“Negros e gays não se ofendiam antigamente”, diz Renato Aragão

O comediante minimizou a importância do assunto e negou que as piadas fossem preconceituosas: “Na época, a gente fazia como uma brincadeira".

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O comediante minimizou a importância do assunto e negou que as piadas fossem preconceituosas: “Na época, a gente fazia como uma brincadeira”

Por Redação

O humorista Renato Aragão deu uma entrevista à revista Playboy de janeiro, que chega às bancas nesta terça-feira (6). Ele faz um balanço dos quase 55 anos de seu personagem mais famoso, o Didi, e relembra a época do grupo Os Trapalhões (1966-1995). Segundo Aragão, o tipo de humor feito no país mudou bastante nos últimos anos. “Naquela época, essas classes dos feios, dos negros e dos homossexuais, elas não se ofendiam. Elas sabiam que não era para atingir, para sacanear”, afirmou.

Aragão minimizou a importância do assunto e negou que as piadas fossem preconceituosas. “Na época, a gente fazia como uma brincadeira. Era uma brincadeira de circo entre eu e o Mussum (1941-1994). Como se fôssemos duas crianças em casa brincando. A intenção não era ofender ninguém. Hoje, todas as classes sociais ganharam a sua área, a sua praia, e a gente tem que respeitar muito isso”, disse.

Com o contrato renovado até 2017 e a promessa de um programa na grade da Globo este ano, ele defendeu a emissora e o programa Criança Esperança. Porém, aproveitou a oportunidade para criticar a nova geração de comediantes que integram o grupo Porta dos Fundos: “Eles só estão errando porque pegam pesado demais. Não precisa”.

Foto de capa: Divulgação



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2 comments

  1. Leo Responder

    Sem duvida, esta diminuido as grosseria em relação ao negros gays, contudo isso não caiu do céu, é fruto de organização e conscietização do movimentos organizados.

    Ta na hora de acabar com os programas de tv, que banaliza o sexo e erotização infantil.

  2. Robson Vieira Santiago Responder

    Tudo tem sua época, eu assisti e ri muito com os trapalhões, também eu não conhecia nada do mundo na década de 70, já na década de 80 não assistia mais, depois dos meus 14 anos e o começo da minha consciência política se atravessasse na minha frente eu metralhava, era paredon para esses caras, hoje tenho outra critica para eles mais maduras, eles personagens são usados pela engrenagem midiática para fazer cortinas de fumaça para atos e manifestações de racismos, preconceitos, desprezo pelas minorias etc., conhecendo ou não o ato de estar por trás dessa história, faz do senhor Renato Aragão cúmplice desses mesmos preconceitos, querendo ou não, e deixem de idiotia de politicamente correto, isso é coisa para idiotas, não cabe nesse espaço tais idiotias.


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