com discurso contrário ao dos adversários, Dilma prometeu manter as instituições fortes nos financiamentos, principalmente na sustentação dos programas sociais do governo, incluindo a participação da Caixa Econômica Federal nos financiamento habitacional.

O comando da Caixa ainda está indefinido. A atual ministra do Planejamento Miriam Belchior é cotada para ocupar a presidência, já que deixará o cargo para Nelson Barbosa. No entanto, na última semana, a possibilidade de Miriam ir para o Ministério de Minas e Energia ganhou peso. Assim, há quem sustente a permanência do atual presidente, Jorge Hereda, na Caixa.



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