Rachel Sheherazade compara Charlie Hebdo à “corajosa” Veja

A jornalista, conhecida por suas opiniões conservadoras, afirmou que a revista Veja é um exemplo de veículo “independente” e criticou o projeto de regulação da mídia no Brasil.

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A jornalista, conhecida por suas opiniões conservadoras, afirmou que a revista Veja é um exemplo de veículo “independente” e criticou o projeto de regulação da mídia no Brasil

Por Maíra Streit

O ataque à sede do periódico francês Charlie Hebdo, ocorrido na última quarta-feira (7), chocou o mundo. Ao todo, 12 pessoas morreram; entre elas, quatro dos mais brilhantes cartunistas da atualidade. A ação, classificada pelo governo do país como “terrorista”, teria sido motivada pelas sátiras religiosas publicadas pelo jornal, que desagradaram alguns muçulmanos ao fazerem referência ao profeta Maomé.

Muitos profissionais da imprensa manifestaram solidariedade e consternação diante do episódio. A jornalista Rachel Sheherazade, porém, aproveitou a ocasião para estabelecer uma estranha comparação.

Em comentário feito na rádio Jovem Pan e divulgado em seu blogue pessoal, a apresentadora do SBT afirmou que falta liberdade de imprensa no Brasil, fazendo uma associação entre o revolucionário Charlie Hebdo e a revista Veja. “Há poucos veículos resistentes e independentes. É o caso da revista Veja”, enfatizou, ao citar a matéria em que a publicação acusou os petistas Lula e Dilma Rousseff de terem conhecimento sobre casos de corrupção na Petrobras e por isso, segundo ela, a editora Abril teria sofrido retaliações. “No Brasil, o maior temor da imprensa livre não são os radicais islâmicos, mas os radicais da esquerda”.

Sheherazade não parou por aí. A jornalista, conhecida por suas opiniões conservadoras, disse que a presidenta Dilma não foi ‘coerente’ ao lamentar, em nota oficial, o ataque. “A mesma mandatária que defendeu a liberdade de expressão na França apóia um projeto de regulação da mídia no Brasil, que pode restringir a liberdade de expressão e até evoluir para uma futura censura dos meios de comunicação”, destacou.

Do lado oposto ao representado por Sheherazade, movimentos sociais defendem que a regulação econômica da mídia, anunciada pela presidenta, poderá pôr fim à concentração de poder da imprensa nas mãos de poucas famílias e, assim, garantirá mais diversidade de programação e uma real representatividade da população brasileira nos meios de comunicação.

Foto de capa: Divulgação

 



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6 comments

  1. Andre Henrique Nunes do Carmo Responder

    Até aonde chega a hipocrisia dessa safada. Comparar com a VEJA, por que as duas são semanais? A Veja é de extrema-direita, o Charlie de extrema-esquerda. Essa senhora além de desconhecer a revista francesa, pois se conhecesse ficaria horrorizada com a charges, esquece que defendeu linchamentos públicos, em outra palavras assassinatos. Se há uma comparação a ser feita penso que seria dela com os muçulmanos fanáticos, pois tanto ela quantos eles acreditam no olho por olho dente por dente.

    1. Ad.Nobre Responder

      Primeiro de tudo vai estudar, a VEJA – extrema-direita não existe no Brasil, A VEJA não recebe dinheiro do governo petista sujo e imundo, essa revista faz Charges extremamente ofensivas a todas as religiões, ofendendo os terroristas, PLANTOU O QUE COLHEU, o Brasil vive uma CENSURA SIM! Quem discorda é militante do governo ou desinformado, a comparação dela foi cabível dentro do contexto que vivemos, ficou com raivinha da comparação dela -ENTÃO VC QUER CENSURÁ-LA, SEI…………

  2. Tecris Responder

    Esta pseudo formalista não perde uma para chamar atenção. Muito sem noção. Comparar uma revista de extrema direita com um jornal de extrema esquerda. Melhor voltar estudar

  3. Arnaldo Silva Responder

    Animais ignorantes. Não viram que ela comparou foi a atitude da Presidenta e não as revistas? Imprimam a notícia e comam pra ver se algum resíduo vai parar perto do caroço de azeitona que encontra-se no lugar do cérebro!

    1. benedito Responder

      Acho que o senhor é que não entendeu nada.

  4. Reinaldo Responder

    Sinceramente esta moça e como a maioria dos nossos jornalistas “abutres” não podem ver uma carniça que aparecem e sugam tudo que podem, esquecendo de tudo que está a seu redor! Infelizmente é este tipo de jornalismo que forjamos nas faculdades e nos meios de comunicação aqui no centro sul do Brasil


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